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domingo, 7 de agosto de 2022

Como Joe Biden virou a Dilma Rousseff dos Estados Unidos - Gazeta do Povo

Leonardo Coutinho

A eleição de Joe Biden, em novembro de 2020, causou comoção. Muita gente se sentiu aliviada por se livrar do intragável Donald Trump e alimentou a esperança colegial de que o democrata faria um lugar melhor do mundo que o seu antecessor havia tanto se esforçado para estragar. Vice-presidente em uma administração altamente popular – dentro e fora dos Estados Unidos –, Biden empolgou. No Brasil, não faltou quem visse semelhanças com a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é o único opositor eleitoral do presidente Jair Bolsonaro.

Houve até quem visse algo ainda mais virtuoso como resultado das eleições americanas. Economistas petistas recomendaram o modelo econômico de Biden como o caminho a ser seguido pelo Brasil (leia-se Lula), a tal Bidenonics. Vá entender.

A realidade se mostrou mais dura e complexa. Para reativar a economia americana baqueada pelos efeitos globais da pandemia de Covid-19, Biden optou pelo populismo e endividamento
Distribuiu dinheiro grátis em programas de assistência e inflacionou a economia de um país desindustrializado. 
Há quem estime que, de cada dez dólares que o governo injetou na economia, algo entre seis ou oito foi parar na economia chinesa, onde são produzidos desde as quinquilharias até alguns dos insumos críticos para produção de medicamentos. Gerando inflação e quase nenhum investimento. [pela primeira vez, em quarenta anos, a inflação dos Estados Unidos supera a do Brasil.]

Sua administração levou o país a ter taxas de inflação recorde e, mesmo assim, ele segue comandando como se o principal problema dos Estados Unidos fosse a urgente adoção de pronomes neutros e a mitigação do aquecimento global. [as recorrentes crises de esquecimento do cidadão que preside os Estados Unidos, levou a necessidade de adaptação do já velho adágio "é a economia, estúpido", para "é a memória, estúpido."]

O resultado tem sido trágico. Inflação significa empobrecimento. E quem mais sofre com esse processo (como muito bem se sabe no Brasil) são aqueles mais pobres. O resultado é que Biden e sua Bidenomics, como se celebrou no mundo acadêmico subtropical, se revelou um mico. A maior economia do mundo sofre em praça pública e a popularidade do presidente virou pó. Nem seus correligionários estão dispostos a apoiá-lo. A tragédia política é tão profunda que até a sua vice e uma das grandes estrelas do Partido Democrata tem seu futuro político comprometido pelo fisco da administração.

Biden virou uma espécie de Dilma Rousseff americana.

Pouca gente se lembra ou não faz questão de se lembrar de que o Brasil – aquele país que decolava rumo ao desenvolvimentoembicou para baixo e por pouco, muito pouco, não se espatifou no chão.

Lula e o PT quebraram o Brasil para eleger Dilma.  A vice que tinha a missão de seguir com o legado de crescimento e fartura, que hoje Lula evoca como lembrança dos bons tempos de seu governo, não foi capaz de desarmar a bomba.

(...)

A curva descendente que teve início em 2011 é o atestado de uma tragédia. Mas muita gente anda esquecida, ou faz questão de parecer estar. O esquecimento do fiasco permite que seus responsáveis reapareçam oferecendo o mesmíssimo modelo que tirou o Brasil da rota do desenvolvimento.

As coisas só voltaram a melhorar depois do impeachment de Dilma Rousseff. Mostrando que o estrago foi muito mais profundo que o estrago fiscal e institucional que ganhou o nome simpático de “pedaladas”.

O Brasil que Lula e Dilma quase quebraram estava inserido em um cenário econômico global infinitamente mais favorável. As irresponsabilidades e incompetências eram mitigadas pela bonança. Mas o vento mudou.

O mundo está em crise e a gordura acumulada no petismo foi consumida pelo próprio petismo. O Brasil que começa a se reerguer, não tem margem para a repetição dos erros do passado que a equipe econômica (?) de Lula parece estar disposta a reeditar, como o ex-presidente candidato não se cansa de se gabar.

Biden está longe de quebrar os Estados Unidos, como fizeram Lula e Dilma Rousseff. Mas sua administração tem potencial de entrar para a história como trágica. Assim como foi a da petista.

Leonardo Coutinho, colunista - Gazeta do Povo - VOZES


quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Os ecocanalhas pagam mico

.Edição do Alerta Total 

O falso otimismo, quase sempre, distorce a análise correta da realidade. Um exemplo fresquinho: o Flamengo venceu o Barcelona!!! Bacana, ganhar é bom demais... Só que foi o Barcelona de Guaiaquil... Time mediano, porém forte na disputa do Campeonato do Equador. Jogando com preparo físico deficiente, o Mengão dificilmente venceria o excelente time espanhol no qual joga o Messi. O recente triunfo na Libertadores – com metade do time desfalcado por Kung Flu - foi milagroso

Pior que o otimismo inocente é a análise canalha. O Presidente Jair Bolsonaro, novamente, foi vítima dela. A extrema mídia e o ambientalismo estelionatário, previsivelmente, meteram o pau no discurso brasileiro na abertura da sessão anual da Organização das Nações Unidas. Bolsonaro apenas falou o que tinha de ser dito. Apesar da sabotagem midiática, do terrorismo ecochato e da incompetência da máquina estatal, o Brasil é um dos países que mais preserva o meio ambiente.

A Amazônia brasileira é nossa (perdão pela redundância). Só precisamos cuidar da região e de seus diferentes biomas com mais competência, presença humana e do Estado. A Amazônia tem de ser conservada (explorada economicamente de forma racional, inteligente, para que se desenvolva respeitando sua biodiversidade e riquezas). Felizmente, essa missão de definir estratégias para cuidar corretamente da Amazônia está a cargo do vice-Presidente Antônio Hamilton Mourão – um gestor organizado e que conhece a realidade amazônica.

Vamos avançar, apesar da oposição burra que cada vez tem menos influência. A economia volta a andar, depois do pandemônio. A briga segue animada. 

Por Jorge Serrão


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

O recado do STF a Moro - Leandro Colon

 Folha de S. Paulo

Cresce a aposta de que Segunda Turma votará pela suspeição do ex-juiz no caso do tríplex

Não bastasse a fritura que vem sofrendo por parte do presidente Jair Bolsonaro, o ministro Sergio Moro (Justiça) pode ser derrotado em breve pelo STF em julgamento sobre métodos da Lava Jato. A dica foi dada pelo ministro Gilmar Mendes em entrevista que concedeu à Folha e ao UOL, em Brasília. Para o ministro, a popularidade de Moro, bem acima da de Bolsonaro, segundo o Datafolha, não deve influenciar no julgamento da Segunda Turma sobre a suspeição do ex-juiz no caso do tríplex de Guarujá. “Se um tribunal passar a considerar esse fator, ele que tem que fechar, porque perde o seu grau de legitimidade”, disse o ministro do STF.
 
[data máxima vênia,  da Segunda Turma se espera tudo, inclusive, aliviar para bandido, no caso o presidiário petista.
Tem apenas um detalhe: o Supremo como instituição e seus ministros, de forma coletiva ou individual, são guardiões da Constituição e esta tem uma determinação cristalina quando proíbe que provas ilicitas sejam juntadas aos autos.
 
As supostas mensagens que podem vir a sustentar uma decisão favorável ao ex-presidente Lula, - atualmente um presidiário cumprindo uma sentença confirmada mais de 100 vezes em todas as instâncias do Poder Judiciário e aguardando a confirmação de outra condenação - são produto de crime (roubo, invasão, formação de quadrilha, etc) e não tiveram nem podem ter sua autenticidade comprovada.
 
A determinação constitucional é tão clara que não pode ser modificada por interpretação, assim, a Segunda Turma terá - para validar tais provas - que reescrever o inciso LVI do artigo 5º, = legislar = o que é competência do Poder Legislativo.
Se a 2ª Turma do STF se arvorar em 'Poder Legislativo', estará violando a competência constitucional de um outro Poder e com isso as portas estarão abertas para o caos institucional no Brasil.
O mais sensato, seria o assunto ser encaminhado ao Plenário do Supremo - que não possui competência legislativa, mas, talvez uma violação ao texto constitucional efetuada por onze ministros seja mais suportável.
Cabe encerrar com afirmação do ministro Eros Grau que integra voto feito no julgamento da ADPF 153: "...mas os juízes - repito - não fazem justiça, são servos da lei."
Não podem transformar o STF no Estado, concentrando no Estado todos os poderes da nação, segundo os principios expostos na famosa frase de Luis XIV.]


De acordo com Gilmar, o tema ligado a Lula será apreciado pelo colegiado até novembro. Está logo ali. Nos bastidores do STF, cresce a aposta de que os ministros Celso de Mello e Cármen Lúcia caminham para votar contra a atuação de Moro. Com a posição conhecida de Gilmar e Lewandowski, seriam quatro votos pela derrota do ex-juiz contra o voto isolado de Edson Fachin. A repórter Thais Arbex contou na Folha que Cármen Lúcia ficou impressionada com o teor das mensagens trocadas pelos procuradores da Lava Jato. Em uma das conversas, a ministra foi chamada de “frouxa”. [ministra Cármen Lúcia, dizendo o óbvio: um ministro tem que ser imparcial, o que inclui ser imparcial, assim,  ainda que a mensagem que a senhora ouviu  e na qual é chamada de 'frouxa', fosse comprovadamente verdadeira, autêntica, e tivesse sido obtida por meios lícitos a senhora teria que ser imparcial, portanto, impessoal, ou então se declarar impedida.]

Cármen foi quem homologou, como presidente do STF, a delação da Odebrecht após a morte de Teori Zavascki. Para ministros do STF, aquele gesto foi uma homenagem dela ao colega, que conduzia as tratativas até morrer em uma queda de avião. O tempo mostrou que grande parte dessas delações era frágil, feita às pressas pela Lava Jato, sem elementos capazes de comprovar o que os executivos haviam dito. A delação do fim do mundo virou um mico. De lá para cá, a ficha de Cármen caiu, dizem ministros. Assim como a do decano Celso de Mello, cujo voto carrega sempre um simbolismo. Uma derrota de Moro deve favorecer Lula e provavelmente causar turbulência política no país. Outro efeito imediato será o enfraquecimento do ministro de Bolsonaro.

Leandro Colon - O Estado de S. Paulo

 

sábado, 15 de agosto de 2015

16 de agosto - Dilma não terá paz, pouco importa o número de manifestantes - BRASILEIROS do BEM, BOM PROTESTO


Dilma não terá paz, pouco importa o número de manifestantes

O importante é: sejam 10.000 manifestantes ou 10.000.000, Dilma já era. Não tem salvação, é só questão de renunciar, ser derrubada ou seguir o exemplo de Getúlio antes mesmo do próximo 24 de agosto

O povo na rua e a dinâmica da crise: Dilma não terá paz, pouco importa o número de manifestantes

Quantas pessoas vão à manifestação de protesto neste domingo? Cinquenta mil? Cem mil? Dois milhões? Querem saber? Para a dinâmica da crise, isso só teria importância se muitos milhões, muitos mesmo!, acima de qualquer expectativa, tomassem as ruas. É claro que um protesto à altura daquele do dia 15 de março já deixará o governo de sobressalto, ainda mais desorientado e, pois, suscetível ao erro. Se, na contabilidade geral, houver, sei lá, 100 mil pessoas nas ruas, o que é gente pra diabo, os palacianos e seus acólitos na imprensa gritarão: “Mico!”. Talvez os próprios promotores do evento venham a ficar um tanto acabrunhados se assim for. E, no entanto…

E, no entanto, que diferença o eventual mico efetivamente faria para Dilma Rousseff? Ninguém deixará de achar o governo ruim/péssimo, migrando para o grupo do “regular” ou do “bom/ótimo”, porque os protestos terão reunido 100 mil pessoas em vez de 3 milhões. Não há voto de confiança ou avaliação generosa que resista a menos dinheiro no bolso, preços em disparada, economia acabrunhada, futuro incerto, pessimismo.

Os próprios jornalistas, que cometem o pecado de circular demais no meio político e de menos nas ruas, correm o risco de fazer avaliações apressadas. Um balanço ligeiro desta semana, a se considerar só o ambiente da corte, tenderá a concluir que Dilma já superou o pior da crise. Segundo essa hipótese, a semana anterior teria sido o fundo do poço, e esta que termina, o ponto de inflexão. De fato, importantes costuras foram feitas entre palacianos e cortesãos, mas isso conta muito pouco. Dilma não tem de se segurar no cargo até 31 de agosto de 2015, mas ate 31 de dezembro de 2018.

Até que a economia melhore para as pessoas, não para os indicadores que medem tendências, ainda será preciso piorar bastante. Se o Palácio conseguiu ou não isolar Eduardo Cunha; se o deputado está mais poderoso ou menos; se o senador Renan Calheiros passou a ser o homem da “estabilidade” em Brasília… Convenham: que diferença isso faz para os brasileiros que não vivem de descrever os humores dos políticos de Brasília?

Há mais: a cada enxadada que dá a Operação Lava Jato, surge um punhado de minhocas reais, potencialmente reais ou virtuais, pouco importa. A engrenagem hoje envolvida na investigação e nos vazamentos tomou gosto pela coisa. Já se abriram duas variáveis independentes na operação, que remetem para o Ministério do Planejamento e para o setor elétrico. A artilharia se volta agora para os estádios da Copa do Mundo, terreno fértil para escavar frustrações e humilhações.

Na superfície desse terreno, está aquele sentimento que varreu o país em 2013 e 2014, que contrastava a ruindade dos serviços públicos oferecidos pelo estado com a suntuosidade dos estádios, o que transformou o tal “Padrão Fifa”, antes uma referência de qualidade, em reivindicação situada entre a política e a ironia. E a ironia suprema, depois que estourou o escândalo da Fifa, foi saber que, de algum modo e em certa medida, sempre estivemos no Padrão Fifa — no caso, o da roubalheira.

Nas profundezas desse terreno minado pela indignação, ainda está a humilhação daqueles 7 a 1 para a Alemanha, a indicar que fomos roubados para nada. A força-tarefa da Lava-Jato, qualquer observador arguto já percebeu, tem um atilado senso de marketing. E pouco importará saber o percentual de dinheiro público e de dinheiro privado que financiou os elefantes brancos. Isso não acaba tão cedo.

Para arremate dos males, os que recomendam a Dilma correção de rumo procuram empurrá-la justamente para o modelo que se transformou na usina das crises. Não era mágica que sustentava aquele modelo, em si insustentável, mas o ciclo que se encerrou dos preços estratosféricos das commodities. O resto foi só gestão porca de uma janela que o mundo nos abriu. O PT se encarregou de transformar o que poderia ter sido o planejamento do futuro em alguns fogões, algumas geladeiras, cocô de curto prazo e votos.

Em entrevista à Folha neste sábado, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) sintetiza: “Ou o governo muda, ou o povo muda o governo”. E ele está se referindo justamente à economia. Mas mudar precisamente o quê? Na próxima cochilada que der nas contas públicas, o país pode ser rebaixado pelas agências de classificação de risco e aí haverá gente com saudade do tempo em que o símbolo do mal era o FMI…

Querem saber? As pessoas sensatas deveriam torcer para que, neste domingo, houvesse nas ruas muitos e muitos milhões, um troço realmente acachapante, a indicar para Dilma que não dá mais. Isso também poderia evidenciar aos políticos que é chegada a hora. Creio na robustez do movimento, sim, mas não nessa monumentalidade.

E a pior coisa  [especialmente para Dilma e a corja petralha]  que poderia acontecer seria o insucesso do protesto. A presidente não teria o que fazer com ele. Seria um indicador não de otimismo, mas de desalento e de descrença, o que costuma anteceder decisões coletivas desastradas.

Não há como o povo na rua, neste domingo, ser o problema. Ele só pode ser a solução. É a continuidade do governo que nos lança no escuro, não a sua interrupção.
Assim, meus caros, bom protesto! 

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo