Testemunhas descreveram cenas caóticas e corpos ensanguentados. Crianças e mulheres estão entre as vítimas fatais
Ao menos 49 pessoas morreram em ataques, nesta sexta-feira (15/3),
contra duas mesquitas da cidade neozelandesa de Christchurch e, segundo
as autoridades locais, um dos autores foi identificado como um extremista australiano. Os ataques na cidade da Ilha Sul também deixaram 20 pessoas gravemente feridas, informou a primeira-ministra Jacinda Ardern. Um dos assassinos é australiano, descrito como 'terrorista de extrema direita'
Ao citar um dos "dias mais obscuros" do país, ela denunciou uma violência "sem precedentes". Testemunhas descreveram cenas caóticas e corpos ensanguentados. Crianças e mulheres estão entre as vítimas fatais. A polícia fez um apelo para que as pessoas não compartilhem nas redes sociais "imagens extremamente insuportáveis", depois que foi divulgado na internet um vídeo feito por um homem branco no momento em que atirava contra os fiéis em uma mesquita. "Está claro que isto só pode ser descrito como um ataque terrorista. Pelo que sabemos parece que estava bem planejado", disse Ardern. "Foram encontrados dois artefatos explosivos em veículos suspeitos e foram desativados", completou.
Ao citar um dos "dias mais obscuros" do país, ela denunciou uma violência "sem precedentes". Testemunhas descreveram cenas caóticas e corpos ensanguentados. Crianças e mulheres estão entre as vítimas fatais. A polícia fez um apelo para que as pessoas não compartilhem nas redes sociais "imagens extremamente insuportáveis", depois que foi divulgado na internet um vídeo feito por um homem branco no momento em que atirava contra os fiéis em uma mesquita. "Está claro que isto só pode ser descrito como um ataque terrorista. Pelo que sabemos parece que estava bem planejado", disse Ardern. "Foram encontrados dois artefatos explosivos em veículos suspeitos e foram desativados", completou.
O atirador de uma das mesquitas era um cidadão australiano, revelou em
Sydney o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison. "É um
terrorista extremista de direita, violento", disse. O número exato de criminosos não foi revelado, mas, de acordo com
Ardern, três homens estavam detidos. A polícia afirmou que um homem com
pouco menos de 30 anos foi acusado de assassinato. Esta pessoa será
apresentada a um tribunal de Christchurch no sábado. A polícia afirmou
ainda que não procura outros suspeitos.
As duas mesquitas atacadas são as de Masjid al Noor, no centro de Christchurch, e Linwood. As duas estavam lotadas nesta sexta-feira para a sessão vespertina das orações.
Um
imigrante palestino que pediu para não ser identificado afirmou que viu
o momento em que um homem foi atingido por um tiro na cabeça. "Escutei
três disparos rápidos e depois de uns 10 segundos tudo começou de novo.
Deve ter sido uma arma automática porque ninguém consegue apertar o
gatilho tão rapidamente", disse o homem à AFP. "As pessoas começaram a
correr, algumas estavam cobertas de sangue".
Outro
homem contou à imprensa local que viu o momento em que uma criança foi
atingida por tiros. "Havia corpos por todos os lados", declarou.Em uma
das mesquitas estava a equipe de críquete de Bangladesh, mas os
jogadores conseguiram fugir do local. "Estão
sãos e salvos, mas em estado de choque. Pedimos ao time que permaneça
confinado no hotel", afirmou uma fonte da delegação. A partida entre as
seleções de Bangladesh e Nova Zelândia foi cancelada.
Diversos
vídeos e documentos que circulam na internet, mas que não foram
confirmados oficialmente até o momento, indicam que o autor transmitiu o
ataque no Facebook Live. Uma equipe da AFP examinou as imagens, que
pouco depois foram retiradas dos sites. De acordo com os jornalistas,
especialistas em fact check, são autênticas. Um
"manifesto" vinculado às contas desta página do Facebook faz referência
à "teoria da substituição", que circula entre a extrema-direita e que
fala do desaparecimento dos "povos europeus". As forças de segurança
bloquearam o centro da cidade, mas poucas horas depois suspenderam a
medida. A polícia pediu aos fiéis que evitem as mesquitas em toda Nova
Zelândia.
O município abriu uma linha direta
para os pais dos estudantes que participavam em um protesto contra as
mudanças climáticas em uma área próxima aos ataques. Todas as escolas da
cidade foram fechadas. A polícia pediu a "todos os que estavam
presentes no centro de Christchurch que não saiam às ruas e apontem
qualquer comportamento suspeito".
Correio Braziliense
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