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quarta-feira, 15 de abril de 2020

A DEMOCRACIA DO OCIDENTE DERROTADA PELO IMPERIALISMO COMUNISTA ? - Sérgio Alves de Oliveira


Karl Marx deve estar se revirando no túmulo em face do que os seguidores da sua doutrina  fizeram com o  seu “socialismo científico” que ,segundo o pensador alemão , seria o primeiro passo para chegar-se ao “comunismo”, à “vitória do proletariado”, à “abolição das classes sociais”, à superação  da “mais-valia”.

Mas apesar de Marx, os seus discípulos acabaram “multifurcando” (perdoem o neologismo) a sua teoria, fazendo uma verdadeira “salada-de-frutas” do socialismo/comunismo, originalmente concebido. É por isso que passados mais de um século da teoria de  Marx, os socialistas/ comunistas de todo o mundo estão divididos numa infinidade  de correntes, dentre as quais, o  “esquerdismo”, o “marxismo cultural”, o “gramscismo”,a “social democracia”, a “Escola de Frankfurt”, e outras de menor importância.

Mas ao que tudo indica o “gramscismo” estaria vencendo as demais correntes, especialmente no Brasil, adotando estratégias semelhantes ao que pregava a corrente “menchevique”, que num primeiro momento foi vencida pelos “bolcheviques”, liderados por  Lenine,  na vitória  da  Revolução russa de outubro de 1917. Tanto os mencheviques, quanto os gramscistas, sempre  rejeitaram a tomada do poder por métodos violentos, pela força.

E tudo leva a crer que o estágio  mais avançado da experiência  gramscista  teria sido  alcançado justamente no Brasil, que a essa altura dos acontecimentos  poderia ser considerado   o principal “laboratório” político/social  dessa “experiência”,no mundo.  Na terra “tupiniquim”, o gramscismo  se apossou, por vias pacíficas, inclusive “eleitoralmente”,  após o término do Regime Militar, em 1985,de praticamente todas as universidades públicas federais, de muitos outros estabelecimentos públicos de ensino, dos principais  veículos de comunicação de massa, das maiores instâncias  da Igreja Católica Apostólica Romana (CNBB,etc.), muito “chegadas” ao Papa Francisco, reconhecidamente  um esquerdista,  dos Tribunais Superiores da  Justiça Brasileira, e do Ministério Público, ”fincando pé” em quase todas as´demais organizações públicas e privadas. Só “pouparam” se instalar no “fiofó”da cachorrada criada nas suas  em virtude dos seus rabos  “atrapalharem” essa manobra. 

Modernamente, o socialismo/comunismo, por todas as suas vertentes, se converteu numa nova modalidade IMPERIALISTA.  Imperialismo  esse, aliás, considerado  o “inimigo número 1”,do comunismo, conforme Marx, no que pertine às  relações  entre os diversos  países. Mas enquanto o chamado “mundo livre”, "ocidental”,”democrático”, ou”capitalista”,se dedicou a produzir a maior parte das suas riquezas para satisfazer as  necessidades dos seus  povos, colocando  o Estado a serviço da  Sociedade, pelo  contrário, os países que optaram  pelo  socialismo/ comunismo INVERTERAM essa correlação, colocando  o  HOMEM A SERVIÇO DO ESTADO, num novo e mais cruel regime “escravista”. Isso significa, trocando em miúdos, que em relação ao problema finalístico do Estado, no socialismo/comunismo, É  O HOMEM QUE SERVE O  ESTADO, enquanto, inversamente, no mundo livre, O FIM ÚLTIMO DO ESTADO É  SERVIR AO HOMEM. É o Estado que serve o homem, não o contrário.                                                                                                                                    
Dessa maneira, o “crime” da “mais-valia”, na visão de  Marx, que seria a apropriação “indevida” que o patrão faz de parte do salário do trabalhador, pela qual ele não é remunerado, se  torna absolutamente irrelevante, mesmo “brinquedinho-de-criança”, perto da apropriação TOTAL, ABSOLUTA, SEM LIMITES, dos esforços produtivos do trabalhador pelo Estado-Patrão. Portanto , essa “mais-valia” estatal   que vai a extremos jamais concebidos nem praticados  no regime capitalista, é totalmente “embolsada” pelo Estado-Explorador. E nessas condições o trabalhador deixa de ser considerado um ser humano, e passa a ser “coisa”,mero  instrumento da produção,uma “ferramenta”,só mantido vivo e com a saúde  necessários  para poder trabalhar e produzir para o Estado, como “coisa” sua, sem   NENHUM DIREITO  correspondente aos seus esforços.

Nessas condições, a extraordinária “poupança” que foi feita através do tempo pela República Popular da China, um dos  países comunistas mais importantes da atualidade, ”ombreando” com a Rússia, por exemplo, às custas dos seus oprimidos trabalhadores, permitiu-lhe montar um dos  aparatos bélicos mais expressivos do mundo, além de obter os recursos  necessários para adquirir uma infinidade de bens de capital, de produção, nos países a serem conquistados pelos “capitais” chineses, o que está fazendo com bastante  competência e celeridade, especialmente  na África e América Latina.                                                              
Particularmente no Brasil, a China entrou de “sola”. Já comprou quase metade das terras brasileiras, investindo pesado em “ capital fundiário”, provavelmente para abastecer de alimentos a “matriz”. Inúmeras outras empresas foram incorporadas ao “patrimônio chinês”. Além disso, os “chinas” deverão preponderar na aquisição  dos ativos,das mais importantes e lucrativas empresas estatais do Brasil, que brevemente serão privatizadas, provavelmente num novo ciclo de  “privataria”,a partir de subavaliações, como já foi antes.

Preocupados em fazer a “cabeça” do povo brasileiro, os chineses tiveram a cautela de adquirir grande parte dos direitos sobre duas das principais redes de televisão do Brasil: a Globo e a Bandeirantes. Preparem-se, meu povo, para a lavagem cerebral que breve estará no ar!!!  O ânimo de conquista mundial dos comunistas chineses pode ser resumido nas palavras do seu Presidente, Xi Jinping,do Partido Comunista da China ,que a partir de Mao Tsé-Tung,desde   1949, governa o país, ininterruptamente, e que declarou para todo o mundo ouvir, em 2017: “chegou a hora da China liderar o mundo”.

Essas novas conquistas almejadas pelos  chineses certamente partem de um plano de AMPLIAÇÃO “geográfica” ambiciosa, a partir  da antiga ROTA DA  SEDE, que consistia numa série de rotas  interligadas para comercialização  da seda produzida com exclusividade  pelos chineses, entre o Oriente e a Europa, usada desde 200 a.C, e que foi percorrida por Marco  Polo, no Século XIII, aventura essa  narrada no seu livro “As Viagens de Marco Polo”,  que inclusive teria inspirado o explorador /navegador Cristovão  Colombo, na sua viagem à América, em 12 de outubro de 1492.

Sérgio Alves de Oliveira -  Advogado e Sociólogo







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terça-feira, 10 de março de 2020

Guerra do petróleo e coronavírus elevam risco de recessão mundial - O Globo

Com crise mundial e coronavírus, Planalto teme risco de nova recessão

Para analistas e Congresso, manifestação do próximo domingo serve apenas para desviar o foco de dificuldades para o governo que podem ser trazidas pelo desaquecimento da economia mundial por causa do coronavírus, que deixa rastros de prejuízos mundo afora

Ibovespa tem queda de 12,17% e empresas perdem R$ 432 bi Petrobras e Vale: valor de mercado cai R$ 126,9 bi - Paulo Guedes: reformas são a melhor resposta para a crise

'Mercado financeiro é alvo de um 'choque dentro do outro', diz economista

Para Roberto Padovani, guerra de preços do petróleo agravou nervosismo de investidores com coronavírus - O economista acredita em acordo entre Moscou e Riad sobre o petróleo 

Padovani acredita que o maior risco para o crescimento mundial continua sendo a epidemia, que pode atingir de forma mais profunda EUA e Europa, que ao lado da China são os motores do crescimento mundial.

Coronavírus e guerra do petróleo:  Confira guia para lidar com a crise nos mercados

O GLOBO — Como o senhor vê a guerra de preços do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita num cenário em que o mercado financeiro já vinha sofrendo com a epidemia de coronavírus?
ROBERTO PADOVANI — Os mercados já estavam tensos com a falta de informações sobre os impactos do coronavírus. No final de semana, o preço do petróleo despencou com a guerra entre Arábia Saudita e Rússia. É um choque dentro de outro choque, agravando o nervosismo dos mercados.

Podemos ter uma nova crise como a de 2008?
Embora a volatilidade dos mercados faça lembrar a crise de 2008, não temos bolha imobiliária ou crise dos bancos, que deram início à crise financeira. Acredito que esta crise é temporária, de um ou dois meses. A China foi a origem, mas está mostrando que conseguiu controlar o problema e está servindo de referência para outros países.


Para o Brasil, qual é o impacto dessa guerra do petróleo?
Esse cenário vai gerar mais cautela entre os investidores e acaba impactando o fluxo de recursos para o país. A confiança do investidor cai com aumento da incerteza. E o Brasil terá que fazer mais leilões de campos de petróleo nesse ambiente.

Essa guerra do preço do petróleo pode durar muito tempo?
A Arábia Saudita tem muito poder de fogo. Produz petróleo a custo muito  baixo. Mas houve muito ruído na negociação com a Rússia. Pode ter havido um erro de cálculo. Acho que a saída natural é que os países voltem a conversar e cheguem a um acordo.

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Mercados acionários de todo o mundo sofreram ontem perdas históricas na esteira de uma disputa entre Arábia Saudita e Rússia sobre os preços do petróleo —o que se somou à turbulência causada pela epidemia de coronavírus. Os dois fatores, para analistas, formam uma tempestade perfeita que aumenta o risco de uma recessão. Várias Bolsas amargaram as maiores quedas desde 2008, quando eclodiu a crise financeira global. Já o Ibovespa, principal índice da B3, desabou 12,17%, o maior desde setembro de 1998, na crise russa. O indicador caiu aos 86.067 pontos. Desde 23 de janeiro, quando o Ibovespa atingiu a máxima histórica de 119.527 pontos, a desvalorização acumulada é de 38,8%. Somente ontem, as empresas com ações negociadas na Bolsa brasileira perderam R$ 432 bilhões de valor de mercado, segundo a Economática. 

Mesmo com o Banco Central vendendo US$ 3,5 bilhões das reservas internacionais, a cotação do dólar comercial subiu 2,03% a R$ 4,728, novo recorde histórico. Durante o dia, a moeda americana chegou a atingir R$ 4,79. O BC já anunciou que irá vender hoje mais US$ 2 bilhões. Diante da forte volatilidade, o Tesouro Nacional cancelou o leilão que faria na quinta-feira de títulos públicos prefixados.

NEGÓCIOS TRAVADOS
Às 10h31m, meia hora depois da abertura, quando o Ibovespa caía 10,02%, a Bolsa acionou o mecanismo de circuit breaker, que trava os negócios por 30 minutos sempre que as quedas ultrapassam 10%. O mecanismo não era acionado desde 18 de maio de 2017, um dia após o colunista do GLOBO Lauro Jardim revelar áudios do empresário Joesley Batista que comprometiam o então presidente Michel Temer.

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Nos Estados Unidos, as principais Bolsas também acionaram o circuit breaker quando a queda do índice S&P 500 superou os 7%, logo após a abertura do pregão. Os negócios ficaram suspensos por 15 minutos. Os principais índices americanos fecharam em queda de mais de 7%, no pior dia desde 2008.  Foi a primeira vez que os negócios em Wall Street foram interrompidos desde as eleições presidenciais de 2016.

As quedas também foram fortes na Ásia e na Europa. A Bolsas da Austrália (-7,33%) e de Paris (-8,39%) também registraram suas maiores perdas desde a crise de 2008, enquanto a de Frankfurt (-7,94%) teve seu pior dia desde o 11 de Setembro.

Para o economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, a disputa entre Arábia Saudita e Rússia piorou o que já era grave: Os mercados já estavam tensos com a falta de informações sobre os impactos do coronavírus. A guerra do petróleo é um choque dentro de outro choque, agravando o nervosismo dos mercados — disse Padovani, que observa que o grande temor dos investidores são as consequências que a epidemia pode trazer aos outros dois motores do crescimento mundial, além da China, que são os Estados Unidos e a Europa.

INCERTEZA CORROSIVA
Em relatório a clientes, Joachim Fels, assessor econômico global da gestora Pimco, afirmou ver possibilidade de uma recessão nos EUA ena Europa neste semestre. O Japão, segundo ele, já estaria em recessão. “Em nossa opinião, o pior para a economia ainda está por vir”, escreveu Fels.

Para Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs, em Nova York, a incerteza “é pior do que o risco”:

—É um cenário muito sério. Embora os governos se esforcem em conter o avanço do coronavírus, inclusive como desenvolvimento de uma vacina, haverá um impacto muito grande, e caminhamos a passos largos para uma recessão global. E agora, haverá queda da demanda e aumento da oferta do petróleo. Um novo viés negativo para o mercado.

A cotação do petróleo tipo Brent chegou a desabar mais de 30% na noite de domingo, depois de a Arábia Saudita anunciar que cortaria seus preços em mais de 10% e que elevaria a produção em abril.

O pano de fundo foi uma disputa coma Rússia no âmbito da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O cartel tentava há semanas costurar um acordo para reduzir a produção, devido à queda na demanda por causa do coronavírus, que derrubou a indústria chinesa.

Mas, em um reunião no fim de semana, a Rússia decidiu não cooperar coma Opep para reduzira produção e, consequentemente, elevar os preços. Em represália, a Arábia Saudita decidiu cortar preços e produzir mais.

A Rússia ontem afirmou que tem capacidade de aguentar os preços baixos por cerca de dez anos, graças a seu fundo soberano de US $150 bilhões. Para analistas, o verdadeiro alvo da briga era a produção de shalegas (petróleo não convencional) nos EUA, que pode não ser lucrativa com o barril em torno de US$ 30.

O analista do Citigroup Ed Morse aval iaque o barril pode cair a US $20, pois, pela primeira vez, um aumento da oferta ocorre junto com uma queda na demanda.

Em relatório, a agência de classificação de risco Fitch Ratings afirma que “os efeitos do choque do petróleo podem durar muito mais do que aqueles do coronavírus”. O banco Goldman Sachs cortou a previsão para o preço do barril do Brent no segundo e terceiro trimestres para US$ 30 .

O analista Ilan Arbteman, da Ativa Investimentos, porém, não vê mudança nos fundamentos das empresas petrolíferas. Mas ressalta que o consumidor não deve esperar que a Petrobras repasse aqueda de preços ao mercado interno.

Economia - O Globo


domingo, 2 de fevereiro de 2020

E se um filho de Bolsonaro estivesse lá na China? - Blog do Josias



O coronavírus produz um desses episódios que fazem com que o contribuinte tenha vergonha do serviço público que sustenta. Há na China brasileiros que desejam retornar ao seu país. Coisa de três dezenas de pessoas. O desejo desse grupo é tratado pelas autoridades de Brasília com a sensibilidade de um cubo de gelo. Num instante em que outros países resgatam seus cidadãos do confinamento chinês, Jair Bolsonaro e sua equipe entoam um lero-lero glacial. A turma oscila entre o desrespeito e a crueldade.
[antes de demonizar o presidente do Brasil, nos permitam apontar alguns aspectos:
- primeiro empecilho ao resgate: por se tratar de pessoas que estão em área de alto risco, doença incurável, elevado índice de contágio e ainda sem medicação.
Em qualquer país do mundo - do democrata EUA, Austrália, Reino Unido, Alemanha, etc - a praxe é que o resgate de pessoas em tal situação ocorra em voo exclusivo, cercado de precauções de higiene e logo que cheguem ao Brasil, todos os repatriados tem que se submeter a uma quarentena.Situação que está ocorrendo em todo o mundo.

Só que o Brasil, o país da 'constituição cidadã', tem uma (IM)previsão "sui generis":
a Constituição Federal decreta que ninguém é obrigado a fazer, ou deixar de fazer, sem expressa previsão legal.

Se o presidente Bolsonaro determinar o confinamento das pessoas, qualquer cidadão ansioso por holofotes, ou um desses partidos políticos das liminares, ingressa na Justiça Federal, em qualquer juizado federal do Brasil, pedindo uma liminar cancelando o confinamento, serão várias, e uma ou várias, serão deferidas. E confinamento foi para o espaço. Enquanto milhões de cidadãos passam a correr risco elevado de contágio.

O presidente Bolsonaro é criticado quando diz que são algumas dezenas de pessoas e os brasileiros que passarão a correr risco maiores - graças a DEUS,  até o presente momento, não existe nenhum caso confirmado - são 210.000.000.
Só existe uma escolha: entre algumas dezenas, ou mesmo centenas, de vidas e DUZENTOS E DEZ MILHÕES, a preferência tem que ser do maior número.

Quanto a questão proposta no título do POST fica dificil responder, por partir de uma premissa impossível: todos os filhos do presidente  se encontram no Brasil. (só para calar alguns fanáticos: se algum deles estivesse em Hubei e o presidente quisesse que um jato da FAB fosse buscá-los, uma ordem judicial seria expedida, impedindo a decolagem do avião.]

 
O blá-blá-blá soa desrespeitoso quando Bolsonaro declara não dispor de verba para recambiar poucas dezenas de nativos. "Se você me arranjar recursos e meios a gente começa a providenciar a partir de agora", disse ele, irritado, a um repórter. O palavrório se torna cruel quando o risco de contágio serve de pretexto para justificar o abandono: "Se lá temos algumas dezenas de vidas, aqui temos 210 milhões de brasileiros."

Bolsonaro falou sobre o problema como se aguardasse por uma solução caída do céu. Primeiro, empilhou as dificuldades: da falta de aval do Congresso para realizar a despesa até a ausência de lei para impor uma quarentena aos resgatados. Recordou-se ao presidente que para casos assim, urgentes e relevantes, a Constituição dá ao inquilino do Planalto o poder de editar medidas provisórias. O capitão não se deu por achado: "Vamos discutir isso daí, porque pode a MP chegar lá e simplesmente alguém julgá-la inconstitucional, numa ação judicial. Vocês sabem que nosso Judiciário é bastante rápido nessas questões."

Infectados pelo descaso do chefe, os ministros ecoaram Bolsonaro. "Não temos voo direto", declarou Henrique Mandetta, da Saúde. "Sai da China e faz conexão. Paris, Frankfurt..." Bolsonaro reforçou: "Temos que negociar essas escalas também". Puxado por Bolsonaro, o chanceler Ernesto Araújo expressou-se como se desejasse confirmar a superstição segundo a qual diplomatas detestam os patrícios que lhes pagam o contracheque: "A região da China que está mais sujeita [à proliferação do coronavírus] está fechada para qualquer pessoa sair. É preciso negociar com o governo chinês primeiro para que deixe sair os brasileiros, como outros países fizeram. Não é uma coisa óbvia e imediata."

Enquanto o linguajar de Araújo rodopia como parafuso espanado, outros países agem. Na terça-feira (28), um avião enviado pelos Estados Unidos resgatou 195 americanos na província de Hubei, onde fica a cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto de coronavírus. Na quarta (29), o Japão levou embora 206 cidadãos, dos quais cinco tiveram que ser isolados porque tinham febre. Equipavam-se para resgatar seus nacionais na China: Alemanha, França, Coréia do Sul, Marrocos, Cazaquistão, Canadá, Rússia, Holanda, Mianmar, Austrália..

No início da semana, ao retornar da Índia, Bolsonaro já havia sinalizado que trataria com desapreço os nacionais em apuros no oriente. "Pelo que parece, tem uma família na região onde o vírus está atuando. Não seria oportuno retirar de lá, com todo o respeito. É o contrário. Não vamos colocar em risco nós aqui por uma família apenas." O presidente se referia "apenas" ao drama de um casal brasileiro que amargava um isolamento hospitalar nas Filipinas porque a filha de dez anos apresentava os sintomas do coronavírus. O contágio da garota não se confirmou. Mas o surto de insensibilidade de Bolsonaro dispensa exames laboratoriais. 

[curioso é que ninguém questiona o fato do Maia e Alcolumbre não  terem providenciado, ainda no inicio da semana passada, a convocação extraordinária do Congresso Nacional, para votar a tão necessária lei?
Ninguém pergunta, ninguém questiona, o assunto é ignorado.]
No ano passado, quando cogitou indicar o filho Eduardo Bolsonaro para o posto de embaixador do Brasil em Washington, o capitão deixou claro que não mede esforços para favorecer seus rebentos. "Pretendo beneficiar filho meu, sim. Pretendo! Se puder dar filé mignon, eu dou." Cabe perguntar: o que faria Bolsonaro se "apenas" um filho seu estivesse confinado num hospital filipino ou na cidade chinesa de Wuhan? Decerto já teria providenciado o resgate, com jato da Força Aérea Brasileira.

 Blog do Josias - Josias de Souza, jornalista - UOL

 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Em 15 anos, Brasil matou uma pessoa a cada dez minutos

São mais de 786 mil pessoas assassinadas, número maior que o das guerras da Síria e do Iraque

Marisa saiu do trabalho no fim da tarde, como fazia todos os dias. Grávida de oito meses, dispensou a caminhada sugerida pelas amigas, pegou um ônibus e chegou ao supermercado minutos antes delas. Dez dias depois de celebrar o Natal, queria aproveitar a anunciada promoção de panetones. Uma tentativa de roubo a um carro-forte, um tiroteio entre assaltantes e seguranças, duas balas que atravessaram intestino, fígado e útero. As amigas chegaram a tempo de ver Marisa entrar na ambulância. Mãe e filho morreram no hospital.  — Quando falam de uma pessoa que morreu com um tiro, você nunca imagina que pode perder alguém da sua casa. Tiro é coisa de confronto com a polícia, é coisa de quem faz algo errado. Pensamos essas coisas. Minha irmã estava no supermercado. Mas era o lugar errado. E a hora errada — diz Margareth Jacinta de Miranda Paula, irmã de Marisa, quase 17 anos depois.

O crime que levou Marisa à morte aconteceu em 3 de janeiro de 2001, em Jacareí, interior de São Paulo. Os quatro assassinatos daquela tarde são parte de uma história ainda mais violenta que se desenvolveria ao longo do século XXI: 786.870 pessoas foram assassinadas no Brasil entre janeiro de 2001 e dezembro de 2015, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Um homicídio a cada dez minutos.
 

[Pessoal ou vai ou racha.  Forças Armadas nas ruas só resolve se houver decisão política para resolver o problema e acabar com a criminalidade.
Pedir auxílio das FF AA e não modificar a estrutura de segurança do estado não vai resolver nada.
O Rio há quase um ano conta com a presença das Forças Singulares nas ruas - que já estiveram em outras vezes - mas, nada de definitivo é alcançado.
O motivo é simples: as tropas federais assumem a situação e o governo do Estado considera a situação resolvida, não adota nenhuma medida para melhorar a Segurança Pública e logo tudo começa de novo.
Ou as Forças Armadas vão com autorização para resolver - custe o que custar, com muito ou pouco efeito colateral - contando com o apoio de todas forças de segurança estaduais ou vai ser sempre a mesma situação.

O governo do Estado do Rio - o do Ceará também, que logo vai pedir auxílio federal - e de todos os estados do Brasil, mesmo, e especialmente, os que a situação ainda está sob controle, precisam entender que para combater a criminalidade é preciso PRESTIGIAR a POLÍCIA - não aquele prestígio que se dá a um técnico de futebol na véspera de demiti-lo.
PRESTIGIO mesmo e que contemple, no mínimo, os seguintes itens:
- reequipar ou equipar as forças estaduais com equipamentos modernos, novos, eficiente - tanto em termos de viaturas, armas, munição, meios de comunicação, aumento de efetivo, melhoria salarial para os policiais. 

A REFORMA DA SEGURANÇA PÚBLICA é tão ou mais necessária que a da Previdência Social - para se aposentar o cidadão precisa estar vivo.

Novas leis precisam ser editadas, aumentando as penas, criando colônias penais no interior da Floresta Amazônica - custo menor que construir presídios próximo a áreas urbanas, dificuldade de fuga devido a forças adversas da natureza que se somarão à vigilância feita por agentes penitenciários, fim do problema de telefone celular.

Reformar a Constituição Federal - toda cláusula que protege bandido é CLÁUSULA PÉTREA, é uma ironia mas é verdade; 
mas, havendo consciência da necessidade é fácil dar o JEITINHO BRASILEIRO e inserir, provisoriamente, pena de morte, prisão perpétua, prisão com trabalhos forçados e deixar a bandidagem com medo.

Tráfico de drogas e/ou armas deve ser punido, no mínimo, com 20 anos de prisão com trabalhos forçados; reincidência prisão perpétua ou mesmo pena de morte. 

Acabar com o absurdo de que ocorre um tiroteio em uma operação policial, bandidos ou suspeitos são abatidos e as investigações já começam querendo punir o policial, culpar a polícia.

A investigação tem que ser imparcial, mas, buscando preservar o policial que representa a sociedade.

São medidas drásticas, mas, que resolvem. Se continuar da forma que está a reportagem que está a disposição de todos no LINK abaixo, vai ser modificada: aumentando o número de vítimas inocentes.]

(...)


As mortes no Brasil em 15 anos superam os assassinatos ocorridos no mesmo período em oito países da América do Sul, somados — o mesmo acontece em relação às 28 nações da União Europeia. O número de homicídios é equivalente à população da Guiana e de João Pessoa, capital da Paraíba — estado onde os assassinatos cresceram 210% neste intervalo de tempo. As 786.870 vidas perdidas representam mais do que as populações de Frankfurt, Sevilla, Seattle, Atenas, Helsinque e Copenhagen, além de significarem uma vez e meia o número de moradores de Lisboa.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Bolsonaro e Trump

Duas zebras políticas assombram esquerdistas de todos os quadrantes - desde falsos cientistas políticos passando por diplomatas ociosos, russófilos acanalhados, figuras tidas como “notáveis”, cretinos da fauna acadêmica, palpiteiros auto-intitulados “progressistas”, até ativistas digitais bem remunerados e – mais uma vez – a tropa de choque atuante no seio da mídia amestrada. As zebras que vêm levando essa gente ao pânico, mais do que isto, ao desespero paranóico, são, de forma crescente, Jair Bolsonaro e Donald Trump – os dois, respectivamente, candidatos à Presidência do Brasil e a dos Estados Unidos. 

Na América, desde que anunciou sua candidatura pelo Partido Republicano, Trump sofre campanha sistemática de jornais tendenciosos, à esquerda, como, por exemplo, os falidos New York Times e Washington Post – tudo, de resto, sem maiores consequências pois, na prática, na medida em que recebe ataques infamantes da mídia amestrada (sempre a serviço das teses dissolutas da ONU imperial), cresce a adesão dos norte-americanos pelo candidato conservador, infenso ás habituais manipulações dos jornalões esquerdistas. 

(A própria resistência da cúpula republicana, constituída por políticos profissionais e da qual Trump recebia oposição, curvou-se sem apelo diante da vontade inelutável do candidato, confirmada por mais de 1.237 delegados que abriram caminho para sua ascensão à Casa Branca. Um militante do Washington Post, stalinista enrustido tipo Arnaldo Jabor, teve de engolir aos pedaços artigo de jornal em que garantia a derrota do magnata nas primárias do Partido Republicano). 

Donald Trump não surgiu de graça na vida americana. Nem ficou famoso só porque ganhou status de celebridade num programa televisivo da NBC ou ainda por força do noticiário sensacionalista em torno dos seus casamentos com modelos de renome e beleza. Antes pelo contrário – ele tornou-se personalidade global durante os anos 1970, quando revolucionou o mercado imobiliário dos Estados Unidos, investiu forte na indústria do entretenimento e publicou vários livros ensinando às pessoas a arte de negociar e, óbvio, ganhar dinheiro. 

O que, no entanto, fez de Donald Trump um candidato praticamente imbatível, numa América destruída, materializa-se hoje na crescente confiança formada no eleitorado de que ele representa a viabilidade de uma liderança política comprometida com a ordem, a segurança, a competência e o valor individual - exatamente o inverso do encenado pelo impostor Barack Obama, eterno locutor de teleprompter, figura de passado nebuloso, filho bastardo de um incerto Frank Marshall Davis (tido pelos comparsas como comunista de fancaria). 

Detalhe importante: numa América plenamente restaurada seria factível julgar – e condenar Obama por crime de alta traição. Até agora suspeito de ter nascido no Quênia, este mulçumano enrustido abriu as portas do mundo para o terrorismo islâmico obcecado pelo projeto de um califado universal, tornou a Líbia um charco de sangue, elevando, depois, criminosamente, os irmãos Castro à categoria de “agentes do diálogo democrático”, mesmo quando os dois confessos tiranos, desmentindo-o, esfregaram na cara do mundo que jamais mudariam o regime ditatorial da Ilha Cárcere.

Por sua vez, em âmbito interno, sob o jugo do finório Obama, os Estados Unidos padecem, entre outras mazelas, com as persistentes taxas de desemprego, a violência, o medo coletivo e a insegurança ampliadas pelo livre trânsito do terror mulçumano (para não mencionar o narcotráfico correndo solto pelas fronteiras do México e o tráfico indiscriminado de centenas de pessoas que procuram diariamente cruzar as fronteiras da Califórnia pelas mãos criminosas de coiotes que vendem aos latinos um Sonho Americano que não mais existe).  

Donald Trump é um conservador que pretende restaurar para os americanos o conceito de Nação, perdido na caudal do “politicamente correto”, sinônimo da liberação da droga, da descriminalização do aborto, da pedofilia, do controle de armas, da permissividade gay, da avalanche imigratória e do multiculturalismo que aspira liquidar com os princípios da civilização ocidental e cristã e os conceitos de Deus, pátria e família. Tudo isto para impor um mundo plasmado no ódio, no terror e na esculhambação geral. 

Em âmbito interno, há um típico caso de manipulação comunista: Jair (Messias) Bolsonaro, em que pese ser o deputado federal mais bem votado do Rio de Janeiro – inequívoca expressão da vontade eleitoral fluminense –, vê crescer uma onda persecutória contra sua figura, considerada “polêmica” pelo ativismo vermelho.  Antes de tudo, impõe-se a pergunta: “figura polêmica” por quê? Como é fácil comprovar à luz de sucessivas pesquisas de opinião e de incontáveis referendos, todas as proposições políticas defendidas pelo deputado Bolsonaro são encampadas - em gênero, número e grau - pela maioria da população brasileira. 

Com efeito, no debate, a redução da maioridade penal, por exemplo, ou mesmo o voto em favor da livre comercialização de armas e munição (cerca de 63,94 % dos brasileiros rejeitaram sua proibição), bem como a cabal condenação do aborto, do casamento gay (e a consequente adoção de filhos por homossexuais), da liberação da droga, da pedofilia, das cotas raciais, das invasões de terras etc., são posturas políticas aclamadas pelo povo brasileiro, sabidamente de espírito cristão e natureza conservadora. 

Em assim sendo, outra pergunta se impõe: por qual razão as esquerdas, principalmente suas facções intoxicadas pelas mistificações do marxismo-leninismo e do maoísmo genocida, exatamente aquelas que levaram o País para o buraco negro da corrupção se lançam, numa caçada virulenta, contra o corajoso Bolsonaro? A resposta é elementar: porque o deputado, pré-candidato à presidência da República pelo Partido Social Cristão (PSC), contabiliza aproximados 9% nas pesquisas de intenção de votos. E, com isso, pode representar uma dura ameaça à falsa hegemonia das esquerdas nas próximas eleições. Neste diapasão, posta em marcha a campanha de 2018, restará ao leitor considerar seriamente as “propostas de direita” – que, no fundo, são suas – levantadas por Jair Bolsonaro. E, claro, elegê-lo. 

Sim, o temor da esquerda não é gratuito. Por exemplo: bem medido e pesado, entre Lula e Bolsonaro não há comparação possível. De fato, Lula não passa de um analfabeto primário, cangaceiro político de maus bofes, identificado como chefe de uma gang partidária que saqueou o Brasil por décadas, levando-o à completa falência econômica, política e moral. 

O mesmo não se pode dizer de Bolsonaro. Ele é alfabetizado, com curso superior, ex-integrante do Exército Brasileiro, parlamentar honesto, destemido e experiente. (A propósito: é bom ver na internet, em sessão da Câmara, uma lúcida intervenção de Bolsonaro. Nela, o deputado denuncia manobra clandestina feita nos porões do Planalto, em que Dilma Rousseff, acolitando comunistas da DGI cubana e membros do Foro de São Paulo, trama a expulsão do Paraguai do bloco Mercosul. Quem quiser é só ver: a denúncia, ainda no ar, é irrefutável). 

No momento, em seu fanatismo fundamentalista, os comunistas pretendem acuá-lo apelando para o Conselho de Ética da Câmara sob o pretexto de que na votação do impeachment de Dilma ele enalteceu a figura do denegrido Cel. Brilhante Ustra - que, a bem da verdade, nunca foi preso ou, em última instância, condenado.

Outra facção da esquerda demofóbica, num arroubo canalha, quer que a ala aparelhada do STF (nomeada na era petista) condene o deputado por “incitação ao estupro”. É dose. Antes, no entanto, seria de bom alvitre colocar Lula por por trás das grades. Como se sabe, o líder do PT, denunciando-se como tarado,   confessou ao companheiro César Benjamim ter tentado por várias vezes violentar na prisão um membro de organização esquerdista, a quem se referia na sua fala como o “menino do MEP”. Segundo narra César Benjamim (Folha de São Paulo, 27/11/09), Lula ficou surpreso com a resistência do “garoto”, que o enfrentou “aos socos e cotoveladas”. 

PS - Um dos fundadores da Escola de Frankfurt, Willi Muenzenberg, afirmou nos anos 1930 que o principal objetivo do marxismo cultural era fazer do Ocidente um espaço “tão corrupto quanto podre”. Se há dúvida, basta olhar a ação dessa gente para se perceber que, no Brasil, tal objetivo foi ou está para ser atingido.

(Imagem: Comunidade 'Bolsonaro no Brasil e Trump nos EUA)


Ipojuca Pontes
cineasta, jornalista, e autor de livros como 'A Era Lula', 'Cultura e Desenvolvimento' e 'Politicamente Corretíssimos', é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi Secretário Nacional da Cultura.