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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Barbosa começa mal ao aceitar ser apresentado pelo senador que só tem uma atividade no Senado - atividade que não é exercida por um parlamentar consciente: qual seja, criar caso

"Barbosa é um quadro de que a política precisa"

Senador do Amapá afirma: o ex-presidente do Supremo pode ocupar o 'papel que ele quiser' no quadro político do país

Líder de si mesmo no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), uma das vozes mais marcantes do partido de Marina Silva no Congresso, escancara as portas da legenda para o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. O jurista, que esteve ao lado de dirigentes partidários acompanhando o julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer, é enaltecido pelo senador do Amapá como uma “pessoa progressista, arrojada, com um radical compromisso com a ética e com a Justiça”.

Se, por um lado, Barbosa faz charme, admitindo convites de filiação — também tem mantido diálogo com o PSB — por outro, a Rede garante que não vai pressionar o relator do processo do mensalão no Supremo. 

Randolfe disse que, mais do que uma filiação, é fundamental a participação do ex-ministro no jogo político do ano que vem, especialmente em um cenário “em que não temos alternativas, ou as que surgem são populistas e extremistas”, explicou o senador. Embora defenda o nome de Marina Silva como a candidata do partido ao Planalto, Randolfe afirma que isso pode ser conversado, uma vez que a ex-senadora também quer contribuir com o debate político, sem apego a cargos.

O senador do Amapá é enfático na defesa do “Fora Temer” e acredita que não há como haver crescimento sustentável com a manutenção do peemedebista no cargo. “Não passa segurança para os investidores”, afirma. Confira os principais trechos da entrevista ao Correio:


O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi ao TSE na semana passada, acompanhado de políticos da Rede. Está surgindo um namoro mais firme entre vocês?
Nós namoramos o ministro Joaquim há muito tempo. Ele tem o perfil que nós defendemos e chamamos de nova política. É uma pessoa progressista, arrojada, com um radical compromisso com a ética e com a justiça. Teve uma atuação no STF irrepreensível e uma demonstração de desapego ao poder. Renunciou ao mandato do STF antes do limite de idade. É um perfil que nos inspira. Tudo faremos para tê-lo entre nossos filiados.

Para ser candidato a presidente ou a outro cargo?
Joaquim Barbosa é um quadro de que a política brasileira precisa muito. Eu defendo que a candidata da Rede à Presidência é a Marina Silva. Mas a vinda do Joaquim é para ocupar o papel que ele quiser no quadro político brasileiro.

E tem prazo para essa decisão?
Ninguém estabeleceu prazo. Queremos deixar o ministro Joaquim sem pressão, para que, no prazo dele, ele defina o que achar melhor. Mas adianto que estamos fazendo tudo, não só para o ministro Joaquim se filiar à Rede, mas para participar da política. Em um cenário para 2018, em que não temos alternativas, ou as que surgem são populistas e extremistas, ter o ministro Joaquim como alternativa é uma contribuição para o Brasil.

Barbosa era famoso na época do mensalão. Hoje esse espaço está tomado pelo juiz Sérgio Moro, que não será candidato. Acha que Barbosa terá a mesma força que tinha há três anos?
Pessoas honestas, especialmente na política brasileira, tomada pela corrupção, sempre vão ter destaque. O impacto de nomes como Deltan (Dallagnol), Moro é o mesmo impacto de Barbosa. Levando-se em conta que os outros dois não serão candidatos, não tenho dúvida de que esse espaço será galvanizado por ele.

Marina poderia repetir o gesto de desprendimento de 2014 e candidatar-se a vice?
A Marina é uma das pessoas mais desprendidas que eu conheci na minha vida. Ela é candidata a contribuir, da melhor forma, com o país. Ela não tem vaidade, não tem pretensão de lugar ocupado. Eu vejo a Marina muito disposta a contribuir com o país na próxima conjuntura. Esse é um debate que vamos fazer.

A Rede recorreu ao Supremo contra a decisão do TSE de absolver a chapa Dilma-Temer. Acredita que há margem de reversão ou é apenas para marcar posição política?
A Rede nasceu não para marcar posição. O que fazemos é por convicção do que é possível ser feito. A nossa reclamação é porque não concordamos com o resultado do julgamento. E consideramos um absurdo não considerar provas que haviam sido pedidas pelo próprio tribunal.



MATÉRIA COMPLETA no Correio Braziliense


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