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segunda-feira, 1 de maio de 2023

A CPI que traz o verdadeiro perigo para Lula e o PT

Ou... o sonho da direita bolsonarista contra a esquerda 

Enquanto constrói uma difícil estratégia para desgastar o governo na CPI do 8 de janeiro na qual a tese do “apagão da inteligência” se unirá ao estranho papel do ex-chefe do GSI Gonçalves Dias a oposição já percebeu que a CPI do MST é aquela que, de fato, pode colocar o governo Lula-3 em maus lençóis.

De fato, é um assunto sensível para o PT, aliado histórico do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

Como mostrou a coluna na semana passada, o forte engajamento dos membros do movimento com o “abril vermelho”, ocupando terras que buscam lembrar o massacre do Eldorado dos Carajás, o MST acabou por “confirmar” o que os bolsonaristas disseram que eles se tornariam numa nova gestão petista. 

Em meio a esse quadro, o presidente Lula está agora numa situação na qual não quer se indispor com parte de sua base eleitoral nem desagradar grupos ruralistas. O ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, chegou a pedir, no início do mês passado, a desocupação de áreas invadidas. 

Exigiu, também, que o MST deixasse sedes de edifícios da Incra e da Embrapa para que o governo voltasse a conversar sobre a Reforma Agrária, uma promessa que anda junto a esquerda. Aliás, nos bastidores, Lula determinou a Paulo Teixeira que não negociasse com quem estivesse ocupando.

Mesmo com as reações públicas do governo, contudo, a verdade é que uma CPI pode revelar ao país uma relação muito mal resolvida entre o Partido dos Trabalhadores e o MST.

É aí que a oposição bolsonarista espera levar ao grande público uma vedade para amedrontar não só os grandes proprietários de terra, mas a classe média brasileira que verá tudo pela TV. Como dito neste espaço, o MST vinha fazendo  uma caminhada para uma militância mais razoável com a produção de orgânicos por pequenos agricultores. 

Estavam, inclusive, mudando sua imagem perante a sociedade.

O “novo” fogo amigo do MST contra o PT mina esse discurso e nada disso importa muito agora. Na era das fake news, a ideia é construir uma narrativa que gere medo na sociedade, onde mora o temor da esquerda petista e a esperança da direita bolsonarista. [por falar em fake news, vale a pena ficar atento ao PL da Censura que querem nos empurrar na surdina; saiba mais, lendo: 'tratado internacional ...']

PS – Em 1966,[abril de 1996]  dezenove sem-terra foram assassinados após uma truculenta ação policial com resquícios da violência das Forças Armadas durante ditadura. [lembramos que o ilustre jornalista  parece ter aversão a fatos ocorridos durante o Governo Militar - governo que foi forçado por terroristas e guerrilheiros a usar da força necessária e desmontar, abatendo alguns, maus brasileiros que queriam transformar o Brasil em uma gigantesca Cuba. 
 
Nos parece que por tal razão, ou razões, atribui Eldorado de Carajás a  resquícios do que ele chama de violência das Forças Armadas.
 
Os acontecimentos de Eldorado de Carajás ocorreram em 1996 - 30 anos após a data que consta da narrativa/comentário do jornalista = 17 anos após a anistia e o Brasil sendo governado por um governo democrático, civil, FHC, portanto nada a ver com uma ação policial, autorizada pela Justiça para impedir que bandidos que se apresentavam como trabalhadores rurais impedissem o trânsito em uma rodovia do PA; houve reação por parte dos criminosos e a valorosa PM do Pará teve que usar a força necessária e alguns dos bandidos foram abatidos.]  O país não pode esquecer essa violência, mas ela pode ser lembrada de uma outra forma. A região do Sul do Pará, onde está Eldorado dos Carajás, ainda é alvo de grilagem, ou seja, ocupação de terra pública por grandes grileiros. Mas sobre isso, obviamente, a direita não fala.
 
Matheus Leitão, jornalista - Revista VEJA
 
 

domingo, 30 de abril de 2023

Abril vermelho dá o tom do ano - Percival Puggina

           Neste mês de abril, até o dia 23, haviam ocorrido 33 invasões de propriedades pelo MST (a Globo, que fez o L e gostou, chama de “ocupações”). Não obstante, João Pedro Stédile, comandante do “exército do MST” assim nominado por Lula num ato público em defesa do governo Dilma (24/02/2015) – integrou a recente comitiva presidencial na visita à China.       
 
Imagine, leitor, se os traficantes de droga, como forma de ampliar o número de usuários, criassem um mês de promoções, tipo “Seu pó a preço de farinha!”, ou “Compre uma pedra e leve duas!”.  
E suponha que esses fatos fossem abordados com naturalidade pela mídia e pelos poderes de Estado.  Ou, então, imagine que os ladrões de carro programassem ações em âmbito nacional, como, por exemplo: “Curta a primavera andando a pé”, e realizassem uma campanha para aumentar o furto de veículos. E as autoridades não esboçassem reação alguma. Escândalo?
 
Pois é isso que acontece em nosso país, há mais de uma década, no mês de abril. O MST, nestes dias, rememora os episódios de Eldorado dos Carajás com um Abril Vermelho, desencadeando operações agressivas que incluem invasões de propriedades privadas e de prédios públicos e bloqueio de ruas e estradas.  
E tudo é considerado muito normal, porque, afinal, trata-se de um “movimento social” cuja conduta criminosa não pode ser criminalizada sem grave ofensa a... a que mesmo? Ao direito de invadir? 
Ao direito de destruir os bens alheios? 
Ao direito de atrapalhar a vida dos outros? 
Ao direito de cometer crimes e permanecer incógnito?
 
Note-se que não estamos perante uma gama de atividades lúdicas do tipo “Passe um dia no campo com o MST”, ou de celebrações cívicas, a exemplo das que são promovidas em lembrança às vítimas da Intentona Comunista de 1935. Não, não é isso. Em abril, o MST eleva o tom daquilo a que se dedica durante o ano inteiro: a ação destrutiva imposta pelo DNA dos movimentos revolucionários. 
Trata-se de atacar o direito à propriedade privada (dos outros), os bens alheios e as instituições do Estado Democrático de Direito – entre elas o conjunto dos poderes de Estado. 
E de fazê-lo com a leniência destes, verdadeiros bobos da corte do movimento
Quase sempre distraídos quanto aos problemas da cidadania, os Três Poderes (qualquer semelhança com Moe, Larry e Curly, os Três Patetas, corre por conta do leitor), vão da tolerância à inação, da perda de vigor à flacidez extrema. Sabem por quê? 
Porque eles supõem, no Olimpo onde vivem, que o movimento se volte apenas contra os “poderosos latifundiários e seus ociosos latifúndios”. 
No entanto, as ações do MST alimentam a ira e as urgências dos poderes contra seus antagonistas políticos e ideológicos e sua negligência com a proteção da sociedade, seus direitos e sua liberdade.
Eis porque o tema, há muito tempo, deixou de ser coisa de um grupo social para se tornar pauta necessária das escassas reservas de inteligência do país, ainda capazes de compreender como operam os movimentos revolucionários e de bem avaliar seu poder de destruição. Porque saiba, leitor, aquilo que os desnorteados bispos da Comissão Pastoral da Terra fingem não saber: a primeira tarefa dos movimentos revolucionários é a destruição.  
O que vem depois fica para depois, inclusive acabar com o clero, como sempre fizeram ao longo da história e estão fazendo na Nicarágua.

De fato, o Abril Vermelho deu o tom do ano. Saiu o verde e amarelo, entrou o vermelho a dar o tom do ano. Fez o L e não gostou?

Percival Puggina (78), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.


sábado, 21 de dezembro de 2019

Bolsonaro quer que indulto para policiais siga critério de excludente de ilicitude em GLO

Medida ainda passará por ajustes e deve ser anunciada na próxima semana
 
— Anteriormente previsto para ser publicado até esta sexta-feira, o decreto do indulto natalino, que incluirá regras específicas para policiais, ainda passará por ajustes na próxima semana. O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na noite desta sexta-feira, que fará uma nova reunião na segunda. Ele adiantou que deseja que a medida siga os mesmos critérios do projeto de lei de excludente de ilicitude para operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
 
Leia: STF afasta deputado Wilson Santiago, e PF faz buscas em sua residência

Enviada ao Congresso no final de novembro, a proposta quer isentar agentes de segurança de punição durante operação do GLO. Passam a ser considerado legítima defesa quando o policial atirar em quem, por exemplo, estiver portando uma arma de fogo ou na iminência de um ato de terrorismo, lesão corporal ou conduta capaz de gerar morte.
— Vou dar uma dica: tem um projeto dizendo da excludente de ilicitude em GLO. O que eu determinei a SAJ (Subchefia de Assuntos Jurídicos), o que for possível enquadrar no meu projeto no decreto de indulto, enquadre  — disse Bolsonaro.

Em conversa com jornalistas na porta do Palácio do Alvorada,  Bolsonaro disse que gostaria de ter assinado o indulto nesta sexta-feira. Entretanto, sinalizou que quer evitar que o decreto seja alvo de uma ação do Supremo Tribunal Federal (STF). — Não quero ser contestado no Supremo. Não adianta  decreto bonito. Depois fica no Supremo — disse Bolsonaro. O presidente voltou a dizer que gostaria de beneficiar policiais que tenha sido condenados em casos de grande repercussão como agentes envolvidos no caso Amarildo e do Eldorado dos Carajás.

O texto do indulto natalino que vem sendo discutido deve liberar policiais que cometeram homicídio, mas pretende incluir, no decreto, outros crimes que vedariam a possibilidade de receber o benefício. Técnicos analisam estipular que os agentes de segurança condenados por delitos contra a dignidade sexual, pedofilia, corrupção e organização criminosa fiquem impedidos de receber o indulto, que é o perdão da pena.

O decreto também definirá que não estão aptos a receber o perdão da pena condenados incluindo policiais — por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo, conforme vedado pela Constituição. São considerados hediondos, pela legislação brasileira, alguns tipos de homicídio: como os praticados em atividade típica de grupo de extermínio e o delito na forma qualificada, como, por exemplo, quando cometido por motivo fútil ou mediante recompensa. Portanto, policiais condenados por homicídio que não se enquadrem na categoria de hediondos poderão ser beneficiados. O texto é costurado sob medida para atender à promessa de campanha de Bolsonaro de garantir “retaguarda jurídica” para policiais que matem em serviço.



O Globo - Brasil



sábado, 14 de julho de 2018

Bolsonaro defende policiais envolvidos no massacre em Carajás

Em passagem por Eldorado dos Carajás, no Pará, o presidenciável visitou o local em que 19 trabalhadores rurais do MST foram mortos [não eram trabalhadores rurais e sim invasores profissionais a serviço do maldito MST;

graças a pronta ação dos policiais militares do Pará é que houve grande redução nos números das invasões de terra naquele estado.

Os policiais foram obrigados a usar  a força necessária, para defesa de suas vidas, situação absolutamente legal. A condenação do coronel Mario Pantoja foi uma farsa para satisfazer a corja lulopetista e continua sendo objeto de recursos.

Os bandidos o MST buscam apenas vantagens financeiras quando invadem propriedades alheias.

clique aqui e saiba sobre os golpes aplicados pelos invasores profissionais sejam os do general da banda Stédile seja o do desocupado Boulos.]

Em visita a Eldorado dos Carajás, no sudoeste do Pará, o pré-candidato ao Planalto pelo PSL, Jair Bolsonaro, defendeu nesta sexta-feira, 13, os policiais presos pela morte de 19 trabalhadores rurais sem-terra em massacre ocorrido em abril de 1996 na região.
Bolsonaro foi até a Curva do S, um trecho da BR-155, em Eldorado dos Carajás, onde os sem-terra foram mortos, dez com tiros à queima-roupa, por policiais militares comandados pelo coronel Mário Pantoja, condenado a 228 anos de prisão.  “Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST (Movimento dos Sem Terra), gente canalha e vagabunda. Os policiais reagiram para não morrer”, disse Bolsonaro, em frente a troncos de castanheiras queimados que marcam o local exato do massacre. Um grupo de policiais que acompanhava o discurso aplaudiu.

A passagem de Bolsonaro pelo Pará é marcado pela crítica à luta da terra. Na noite anterior, em jantar para uma plateia de produtores rurais e policiais, em Marabá, Bolsonaro disse que, se eleito, vai tirar o Estado do “cangote” dos ruralistas, “segurar” as multas ambientais e aumentar a repressão a movimentos do campo. “Não vai ter um canalha de fiscal metendo a caneta em vocês”, disse o pré-candidato. “Direitos humanos é a pipoca, pô.”

O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, discursou antes do presidenciável. “Bolsonaro, aqui o recado da classe produtora é direto: procuramos um presidente que não nos atrapalhe e não nos persiga”, disse. “Quando o senhor se tornar presidente, vê o que fará com essa gente da Funai, do Ibama, do Ministério Público, que não respeita a propriedade privada.”

Índios
Ainda nesta sexta-feira, Bolsonaro foi para a cidade vizinha de Parauapebas. Em frente a uma portaria do Complexo de Carajás, uma maiores regiões mineradores do País, ele discursou ao lado de uma família de índios da região. “Os índios e os afros são brasileiros como nós”, disse. “Eles não querem ser latifundiários, mas cidadãos. Se quiserem arrendar suas terras, vão arrendar. Se quiserem vender, vão poder vender.”

Veja
 

 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

O QUE PODE FAZER O EXÉRCITO DE STÉDILE



[os fatos provaram, e havendo necessidade comprovarão, que o MST não está com essa bola toda.
Além do mais, são covardes. Só atacam em locais em que as pessoas estão desarmadas.
Vejam as putas da tal Via Campesina, atacam instituições de pesquisa, onde terão como adversários pesquisadores que não estão preparados para reagir com armas e abater alguns porcos SEM TERRA.]

Exércitos e milícias. Porque não falar deles? Luís Inácio da Silva, mesmo em ato falho, sabe do que fala. Ele tem uma organização paramilitar para chamar de sua, para chamar de exército, mesmo que isso não seja totalmente incondicional.  Infelizmente, o ninho de cobras há 3 décadas incubado, foi explicitamente mencionado por ele como o braço armado do movimento revolucionário em curso no Brasil. Nada que surpreendesse os iniciados. 

O MST está pronto para a luta. Luís Inácio deu a notícia para o país e para o mundo. O inimigo, vagamente denominado por ele de “eles”, certamente é a democracia e a sociedade brasileira. Fácil entender isso.  Que não se espere, marchas pacíficas de “margaridas”, de “sem terrinhas” ou entrega de flores à presidente. O quadro político indica que isso pode ter ficado no passado. 

Dividido em grupos de 500 famílias, denominados brigadas, com comandos locais, regionais e nacional, o MST reúne mais de 1 milhão (é isso mesmo) de famílias em mais de 10 mil assentamentos e acampamentos em 24 unidades da federação, a entidade política MST tem estrutura paramilitar e está aprestada para o combate. Além disso, tem comitês específicos para saúde, mulher, direitos humanos,  logística,  imprensa e Inteligência (isto é, meios de obter informações acionáveis, como já demonstrou).  

Faz trabalho de estado-maior de causar inveja aos militares.  Cada grupamento de acampados ou assentados está localizado, tática e operacionalmente,  de acordo com o plano de manobras previsto pelo comando central (Comitê Político). Em geral próximos de entroncamentos intermodais de transporte (o que facilita a logística), de usinas geradoras de energia, polos de agronegócios e áreas produtoras de hortifrutigranjeiros, regiões de fronteira com países limítrofes “bolivarianos” e cidades de porte (onde exista mídia em condições de repercutir ações). Óbvio entender que as concentrações estratégicas estão em condições de facilitar  a manobra.

Durante os 30 anos de existência, o MST deu sobejas provas de capacidade de mobilização de massas populares específicas (povo, políticos, mídia desinformada e ONG) e de recursos financeiros e meios de logística de transporte e abastecimento (especialmente de água e alimentação) e capacidade de operar em longas distâncias.

Em 2005, curiosamente durante o desenrolar no Congresso do caso “mensalão”, o MST executou espetacular manobra estratégica  ao colocar em Brasília mais de 50 mil pessoas, vindas de todas as partes do Brasil, inclusive Sul e Sudeste, em notável 
demonstração de força. Para comparação, a primeira leva de invasão da França, em 06 de julho de 1944, o famoso Dia D,  na II GM, desembarcou  100 mil homens, com imenso esforço.

Durante uma semana, eu pude ver isso, o MST transportou, alimentou, acampou (junto ao Estádio Mané Garrincha), deu banho, uniformizou e, em perfeita ordem, promoveu ameaçadores desfiles diários em torno da Praça dos 3 Poderes, com formações de dar inveja às falanges romanas, aos camisas pardas de Hitler e aos desfiles do exército soviético na praça Vermelha de Moscou. Cumprida a missão, retirou-se  de forma muito mais organizada que o exército de Napoleão na Campanha de 1812 na Rússia. Foi uma incrível demonstração de forças, repito. As distâncias são semelhantes.

Violência o MST tem praticado em inúmeros incidentes localizados, mas de grande repercussão política, como o de Eldorado de Carajás, onde emboscou a tropa da PMPA, em abril de 1996, provocando a morte de 19 sem-terras, autênticos buchas de canhão. Fácil repetir. [desfilar, fazer alas, é fácil; nos confrontos reais, com forças policiais armadas – ainda que com armas não modernas – os SEM TERRA são alvos fáceis. É conveniente que confrontos como o Eldorado de Carajás se repitam e assim serão menos os SEM TERRA  a serem abatidos e a moral cai antes.]

De lá para cá, só aperfeiçoou seus princípios doutrinários e aumentou as capacitações operacionais. Formou, treinou e aperfeiçoou quadros com mercenários das FARC e incorporou reforços de milicianos bolivarianos originários da Venezuela, de haitianos trazidos ao Brasil sem prévia verificação de antecedentes, de cubanos do programa governamental de intercâmbio na área de saúde, e outros idiotas ideologizados nacionais

[mas, não conseguiu formar um Exército de verdade.] Ainda, infiltrou agentes em todas as organizações e entidades de seu interesse, como já deu prova cabal de que o fez.
Presentemente, com o ensaiado armistício entre as FARC e o governo da Colômbia, o MST pode vir incorporar mais guerrilheiros, desmobilizados, que dificilmente encontrarão afazeres fora do uso ilegal de armas de guerra, como alguns o fizeram ao longo de suas vidas naquele país. Armas de fogo, como já foi observado em alguns episódios, existem e na hora adequada, surgirão aos borbotões em mãos treinadas de seus integrantes.  Isso aconteceu diante dos olhos da sociedade inerte e com o beneplácito e a conivência de governantes.

É factível considerar que o MST pode comprometer, na oportunidade politíco-estratégica selecionada, a ordem e a segurança públicas, com objetivo pré- estabelecido,  uma vez que detém a inciativa estratégica, perdida pelas forças da lei , há muito tempo. Tem condições de  bloquear vias de transportes em âmbito nacional, ocupar usinas geradoras de energia e fontes de abastecimento de gêneros, invadir propriedades rurais e urbanas, órgãos de governo e privados de interesses, tomar de assalto o Congresso Nacional e Câmaras Legislativas estaduais além de sedes de Executivo e outros pontos sensíveis de caráter estratégicos, imobilizando consideráveis efetivos das forças policiais e militares. O desabastecimento de alimentos, combustíveis, água e medicamentos será recorrente. O caos estará implantado. 

As forças da lei e ordem terão que ser empregadas na totalidade de seus efetivos. À exceção das tropas das três Forças Armadas, preparadas para operações de longa duração, as polícias estaduais sucumbirão em cerca de setenta e duas horas. Tal fato já se verificou nos idos dos anos 1980, em São Paulo,  e 1990 no Rio Janeiro. 

A Polícia Rodoviária Federal, caracteristicamente desdobrada na malha rodoviária federal não  será suficiente para bloquear todas as “brigadas” em deslocamento para seus pontos de ação estratégica. Mesmo que todo o aparato de segurança descrito possa ser  mobilizado, só poderá fazer uso legal de armas de  menor poder letal (comumente denominadas de “armas não letais”).  Afinal, será que algum comandante estará disposto a promover o emprego da violência necessária, em critério altamente subjetivo, mesmo que em defesa da lei e da ordem,    e sofrer penalidades aquelas dos policiais de  Eldorado dos Carajás ou do episódio do complexo penitenciário do Carandiru, em São Paulo?

É, parece que Luís Inácio sabe do que fala. 
Evidentemente que não sou ingênuo para imaginar que o MST devota apoio e fé incondicionais ao Luís Inácio, mas o momento conjuntural particularmente crítico ora instalado no país, faz pensar em aliança política para ao atendimento aos objetivos comuns.  O dia 15 de março pode ser mais um marco de mudanças democráticas promovidas pelo povo no país. 

É preciso retomar a iniciativa.

Por: Marco Antônio dos Santos - Empresário e professor - Coronel da Reserva do EB.


segunda-feira, 16 de maio de 2016

MST promete não dar trégua ao governo, e tensão no campo deve crescer

Fazendeiros acusam sem-terra de se aliarem a bandos que roubam gado em fazendas 

O impeachment e o aumento do desemprego devem aumentar a tensão com ocupação de terras no país. Depois de fechar estradas, marchar nas cidades e protestar ocupando agências bancárias e órgãos públicos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) promete por fim à trégua dada ao governo do PT.

Os conflitos tendem a se acentuar. Não vamos aceitar um governo ilegítimo, que vai priorizar o agronegócio e criminalizar os movimentos sociais — diz Marina dos Santos, da coordenação nacional do MST.

Antes do impeachment, a meta do MST era invadir uma fazenda por dia. Foi substituída por uma ação eminentemente política: a ocupação de uma fazenda em Duartina (SP), que está em nome de um amigo do presidente interino Michel Temer. Para o MST, a fazenda é de Temer. Duas áreas ocupadas no estado, em Marabá Paulista e Mirante do Paranapanema, foram esvaziadas para reforçar a ação, que reúne mil pessoas.

[Temer foi secretário de Segurança Pública de São Paulo e o seu atual ministro da Justiça, Alexandra Moraes, também; ambos sabem que os SEM TERRA são bandidos e bandido é assunto da Polícia, que deve combatê-los usando a força necessária.

Há uns 20 anos alguns bandidos da quadrilha dos  sem terra bloquearam uma rodovia no Pará e o governador, na época, Almir Gabriel, determinou a PM que procedesse o desbloqueio, alguns bandidos tentaram reagir e a Polícia Militar do Pará no  estrito cumprimento do DEVER LEGAL abateu 19 bandidos e cumpriu a missão - desbloqueou a rodovia.

Desde então, são raros os bloqueios de rodovias no Para é quando ocorrem basta a PM chegar próximo para os vagabundos dos SEM TERRA fugirem.
Exemplo a ser seguido = sem terra = bandido = que deve ser tratado com o rigor da lei.
Na cidadezinha em que nasci tem uma lei não escrita mas que funciona: qualquer elemento que chegue lá invadindo terras, tem direito automático a um lote de 2m x 1m com sete palmos de profundidade, no cemitério da cidade.
Lá não ocorre invasão de terras.]

Em 2015 a Comissão Pastoral da Terra (CPT) registrou 771 conflitos por terra no Brasil, 214 deles envolvendo movimentos sem-terra, com 47 mortes os demais são ligados a disputas em territórios indígenas e quilombolas. A violência é maior no Maranhão, Pará e Tocantins.  Só em 2015, mais de 7.500 famílias aderiram a 27 novos acampamentos criados em oito estados. [7.500 famílias de bandidos que precisam ser tratados como bandidos devem ser tratados: com todo o rigor legal.]

Vinte anos após o assassinato de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás (PA), fazendeiros da região acusam os sem-terra de se aliarem a quadrilhas de roubo de gado. Há 15 dias, fecharam a BR-155 e passaram a abrir valas com escavadeiras para impedir o acesso às propriedades. — Eles cortam cerca e matam animais. A vala é um jeito de os animais não chegarem onde eles estão — diz João Barreto, de Curionópolis (PA).

Barreto conta que, seis anos atrás, os sem-terra invadiram uma fazenda vizinha. A Justiça deu reintegração de posse e o grupo acampou na estrada. Aos poucos, entraram na fazenda dele. Diz que fez um acordo e os sem-terra ficaram em parte da área, ainda pendente de regularização no Terra Legal, programa criado pelo PT para resolver a situação fundiária na Amazônia. Agora, o grupo ameaça ocupar a área toda.

Barreto acusa os sem-terra de se aliarem a bandos que roubam gado na região: — O sem terra usa o bandido na hora de brigar e o bandido se esconde debaixo da bandeira dos sem-terra.

Os sem-terra bloquearam há dez dias a rodovia que liga Curionópolis e Parauapebas e acusaram pistoleiros de terem atacado a tiros um acampamento . Além do MST, pelo menos outros oito movimentos de sem-terra atuam no Pará. Em Poço de Trincheiras (AL), um acampamento instalado há dois anos teve os barracos queimados por encapuzados. Os sem-terra dizem que a dona da antiga fazenda quer retomar a área para arrendar.

No Tocantins, 80 famílias deixaram uma área que teve reintegração de posse determinada pela Justiça e ficaram na beira do rio Tocantins. A polícia queimou e derrubou os barracos.

Entre 2004 e 2015, o governo investiu R$ 2,5 bilhões em reforma agrária - R$ 1,3 bilhão apenas na compra de terras. O país segue com mais de 80 mil famílias à espera de lotes, segundo o DataLuta, do núcleo de estudos de Reforma Agrária da (Unesp).


Fonte: O Globo