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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Em discurso, Jair Bolsonaro fez ontem violenta defesa de medicamentos inúteis contra a covid-19.

Autoincriminação - Bravatear é o que resta a ele, já que foi incompetente para esvaziar a CPI 
 
Já se disse que o único trabalho da CPI da Pandemia será o de organizar as inúmeras evidências de que o governo de Jair Bolsonaro comportou-se de maneira irresponsável e muitas vezes criminosa em relação à pandemia de covid-19. E o presidente Bolsonaro colabora, diariamente, com novas provas.

Ontem, Bolsonaro chegou a ponto de produzir essas provas no exato momento em que o ex-ministro da Saúde Nelson Teich prestava depoimento à CPI. Enquanto o ex-ministro confirmava aos senadores que deixou o Ministério da Saúde, depois de menos de um mês no cargo, porque descobriu que não teria autonomia e porque foi pressionado a estimular o uso de medicamentos inúteis contra a covid-19 a título de “tratamento precoce”, Bolsonaro discursava fazendo violenta defesa desses remédios.[se alguém flagrar o presidente Bolsonaro preenchendo, ou apenas assinando, um receituário prescrevendo qualquer remédio, Bolsonaro será preso em flagrante, no mínimo, por exercício ilegal da medicina; 

mas ele pode - direito que se estende a qualquer cidadão - discursar por horas e horas, sendo veemente ou sutil, sobre as vantagens que percebe em determinado medicamento e não estará cometendo nenhum ato ilícito, ilegal, imoral. E a mídia militante sabe disso.]

“Canalha é aquele que critica o tratamento precoce e não apresenta alternativa. Esse é um canalha”, disse o presidente ao mesmo tempo que seu ex-ministro da Saúde dizia que o “tratamento precoce” é um erro – tal como já fizera na CPI outro ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, anteontem. Esse erro recebeu vultoso investimento do governo federal, ao passo que a compra de vacinas foi deixada até recentemente em segundo plano. 

 [Jair Bolsonaro não foi nem está sendo incompetente; 
apenas administra o final certamente desonroso da CPI que criaram contra ele.
O que interessa ao Brasil, a milhões de brasileiros e ao presidente da República é o POVO BRASILEIRO vacinado, a imunidade de rebanho consolidada pela vacina - qual dos inimigos do presidente  =  sejam  os arautos do pessimismo, os adeptos do 'quanto pior, melhor', os inimigos do Brasil e dos brasileiros, os traidores da Pátria, = ousarão chamar de bravata a realização de tal feito?
Defender um remédio para determinada moléstia não é crime; ter uma posição sobre um assunto não é crime.
O sempre inocente Renan Calheiros, o segundo depois do petista ladrão na fila da 'canonização', hoje mesmo, fez uma confusão proposital na CPI da Covid-19 = confundiu testemunho com parecer, com opinião, tentou forçar uma testemunha a dar parecer sobre a posição de uma autoridade.
Até o mais simplório dos juízes, sabe que uma testemunha depõe sobre fatos, sobre o que viu ou não, NÃO PODE OPINAR sobre um depoimento. 
Qualquer juiz de direito quando uma testemunha tenta opinar sobre determinado fato ele manda calar = ela pode dizer se, como e quando determinada situação ocorreu, mas, jamais expressar juízo de valor, sobremotivação do autor de uma ação ou omissão. 
Ele tentou forçar o atual ministro da Saúde a dizer se concordava com o posicionamento do presidente da República sobre o uso de determinado medicamento = o ministro estava lá na condição de TESTEMUNHA, não na de parecerista, perito.
Alguém acredita que o ilustre senador alagoano não saiba diferenciar o comportamento de uma testemunha e de um parecerista? 
Ele, com seu fato, sua perícia de politico já percebeu a CPI não vai dar em nada - o que ele e outros queriam - e quer saltar do barco.]

Em outubro de 2020, quando o País já contabilizava quase 160 mil mortos, Bolsonaro questionou a ânsia por uma vacina. “Não sei por que correr”, declarou na época. No mês seguinte, disse que “o povão parece que já está mais imunizado” porque não ficou em casa, sugerindo que a vacina era desnecessária. O presidente desestimula sistematicamente a vacinação, dizendo que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”, e espalha suspeitas sobre efeitos colaterais do imunizante. Ao mesmo tempo, Bolsonaro e seu governo fazem forte campanha pelo uso de cloroquina.

No discurso de ontem, o presidente chegou a sugerir que a oposição ao uso da cloroquina contra a covid-19 é motivada por interesses comerciais dos laboratórios que produzem vacinas. “Por que não se investe em remédio? Porque é barato demais”, disse Bolsonaro. Mas o pronunciamento delirante não parou aí. Bolsonaro insinuou, à sua maneira trôpega, que os chineses produziram o vírus em laboratório para ter ganhos econômicos: “É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí. Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu o seu PIB? Não vou dizer para vocês”.

Ou seja: não contente em sabotar a vacinação e estimular o consumo de remédios sem eficácia, o presidente insiste em hostilizar a China, inventando uma mirabolante “guerra bacteriológica” que só existe nas postagens de lunáticos das redes sociais. A histeria bolsonarista denota desespero. O presidente parece intuir que sua situação política ficará a cada dia mais insustentável diante da exposição pública, na CPI, das extravagâncias, todas fartamente documentadas, cometidas por seu governo ao longo da pandemia. E estamos apenas no segundo dia de depoimentos na comissão, que certamente ainda reservará muitos dissabores para o governo – especialmente quando o ex-ministro Eduardo Pazuello resolver dar o ar da graça.

Totalmente à mercê da insanidade das redes sociais, Bolsonaro imagina que o País se intimidará com seus arreganhos. Tornou a dizer que editará um decreto para restabelecer “a liberdade para poder trabalhar” e “nosso direito de ir e vir”, em referência às medidas de restrição adotadas em Estados e municípios. E acrescentou: “Se eu baixar um decreto, vai ser cumprido, não será contestado por nenhum tribunal”.

Bravatear é o que resta a Bolsonaro, já que seu governo, incompetente para conter a pandemia, foi igualmente incompetente para esvaziar a CPI. Sua única competência parece ser a de produzir provas contra si mesmo. Um presidente que, cobrado a usar máscara, diz que “já encheu o saco isso, pô”, como fez em seu discurso, não precisa de detratores.

[militantes contra o Brasil: aceitem que o presidente da República tem o direito de ter opiniões sobre qualquer assunto - direito que se estende de um simples brasileiro em situação de rua a um parlamentar ou ministro do STF.

Pode até ser censurado por algumas vezes expressar de público. Pode até ser processado de usar de linguagem chula ao verbalizar o entendimento. Mas, continua com o direito de ter a opinião e de expressar sempre que lhe convier, respeitando na forma de expressar a legislação vigente.]


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