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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

A irresponsável invenção de dinheiro - Percival Puggina

Sempre de cócoras e de olho nos negócios, o Congresso mais irresponsável e indigno de nossa história vai, realmente, aprovar a invenção de dinheiro para atender os delírios de Lula e seus amiguinhos. 
Se a loucura prosperar, eles estarão autorizados a gastar um dinheiro que não existe e que, por isso, terá que ser “inventado”. [ainda acreditamos que pelo menos metade do Senado e metade da Câmara, votarão contra qualquer proposta do molusco eleito e sua equipe - que pelo menos 1/3+ 1 dos senadores e 1/3+1 dos deputados rejeitarão toda e qualquer PEC proposta pela equipe  do eleito, especialmente, sem limitar, a PEC da Transição = PEC do PRECIPÍCIO.]
Bem mais do que eles querem já perderam em valor as empresas brasileiras! 
Não obstante, querem isso por quatro anos para que lá, na ponta de 2026, em seus currais, contem com essa moeda de chantagem contra seus adversários.   

Sinto-me voltando ao ano de 2007. Então, o sucesso subira à cabeça de Lula. Ele era o cara que projetara o país à dianteira da fila de espera para ingressar no Primeiro Mundo, o cara que ansiava por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, o cara que se julgava capaz de resolver qualquer encrenca internacional, o cara que tornava o Brasil autossuficiente em petróleo, o cara por quem José Dirceu se sacrificara para que saísse incólume do mensalão. O cara que na eleição do ano anterior colocara novamente no peito a faixa presidencial...[se DEUS, que é brasileiro, não intervier e o molusco eleito for empossado, ele será também o cara que colocou o Brasil no último lugar da fila de espera para ingressar no primeiro mundo = o governo do molusco eleito vai DESTRUIR tudo o que de bom o Brasil conseguir. NÃO É PRAGA, é uma constatação do inevitável.]

Nesse jogo, porém, Lula tinha muito a agradecer e pouco a oferecer. A prosperidade da economia brasileira, que permitiu saltos na arrecadação, no mercado de trabalho e nas exportações tinha tudo a ver com o espetacular e súbito crescimento do mercado chinês, que elevou o preço das nossas commodities. E nada a ver com competência administrativa.  
O presidente não dispunha das virtudes necessárias a um bom gestor. Sempre foi, isto sim, um político conversador, populista e oportunista. Deveria agradecer aos que, antes dele, assumiram o sacrifício político de colocar o país nos trilhos da responsabilidade fiscal. Mas não.

Ah, se Lula tivesse sido um bom gestor! Com os recursos de que dispôs, com o apoio popular que soube conquistar, com o carisma que Deus lhe deu, teria preparado as bases necessárias a um desenvolvimento sustentável. Nenhum outro presidente, em mais de um século de república, navegou em águas tão favoráveis. 

Contudo, do alto de sua vaidade, embora fosse apenas um mero e pouco esclarecido barqueiro, ele acreditou ser o senhor dos mares e das marolas (expressão que uso quando as consequências passaram a bater à porta).

Em 2007, a euforia era tal que Lula, consumidor de manchetes, importou a Copa de 2014 e começou a negociar os Jogos Olímpicos de 2016Lá se foram R$ 66 bilhões em autopromoção e elefantes brancos. [ele e sua trupe precisavam contratar obras = uma das fontes preferidas dos governos corruptos, tipo o dele, secundado pela sua discípula.] Sobrou dinheiro para o supérfluo, mas faltou para o básico.

"Vaidade! Definitivamente meu pecado favorito", confessa o personagem representado por Al Pacino em O Advogado do Diabo. E a vaidade de Lula aquecera as brasas que iriam arder nos governos de Dilma.

Hoje Lula é, novamente, o cara. O cara por quem presunçosos ministros do STF sacrificaram suas biografias. O cara por quem o jornalismo brasileiro renunciou às próprias responsabilidades. O cara por quem tantos congressistas traíram seus eleitores. O cara sob cuja sombra 300 pessoas da equipe de transição, apostando contra a esperança de tantos patriotas, disputam com avidez recursos para suas sesmarias.[o cara que se empossado colocará colocou o Brasil no último lugar da fila de espera para ingressar no primeiro mundo]

Percival Puggina (77), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A palavra maldita

Brumadinho traz severas consequências políticas para o governo Bolsonaro

Todo motorista alemão teme a frase “até que o TÜV” nos separe. Significa que o veículo dele não passou pelo TÜV (“Technischer Überwachungsverein”, a organização privada que vigia, entre milhares de outras coisas, se um carro obedece às normas técnicas para circular nas ruas). O TÜV foi inventado em 1865 no sul da Alemanha para acabar com as frequentes explosões de caldeiras a vapor, especialmente em cervejarias.
Trata-se de uma organização privada que assumiu funções do poder público (vigiar normas técnicas) e deu tão certo nos últimos 150 anos a ponto de se transformar num produto de exportação alemão. “Examinado pelo TÜV” está carimbado na placa de cada veículo, no reator de uma central nuclear ou numa escova de dentes. Funciona como atestado de qualidade e respeito às normas (legais e técnicas) emitido por organização independente e privada.
No Brasil, uma das três grandes “holdings” regionais dessa organização, o TÜV SÜD (24 mil funcionários, US$ 2,6 bilhões de faturamento) em meados do ano passado conferiu à barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho um macabro “tudo ok” de trágicas consequências. Como assim aquilo que os alemães apontam com tanto orgulho – o autocontrole exercido pelo próprio setor privado da economia – não funcionou no Brasil?
Advogados já consideram como o TÜV – assim como a Vale – terá de assumir no mínimo responsabilidades cíveis pela tragédia, mas o que as investigações e o noticiário de Brumadinho já parecem sugerir é um contexto de falha coletiva que envolve a grosso modo os dois setores (público e privado). Por exemplo, barragens como a de Brumadinho (rio acima) são proibidas em países de tradicional atividade de mineração, como Peru e Chile, por causa de frequentes terremotos.

No Brasil, a técnica obsoleta de confecção dessas barragens (nas quais se utilizam os próprios rejeitos da mina) se arrasta desde a década dos anos 1970. A fiscalização não existe ou é incipiente, numa clara demonstração que talvez o principal problema da burocracia brasileira nem é o excesso dela, mas o fato de que não funciona. E que prevalece em boa parte a mentalidade – nos setores público e privado – resumida na expressão “se nada aconteceu até agora é porque nada vai acontecer”. Pois aconteceu. E deve alterar substancialmente a atmosfera política nacional e internacional para se debater a relação entre desenvolvimento econômico (sobretudo a exploração de recursos naturais, como agricultura e mineração) e proteção do meio ambiente.
Se o governo de Bolsonaro se elegeu apegado em parte à narrativa política de que licenciamento ambiental não pode se transformar em barreira burocrática à atividade empresarial, a tragédia de Brumadinho altera fortemente a percepção que o público tem da questão e, portanto, vai exigir do presidente e seus ministros habilidade política em vez de frases de efeito. A palavra mágica “desregulação” se arrisca a virar palavra maldita. [só que um TÜV SÜD contratado no governo Bolsonaro estará imune è praga da corrupção; 
já o contrato para a Copa 2014 foi na corrupção de todas as corrupções.]
O TÜV SÜD expandiu sua venda de serviços ao Brasil na euforia das obras de infraestrutura para a Copa de 2014. Também empenhada em crescer a todo custo, a organização alemã encontrou aqui nosso jeito tradicional no qual leis “pegam” ou “não pegam”, fiscalização existe sobretudo no papel, a burocracia é pesada e ineficiente e um autointitulado “orgulho nacional”, como a Vale, a maior produtora mundial de minério de ferro, demonstrou que, se sabia de erros do passado, precisou de mais um desastre para dizer que vai corrigi-los.
Ambiente institucional – a relação entre ideias e interesses – , diria esse tão citado sociólogo alemão, Max Weber, é tudo.
 
William Waack - O Estado de S. Paulo
 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Sair da "cela de Lula” e outras notas


O ex-presidente passou a ser problema de si próprio. Em vez de celebrar isso e cuidar de uma agenda política, o Brasil fica na cela do jeca

Investiguemos quem e de que modo a nababesca defesa de Lula está sendo paga. Sejamos nosso assunto, nosso tema, cuidemos de nós



Levantaram-se “ahs” e “ohs” e acirrou-se a indignação complexada porque ─ meudeusdocéuqueabsurdo o PT e Lula não queriam o ministro Alexandre de Moraes como relator de mais uma petição da defesa do ex-presidente. Muitos se espantaram e ficaram nos cascos porque ondeéquejáseviu um réu pretender escolher juiz, tribunal, sentença. Onde? Aqui mesmo, senhores. Neste Brasil, em que certa dona mídia inflama tudo em volta para dizer o que faz diariamente um cadáver político de moral putrefata, cujos miasmas só servem de suprimento de ar a radicalóides ─ anti e pró-Lula ─ que precisam dessa inflamação adensada para conseguir votos. 

Neste Brasil, em que pesquisas o apresentam como candidato e as que o excluem registram “num cenário sem Lula”, o que remete de imediato a um fictício, mas contrabandeado entre os fatos, cenário com Lula. Num país em que o juiz que condenou o delinquente afirmou, no despacho da sentença, que a prisão preventiva era cabível, mas o deixaria solto porque “pode ser traumática a prisão de um ex-presidente” e, quando decidiu prendê-lo finalmente, enviou-lhe um convite-prisão pedindo encarecidamente que o meliante incurável fizesse a gentileza-se-não-fosse-incômodo de se encaminhar à delegacia mais próxima; mas se não quisesse, poderia montar um picadeiro no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, pois a Justiça esperaria. Quantos condenados são tratados assim?

Neste Brasil, em que pessoas e coisas bordam com capricho de vó no enxoval do neto seus nomes no manto autoritário da intocabilidade, qualquer crítica honesta e pertinente é vista como ofensa pessoal, crime inafiançável, falta de modos, mau gosto, além de ameaçar o futuro limpinho da nação. 

domingo, 17 de junho de 2018

2014, a Copa do Mundo que não terminou

Embora o Mundial no Brasil tenha acabado há quatro anos, é preciso que as obras em andamento sejam concluídas, para que a população possa usufruir de seus benefícios

A Copa da Rússia começou na quinta-feira, com uma partida em que os anfitriões golearam a Arábia Saudita por 5 a 0. Hoje à tarde, é a vez de a seleção brasileira fazer sua estreia na competição. Mas esse novo ciclo, que de quatro em quatro anos mobiliza 209 milhões de torcedores brasileiros, se inicia sem que o anterior tenha sido encerrado. Nada a ver com a traumática queda diante da Alemanha, por 7 a 1, no Mundial passado. Faz parte do jogo. Ganha-se ou perde-se. O que soa como ruína é o fato de obras planejadas para a Copa de 2014, e que consumiram milhões de reais em recursos públicos, não terem sido concluídas até hoje. Esta sim é uma derrota acachapante para o país.


Como mostrou reportagem exibida pela “GloboNews”, com base num levantamento do site G1, 11 das 12 cidades que sediaram a Copa de 2014 — a exceção é o Rio de Janeiro — ainda ostentam canteiros de obras inacabadas, a maioria na área de mobilidade urbana. Somente em São Paulo, Brasília, Recife e Fortaleza, projetos de “legado” orçados em R$ 2,4 bilhões ainda não foram entregues. E sabe-se lá quando serão. Os motivos alegados vão desde a falta de recursos, em meio ao agravamento da crise financeira, a impasses com empreiteiras, passando por problemas de desapropriação ou licenciamento ambiental.

Entre esses desacertos, está, por exemplo, as obras no entorno do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, a arena mais cara da Copa — o custo se aproxima de R$ 2 bilhões — e uma das mais inúteis, forte candidata a se tornar elefante-branco. A reurbanização e a construção de passagens subterrâneas não saíram do papel. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligaria o aeroporto ao Centro da capital tragou R$ 20 milhões, mas a obra foi cancelada por determinação da Justiça. 

Na capital paulista, o monotrilho que se estenderia do Aeroporto de Congonhas ao metrô permanece no esqueleto. A obra estava prevista para durar dois anos, mas se arrasta há sete. O trajeto inicial foi encolhido em dez quilômetros, porém o preço mais que dobrou — saltou de R$ 1,3 bilhão para R$ 3,5 bilhões. Era para 2014, mas agora só deve ser entregue em 2019.

Em Fortaleza, as obras do VLT iniciadas em 2002 já consumiram R$ 246 milhões do orçamento de R$ 380 milhões, mas a maior parte das estações ainda se encontra em construção. Agora, promete-se inaugurá-la este ano.No Recife, a construção de uma ponte nos arredores da arena de Pernambuco ficou pela metade, e o restante da obra foi abandonado.

Embora a Copa do Brasil já tenha acabado há quatro anos, é preciso que essas obras em andamento sejam concluídas, para que a população possa usufruir de seus benefícios. Até porque elas já consumiram dinheiro público. E que os órgãos de controle, como tribunais de conta e Ministério Público, se encarreguem de investigar os motivos dos inaceitáveis atrasos, para que os responsáveis por esse descalabro recebam cartão vermelho.

 

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Os militontos petistas também fizeram uma vaquinha para ajudar o Dirceu e enquanto eles juntavam moedas Dirceu recebeu de suborno de quase R$ 30 MI

Amigos cobram R$ 300 em jantar para pagar defesa de Agnelo Queiroz

Ex-governador de Brasília é acusado de desvio de recursos nas obras do Mané Garrincha

Amigos do ex-governador de Brasília Agnelo Queiroz (PT) estão organizando um jantar para arrecadar dinheiro para pagar um advogado de defesa para o político. Agnelo teve os bens bloqueados no processo em que é investigado, junto com outras 20 pessoas por suspeita de envolvimento em desvios de recursos na construção do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. O ex-governador está solto desde maio, após ter um habeas corpus aceito pela Justiça. Segundo a investigação, ele teria recebido propina durante a execução da obra do estádio, o mais caro da Copa de 2014, com custo superior a R$ 1,5 bilhão. De acordo com a organização do evento, a lista conta com 200 amigos de Agnelo, que pagarão R$ 300 pelo evento .[entre as proezas de Agnelo,  ele tem um amigo que lhe  vendeu por R$500.000,00, em parcelas mensais, uma mansão com valor de R$ 5.000.000,00]
 Segundo Thamar de Castro, de 54 anos, amiga do ex-governador há 40 anos, o planejamento do jantar surgiu como uma forma de retribuir Agnelo e sua família. — A gente juntou um grupo de amigos para um evento fechado para levantar um dinheiro. Parte do dinheiro arrecadado pagará o jantar e a outra parte irá diretamente para o pagamento do advogado. O Agnelo estará no jantar com a esposa. Será a primeira vez que vamos vê-lo em muito tempo. Ele está com dificuldade de pagar. Eles são uma família muito solidária. São pessoas que, se seu filho adoece e você precisa de ajuda, vão até sua casa durante a noite para ajudar. Vamos retribuir o que eles sempre fizeram a todos nós — contou.

Thamar não revelou o valor que o grupo precisa arrecadar para o pagamento integral da defesa do ex-governador. Ainda segundo ela, um controle dos convidados será feito para evitar que pessoas de fora estejam no evento.  — Tem um controle rigoroso para não acontecer de ter pessoas de fora. Alguns amigos que não estavam na lista e ficaram sabendo ligaram e explicamos que o lugar não comporta todos, mas que poderiam fazer a doação caso desejassem. O dinheiro irá para uma conta em nome do advogado e está tudo dentro da legalidade. É um ato de solidariedade. Ele está sendo acusado e não está condenado. É nosso amigo e estamos ajudando ele.


A amiga do ex-governador disse que Agnelo não ficou surpreso com o ato, mas que aceitou a ajuda. Ainda segundo ela, o grupo chegou a considerar fazer apenas as doações, mas mudou de ideia. — Ele não ficou surpreso porque sabe os amigos que tem. Ele ficou feliz. O dono do restaurante onde faremos o jantar foi uma das pessoas que teve a ideia. O evento é uma forma de mostrar que é preciso ter solidariedade. É muito ruim você deixar de fazer essas coisas. Ele é nosso amigo — falou.

Fonte: O Globo