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sexta-feira, 14 de julho de 2023

Fim das escolas cívico-militares: Lula quer destruir tudo o que Bolsonaro criou - J. R. Guzzo

Gazeta do Povo - Vozes

Enquete: você concorda com o encerramento das escolas cívico-militares?


Programa de escolas cívico-militares estava em mais de 200 escolas e era a principal aposta da gestão Bolsonaro para o ensino básico.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula fechou a rede de escolas cívico-militares criada no governo anterior. Eram 200 escolas, com 190.000 alunos, que, segundo o Ministério da Educação, serão “reintegradas” à rede pública de ensino; pelo que deu para entender, os estados que quiserem manter esse modelo podem continuar com as escolas que têm hoje, desde que utilizem os seus próprios recursos financeiros para operá-las. [ATÉ ONTEM,13 estados e o DF informaram que o programa seria continuado; nos parece que mais uma vez o EXCESSO DE FALTA DE INTELIGÊNCIA do atual governo, e a sanha doentia de destruir feitos do governo Bolsonaro, faz com que cometam estupidez do tipo da sob comento.]

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Não se trata dos tradicionais colégios militares, onde o programa de ensino é planejado e executado pelas Forças Armadas, e os alunos procuram qualificar-se para a carreira militar.  
São escolas onde as aulas são dadas por professores da rede pública de ensino e oficiais da reserva cuidam da parte operacional. Ninguém, naturalmente, era obrigado a estudar nelas; só se matriculava quem queria ir para lá.

    O governo Lula, nos seis meses de atuação que teve, tornou-se notável por sua capacidade de destruir tudo o que vem do governo passado.

Numa sociedade aleijada pela qualidade indecente do ensino publico que funciona, basicamente, como uma imensa usina destinada a fabricar analfabetos funcionais – é realmente extraordinário que o governo feche um programa educacional. 
Quais seriam os problemas concretos e objetivos que as escolas cívico-militares estariam causando para o Brasil?
Por acaso os alunos que se formam ali saem dos cursos sabendo menos que os outros? 
Há alguma comprovação pedagógica, e séria, de que o programa prejudicava a aquisição de conhecimento pelos estudantes, ou lhes ensinava coisas erradas? Não há nada disso. [o mais grave é que sendo um ignorante e analfabeto funcional, o atual presidente não tem a menor condição de avaliar qualidade de ensino e seu ministro da Educação em uma das primeiras entrevistas, após ser nomeado, teve dificuldades com uma conta de somar = aritmética básica.]
 
É claro que foram apresentados os vereditos dos “especialistas” de sempre – esses mesmos militantes políticos que são responsáveis pelo ensino público que está aí, e que é internacionalmente avaliado como um dos piores do mundo.  
Naturalmente, condenam o sistema que foi desativado. 
Mas qual o valor das suas sentenças de condenação? Nenhum
O MEC divulgou uma “nota técnica” na qual, basicamente, justifica o que fez dizendo que faltava às escolas cívico-militares “coesão” com o “modelo didático-pedagógico” em vigor hoje no ensino brasileiro. 
Que raio de “modelo” é esse, que leva cerca de 40% dos universitários do Brasil a se formarem como semianalfabetos?

Veja Também:

    Lula está convencido de que foi eleito para o cargo de Deus
    Nunca o Brasil viu uma infâmia tão grande quanto as prisões políticas em massa feitas pelo STF
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O governo Lula, nos seis meses de atuação que teve, tornou-se notável por sua capacidade de destruir tudo o que vem do governo passado; parece ser, até, a sua única estratégia para administrar o país. Só nesta área, a da educação pública, já está em guerra aberta contra a reforma do ensino médio, aprovada por lei do Congresso Nacional. 
A lei incentiva o aprendizado da matemática e demais ciências exatas, e os sindicatos de professores, obviamente, não querem essa mudança essencial para a melhora da escola pública.
 
Ao mesmo tempo, o governo demonstra uma incapacidade igualmente extraordinária para construir o que quer que seja. 
Não conseguiu, até agora, entregar ao pagador de impostos uma única obra – nem um abrigo de ônibus em beira de estrada. 
O presidente não fica no Brasil. Seus ministros só fazem declarações – e nomeações, é claro. Num país em que o infeliz que ganha 2.000 reais por mês já tem de pagar imposto de renda, aumentam a carga tributária, em vez de reduzir. 
É a democracia estilo Lula, STF, Polícia Federal, Exército, Sérgio Cabral e tudo o mais que se vê por aí.

J.R. Guzzo, colunista - Gazeta do Povo - VOZES

 

 


quarta-feira, 3 de março de 2021

Lei de Cotas acaba em 2022

Regra que reservou vagas para negros, indígenas e estudantes de escola pública perde a validade no próximo ano.

Criada em 2012, a Lei de Cotas das instituições de ensino federal (Lei 12.711/2012) perderá a validade em 2022, caso não seja renovada pelo Congresso. A revisão da lei sob o governo Jair Bolsonaro (sem partido) - que é antipático a ela e nega o racismo como um problema estrutural do Brasil - é fator de preocupação para o movimento negro, que teme retrocesso numa política amplamente avaliada como bem sucedida por estudiosos da educação e de políticas públicas. [chega de desprezar o mérito e privilegiar fatores que não tem a menor influência no desempenho dos estudantes.

A péssima qualidade do ensino público é que precisa melhorar - inaceitável, até criminoso,  é que a pretexto de compensar aquela falta de qualidade, o descaso, se abandone o mérito, permitindo que  alunos que são vítimas das falhas do sistema, iniciem cursos de graduação na condição de analfabetos funcionais.]

Além disso, o processo de revisão, previsto no artigo sétimo da própria lei, deve acontecer em pleno ano eleitoral, quando a polarização política estará ainda mais exacerbada."Não só temos um temor como, justamente por conta disso, já estamos, junto com outras instituições, criando uma grande frente de defesa da renovação da Lei de Cotas", diz José Vicente, reitor e fundador da Universidade Zumbi dos Palmares. Sociólogo e advogado, Vicente lembra que as cotas da magistratura, do Ministério Público e do serviço público federal também estão subordinadas à mesma legislação."Na hipótese de a lei não ser prorrogada, nós teríamos todas as políticas de cotas canceladas no nosso país, o que seria um absurdo, uma perda inominável, tendo em vista que as cotas não conseguiram dar conta ainda do que elas se propuseram", afirma o reitor. "Dos 20% de juízes negros que deveriam estar preenchendo as cotas do Judiciário, não chegamos ainda a 5%. Isso acontece também no Ministério Público, nos concursos federais e, mesmo na universidade, a ação afirmativa chegou aos bancos escolares, mas ainda não alcançou o corpo docente, a estrutura de gestão operacional do ambiente universitário e a ciência, nas bolsas de pós-graduação de mestrado e doutorado." [os que pleiteam concursos do nível dos citados e fracassam, não podem atribuir o mau resultado a cor da pele, raça,condição social - e sim, por uma certa inaptidão com o mérito.]

Vicente avalia que a conjuntura atual impõe um desafio adicional à revisão da política."Se a luta já estava difícil antes, agora com Bolsonaro e companhia vai ser uma pedreira", avalia. "A discussão pode perder seu caráter técnico para se transformar numa bandeira política, entrando para esse ambiente de conflito e confronto. Esse é um grande risco. E aí, os negros sozinhos não têm condição de fazer a defesa. Será preciso um grande concerto nacional, uma trincheira de defesa muito grande, que vai exigir esforço extraordinário."

(........)

 
Porte de armas e excludente de ilicitude
O reitor da Universidade Zumbi dos Palmares também vê com preocupação a agenda enviada pelo governo ao Congresso, por ocasião do início de mandato dos novos presidentes do Senado e da Câmara, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL).

Entre as 35 prioridades elencadas pela gestão Bolsonaro, estão uma proposta que amplia o acesso a armas e outra que prevê excludente de ilicitude para militares em operações de garantia da lei e da ordem. Isso num país onde as maiores vítimas de mortes por armas de fogo e por policiais são os jovens negros."São agendas fora de lugar e de hora, que colidem com a agenda da cidadania que o Brasil precisa", afirma. "Foi um esforço extraordinário tirá-las da pauta e agora elas voltaram, com sua capacidade destrutiva e de dano. Isso  significa que vai ser necessário novo esforço para retirá-las outra vez da cena, substituindo-as por questões mais prementes."

Na avaliação de Vicente, a resistência da sociedade civil brasileira ganha agora um reforço com a eleição do democrata Joe Biden nos Estados Unidos."A nova direção do governo americano é um fator moderador adicional. Isso deve refletir no Brasil, pois Bolsonaro vai ter que rever e reconstruir sua relação com o governo americano, que tem o meio ambiente e os direitos humanos como temas prioritários." 

[pretendíamos encerrar a transcrição da matéria no trecho em que o tema da extinção das cotas raciais  se encerrou. 
Mas o reitor da Zumbi dos Palmares trouxe à baila o  Porte de armas e excludente de ilicitude,   transmitindo a impressão - talvez estejamos incorrendo em equívoco - que ele é favorável à criação de  um sistema de cotas estabelecendo o máximo de afrodescendentes que podem ser abordados  em uma blitz policial.

O excludente de ilicitude é essencial para valorizar o trabalho policial - podem ocorrer casos excepcionais,  mas a quase totalidade dos abatidos em ações policiais são de transgressores da lei que resistiram  aos policiais. Aproveitamos o ensejo para lembrar aos esquecidos que a ficha criminal do senhor  João Alberto Silveira Freitas, suscita dúvidas sobre as razões dele não estar encarcerado.

'Nós continuamos sendo racistas'
Outro indicativo disso, na avaliação de Vicente, é o avanço da discussão sobre desigualdade racial no ambiente corporativo. Segundo ele, no entanto, não surpreendem reações como a da juíza do Trabalho Ana Luiza Fischer, que afirmou que o trainee exclusivo para negros do Magazine Luiza seria uma "discriminação inadmissível", ou a ação civil movida pelo defensor público federal Jovino Bento Júnior contra o mesmo programa.
"Nós continuamos sendo racistas. O Magalu ao longo de 15 anos fez processos de trainee, só se apresentavam brancos, e ninguém nunca contestou isso, porque é considerado como parte da normalidade", observa o reitor.[se só os brancos se apresentavam o problema estava no desinteresse dos que dispensavam a oportunidade.
Agora a conduta da Magalu representou um indiscutível caso de racismo às avessas - os brancos não deixaram de se apresentar, apenas não foi permitida que participassem.]

Em G 1 - Educação, leia MATÉRIA COMPLETA


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

A parteira do atraso - Percival Puggina

Aprendi de guri que os alunos mais dedicados aos estudos eram aqueles que disputavam – disputavam mesmo – os primeiros lugares da turma. Eu não estava em nenhuma competitiva e estressada metrópole capitalista.   
Ninguém na turma sonhava com ser um figurão entre os tigres asiáticos ou em Wall Street. Éramos apenas meninos e meninas dos anos 50, em Santana do Livramento, no extremo sul do Brasil. Mas estudávamos muito e disputávamos notas. Nota ruim forçava a busca de nota melhor na prova seguinte, chamada “sabatina” (embora fosse mensal).
Aquela experiência escolar, vivida no antigo curso primário hoje ensino fundamental –, em escola pública, valeu-me para a vida. Compreendi então, desde criança, que o progresso e o sucesso têm tudo a ver com esforço e quanto maior ele for, maior tende a ser o resultado. 
Foi o que me tornou adepto da valorização do mérito. A União Soviética, a extinta URSS, exigiu muito empenho dos Estados Unidos para acompanhar seus avanços tecnológicos na corrida armamentista e espacial. Por quê? Porque havia muita coisa em jogo. O resto do país era um retrato do fracasso comunista, mas havia na URSS um nível de excelência em torno dessas atividades.

Cuba, não deixava por menos. Seus atletas costumam ser feras em competições internacionais. Por quê? Porque na sociedade cubana, na Cuba da libreta “provisória” de racionamento, que já conta 60 anos de existência, os atletas de ponta têm acesso a alimentos que o restante da população não consegue comprar. Nos países comunistas, o mérito esportivo alivia os penares da existência. Ademais, a vitória é instrumento de propaganda de regimes que sobrevivem à custa da propaganda. Resumindo: em países sob regime totalitário de viés marxista podem surgir áreas de excelência, mas isso só ocorre se há algo sendo disputado.

 *.*.*.*.*

Dirigente de um sindicato de servidores, em nota sobre o projeto de Reforma Administrativa enviada pelo governo ao Congresso, declarou: “Precisamos nos mobilizar contra essa proposta vergonhosa, que retira direitos dos futuros servidores públicos, com avaliações duvidosas para obtenção de estabilidade e aposta na meritocracia, prática antidemocrática e perigosa para a administração pública”. [nem sempre, mas com uma frequência razoável servidores públicos fazem manifestações inteligentes; mas a desse dirigente sindical conseguiu ser um primor de estupidez - provavelmente, ingressou no serviço público cometendo alguma cota - por isso sua oposição ao mérito - e ao optar pela comodidade de ser um líder sindical, perdeu o senso do ridículo.]

Ou seja, que tudo fique como está ainda que a sociedade permaneça superonerada e mal atendida. A avaliação de desempenho, tão comum nas empresas privadas, é habitualmente recusada no serviço público sob a alegação de que grupos diferentes e indivíduos diferentes são incomparáveis em suas circunstâncias, limitações e possibilidades. 
Todos deveriam recebem um bom salário e ponto final. 
Confunde-se avaliação de desempenho com comparação entre pessoas.
Não preciso dizer em que ponta do time joga a autora da declaração.  
Sua tese tem tudo a ver com o pensamento que subtrai quanto pode de quem produz muito e transfere para quem produz pouco até que ninguém produza mais (não estou negando a necessidade de políticas sociais). 
As consequências teoricamente previsíveis são bem verificáveis na vida real. Mas a tese tem penetração e acolhimento porque, apesar da profunda perversão que produz, se reveste com o manto de suposta justiça, bordado nas cores da benevolência.  No fundo, é a tal absorção da ideia de justiça pela de igualdade.
Portanto, quando se automatizam as promoções funcionais, desvinculando-as do merecimento, quem resulta automatizada é a mediocridade. No mundo de qualquer época, a mediocridade é parteira do atraso. Queira Deus que o Congresso Nacional perceba que suas responsabilidades têm prioridade sobre seus interesses eleitorais!
Publicado originalmente em Conservadores e Liberais, site de Puggina.org

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site Conservadores e Liberais (Puggina.org); colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil pelos maus brasileiros. Membro da ADCE. Integrante do grupo Pensar+.

 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Professora denuncia racismo em escola pública de Taguatinga

Correio Braziliense

A professora relata que a diretora começou a persegui-la e, em uma das vezes, chegou a dizer que ela teria que trabalhar em uma "senzala"

“Ela disse que eu iria dar aula na senzala. Na hora, não consegui reagir e, até hoje, estou abalada e precisando de acompanhamento médico.” Essa é a declaração da professora Vera Lucia Gomes da Silva, de 38 anos, que acusa a diretora de uma escola pública de Taguatinga de racismo. A situação teria ocorrido no início do ano e ela denunciou o ataque à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que abriu inquérito para apurar o caso.

[Comentando: mais uma denúncia de racismo, apresentada por uma suposta vítima, sem um fiapo de prova - seja documental, testemunhal ou mesmo factual.
Se tornou recorrente a apresentação de denúncias em delegacias de polícia de pessoas declarando que foram vítimas de racismo, por parte de um superior no trabalho, da polícia, sem apresentar a menor prova.

No caso em questão, a denunciante narrou toda uma história - ou  será estória?-  sem nada que sustente sua versão.
Sem parcialidade, o único ponto que poderia ser prova do suposto racismo, seria a devolução da professora Vera à Regional.
Mas a devolução, por insuficiência de desempenho, também pode ser usada como motivo para apresentação da denúncia - e já que tudo está no campo das conjeturas!!!.

A devolução da professora acusadora é procedimento que pode gerar desconforto para o professor devolvido, mas faz parte da condição 'professor temporário'.
Alguma coisa precisa ser feita, de forma a que denúncias sem provas, sem elementos de sustentação, sejam arquivadas na apresentação, e até eventual punição a quem denuncia por 'denunciação caluniosa'.
A polícia tem mais o que fazer, devendo evitar o desperdício de tempo investigando denúncias vazias.]

Vera contou ao Correio que os atos racistas denunciados começaram assim que ela entrou na escola, onde lecionava em contrato temporário. “Eu trabalhava em uma outra instituição de ensino e, por motivos de dinâmica, mudei para essa escola, que fica a menos de 300 metros da minha casa”, disse. Quando entrou na instituição, quem a recebeu foi a vice-diretora, segundo ela. “Era um ambiente muito agradável, onde fiz vários amigos e todos se davam bem. Até então, eu nunca tinha conhecido a diretora. Quando tive o primeiro contato com ela, me pareceu uma pessoa do bem, sem nenhum problema”, ressalta.

No entanto, a “perseguição” começou pouco tempo depois, denuncia. Como consta no boletim de ocorrência registrado na 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), a diretora teria começado a chamar a professora de “negrinha” e “nega”, sempre na ausência da comunidade escolar. “Como dava aulas para crianças com deficiências múltiplas, eu praticamente não tinha tempo para ir ao banheiro, lanchar ou beber água. Foi quando solicitei para ela um monitor para me ajudar, mas ele não fazia as tarefas básicas. Só depois percebi que a diretora o colocou para me vigiar”, relatou.

Consequências 
Vera conta, ainda, que as perseguições não pararam por aí. “Uma vez, ela (diretora) chegou a falar para mim que eu iria dar aula em uma senzala. Tive uma crise de choro dentro da escola, a orientadora veio conversar comigo, mas eu estava abalada.”

Devido a isso, a docente chegou a faltar trabalho por uma semana pois, segundo ela, tinha medo da diretora e não conseguia sair de casa. Como Vera trabalha em contrato temporário, em 17 de junho, foi devolvida à Regional de Ensino. “O que fizeram comigo foi uma injustiça. Eu não sabia que essa mulher fosse capaz de destruir a minha vida dessa forma”, completou. Na ocorrência policial, Vera afirmou que a diretora alegou que o motivo para o desligamento seria a “desqualificação para o cargo, com uma avaliação de desempenho negativa”. “Agora, estou aqui, com uma ordem de despejo, sem emprego e com medo, muito medo”, finalizou.

Corregedoria apura o caso 
Por meio de nota oficial, a Secretaria de Educação informou que a Corregedoria abriu processo de apuração preliminar em relação à denúncia feita pela professora. “A pasta reafirma a sua missão educacional de assegurar o respeito à diversidade e à pluralidade na rede pública de ensino e, com isto, contribuir para que se propague em toda a sociedade”, disse no documento.

Ao Correio, o chefe da unidade regional de gestão de pessoas de Taguatinga, Sonildo Santos, disse que “nunca viu denúncia dessa natureza” na instituição de ensino. “Não podemos entrar nesse mérito, até porque nunca recebemos denúncia desse tipo dessa gestão em específico”, afirmou. A reportagem também procurou a diretora denunciada, mas não conseguiu contato até a mais recente atualização desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) também se posicionou, por meio de um dos diretores, Bernardo Távora, que esclareceu que foi procurado por Vera, que o questionou sobre a devolução à regional. “Quando se é reprovado na avaliação, você é devolvido para o banco. Fornecemos a ela a assessoria jurídica e tentamos manter um atendimento humanizado. De qualquer forma, esperaremos a apuração dos fatos para nos posicionar”, alegou.

Cidades - Darcianne Diogo - Correio Braziliense

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Lula, o vampiro irresponsável de 71 anos, agora quer o sangue novo dos adolescentes para ver se sobrevive

Presidente telefona para uma jovem de 16 anos, líder de uma escola invadida no Paraná, para fazer baixo proselitismo

A situação política de Luiz Inácio Lula da Silva, que fez 71 anos nesta quinta-feira, é tão miserável que ele resolveu agora molestar politicamente os adolescentes. Está pedindo socorro a garotas e garotos de 16 anos que integram grupos que invadiram escolas públicas, movimento obviamente liderado pelo PT e seus satélites de extrema esquerda.

Setores da imprensa decidiram transformar em heroína a estudante Ana Júlia Pires Ribeiro, que integra o grupelho de invasores de uma escola pública no Paraná. Num discurso na Assembleia, essa garota acusou os deputados de estarem “com as mãos sujas de sangue”. Foi interrompida, e com razão, pelo presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), que afirmou que não toleraria ofensa aos deputados.

É chato ter de afirmar que uma jovem de 16 anos disse uma mentira e uma bobagem. Mas foi o que ela fez. Já chego lá. Rápida no gatilho, a moça replicou com outra besteira: “Eu peço desculpas, mas o Estatuto da Criança e do Adolescente nos diz que a responsabilidade pelos nossos adolescentes e estudantes é da sociedade, da família e do Estado”.  Foi ovacionada, como se tivesse dito coisa com coisa e está sendo tratada como uma espécie de Schopenhauer da fase pós-aleitamento materno.

Vamos ver. Ao falar em mãos sujas se sangue, ela se referia à morte de Lucas Eduardo Araújo Mota, morto a facadas na escola Santa Felicidade por um outro estudante. Os dois eram invasores [e consumiram drogas, disponível com abundância na escola invadida.]. Aqueles que passam a se considerar os donos do patrimônio público não permitem a entrada da polícia ou de pais nas áreas invadidas porque consideram que a sua assembleia é soberana — como, aliás, esta nova Kant das invasões deixa claro em entrevista à Folha.

De fato, o ECA atribui a esses entes a tarefa de proteger a criança e o adolescente, mas supor que o responsável pela morte de Lucas é a sociedade, a família ou o Estado é uma pérola da militância mais estúpida. Dentro da Santa Felicidade, quando o rapaz foi assassinado, não havia representação da sociedade, não havia família, não havia Estado. Só havia invasores. [em sua maioria consumidores de drogas e não pode ser olvidado a existência de grande quantidade de drogas nas dependências da Santa Felicidade durante a invasão.]
A resposta dessa garota é coisa de militante política. Se ela é ou não, pouco importa. Não me interessa saber se ela está convicta do que diz ou só repete os chavões dos militantes de esquerda que comandam o ato. Na entrevista à Folha, diz coisas espantosas como: “A legalidade do movimento é bem clara para mim. A escola é nossa. E, se a gente está lutando por algo que é nosso, a gente pode ocupar”.

Alguém poderia dizer: “Pô, Reinaldo, vai agora contestar uma menina de 16 anos?”. Em primeiro lugar, sim! Ela tem o direito de aprender. Ela tem o direito de saber que está falando uma besteira. Em segundo lugar, não sou eu quem está fazendo de Ana Júlia uma pensadora… Considero, na verdade, suas respostas fracas mesmo para uma adolescente da sua idade. Quem, a esta altura, não sabe que o bem público é aquilo que a todos pertence — e não ao grupelho que dele decide se apoderar — não vai aprender tão cedo. Tende a falar bobagem por muitos anos.

Embora a mocinha negue a doutrinação, esta se evidencia de forma solar nesta resposta: “Eu não acho que a ocupação afronta a Constituição, até porque ela também tem o apoio da Constituição. Sim, eles têm direito à educação, mas a ocupação foi decidida no coletivo. A gente vive num estado democrático”.

Como a gente nota, se ela acha que não afronta, então “não”. Ela reconhece o direito à educação dos demais estudantes, que ela chama de “eles”, mas ora vejam, alega que a ocupação foi decidida pelo “coletivo”. O tal coletivo, que é o grupelho que ela integra, impõe, então, na marra, a sua vontade aos outros. É o que ela entende por “estado democrático”. Se o governo do Paraná, que foi eleito, resolver entrar na escola e tirar de lá a minoria de invasores, que impede a maioria de estudar, é certo que Ana Júlia vai achar que isso é coisa de ditadura.

De volta a Lula Mas e Lula? Pois é… A Folha informa que, depois da performance da moça, respondendo heroicamente a um deputado com uma questão falsa como nota de R$ 3, recebeu um telefonema de Lula. Sim, ele se disse emocionado com o discurso da menina. É evidente que o ex-presidente sabia que isso seria noticiado na imprensa. Está mais do que claro que o Apedeuta pretende, com esse gesto, ver se consegue fazer com que o movimento, que está em declínio do Paraná, retome a sua força.

Lula está na lona. Isso nada tem a ver com seus 71 anos. A sua fantasia política é que foi nocauteada. Como um Nosferatu desesperado, ele está em busca de sangue novo. Está pedindo socorro a jovens militantes para ver se consegue sobreviver. Os brasileiros, como as eleições deixaram claro, não querem mais saber dele e de seu partido. O telefonema, dada a motivação tornada pública, é só a contribuição que um velho político, no seu ocaso, dá à irresponsabilidade.

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

terça-feira, 17 de maio de 2016

A primeira vítima - Temer e Alexandre Moraes perdem tempo em discussão que só será tempestiva no final de 2018

O primeiro ministro desautorizado por Temer com menos de 72 horas de governo foi o da Justiça, Alexandre Moraes

[discussão estéril a do Temer e seu ministro da Justiça; o Janot tem mais de um ano de mandato para cumprir - em situação normal ele só será afastado  antes, se o Temer propor e o Senado Federal aprovar por maioria de votos.
Caso contrário, teremos que engoli-lo até o final de 2017. Então para que perder tempo agora discutindo o assunto - exceto se houver algum interesse do Temer, nunca se sabe já que ele é uma esfinge, em dar algum recado.
Quando chegar a épica o Temer é obrigado a seguir a Constituição no trâmite da substituição do Janot. O que a Constituição não determina ele só segue se quiser.]
 
Pensa que só Dilma foi capaz de desautorizar seus ministros? Temer também desautoriza. Mas com uma diferença: sem gritos nem humilhações. Não é do estilo dele.

O primeiro ministro desautorizado por Temer com menos de 72 horas de governo foi o da Justiça, Alexandre Moraes.  Sim, aquele ex-Secretário de Segurança Pública de São Paulo no governo Geraldo Alckmin que já invadiu escolas sem ordem judicial para desalojar alunos. [Escola Pública é um bem público e quem invade uma deve ser retirado, com o uso da força necessária,  processado, julgado e condenado.]

Moraes declarou publicamente que o governo não é obrigado a indicar para o cargo de procurador-geral da República os integrantes da lista tríplice elaborada pela categoria.
Esqueceu de combinar antes com Temer.  Foi repreendido por ele em reunião ontem à tarde. Temer disse que seus ministros têm autonomia para falar em público, mas deixando claro se fala em nome pessoal ou em nome do governo.

O que Moraes declarou não era opinião do governo, mas pareceu que fosse.  Temer avisou que não abrirá mão de indicar o ocupante do cargo de procurador-geral. Mas que o fará com base na lista tríplice que a categoria lhe encaminhe.

Fonte: Blog do Noblat