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segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Antes respeitada, Polícia Federal atua hoje como a KGB do regime Lula-STF-PT - J. R. Guzzo

VOZES - Gazeta do Povo

 Até não muito tempo atrás, a Polícia Federal era um dos serviços públicos mais respeitados do Brasil.  
Seus agentes, num caso não muito comum quando se fala de polícia, eram tidos em geral como pessoas de bem, imparciais e cumpridores da lei. 
Se havia ou não motivos verdadeiros para justificar essa admiração, são outros 500 – mas o fato é que a PF tinha uma excelente imagem junto à população em geral. Não mais.
 
Em um ano de governo Lula, a instituição virou o contrário do que era; passou a funcionar como uma empresa particular de segurança a serviço do ministro da Justiça, dos líderes do Supremo Tribunal Federal e de qualquer peixe graúdo do governo ou nem tão graúdo assim.  
O sujeito tem uma carteirinha de lulista? 
Vira na mesma hora autoridade essencial para a salvação da “democracia” – e pode chamar “a Federal” para prender, indiciar e interrogar qualquer um que lhe passe pela frente. 
Se essa autoridade é o ministro Alexandre de Moraes, então o céu é o limite.

O caso Marielle nunca teve nada a ver com o processo legal em vigor no Brasil; é política, e por isso a PF, hoje transformada em KGB do regime, passou a cuidar dele.

O último exemplo da descida cada vez mais rápida da Polícia Federal para o submundo da ilegalidade é a declaração pública que o seu diretor-geral acaba de fazer sobre o caso da ex-vereadora carioca Marielle Franco, mártir há cinco anos da esquerda e da sua máquina de propaganda. 
O diretor, que age há um ano como um militante político sob as ordens do consórcio Lula-STF-PT, declarou estar convicto de que o assassinato de Marielle será concluído até o fim do mês de março.
 
Como assim – “convicto”? O inquérito corre em sigilo de Justiça; não tem o menor cabimento o chefe da polícia dizer o que disse. 
O caso, desde o primeiro dia, é uma bandeira política de Lula e do seu entorno, como o “golpe de Estado” de 8 de janeiro.
Ao assumir seu cargo, o ex-ministro da Justiça disse que era “uma questão de honra” descobrir os “mandantes” do crime – com certeza “bolsonaristas”, ou quem sabe o próprio presidente Jair Bolsonaro
Desde então, o caso vem sendo explorado como uma questão puramente política pelo governo Lula – e a PF usada como instrumento para atingir os objetivos desejados por ele. 
O diretor-geral, agora, passa um recibo público de que é isso mesmo.
 
O assassinato da vereadora é um crime que diz respeito unicamente à polícia e à Justiça do Rio de Janeiro pelo que está escrito na lei, o crime não tem nada de federal e, portando, a decisão de envolver da PF no inquérito é ilegal desde o começo. 
Não foi assim com o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André, autoridade bem maior do que Marielle? 
O caso ficou restrito a São Paulo e qualquer tentativa de levar a questão ao nível federal, em busca de melhores investigações, será tratada pelo ministro Moraes e todo o resto do governo Lula como uma “ameaça à democracia”. É claro.
 
O caso Marielle nunca teve nada a ver com o processo legal em vigor no Brasil; é política, e por isso a PF, hoje transformada em KGB do regime, passou a cuidar dele. 
O objetivo, naturalmente, é usar a morte da vereadora como arma para atacar o “bolsonarismo”. 
Como disse, em editorial, o jornal O Estado de S. Paulo: “Tem-se o retrato de uma PF sem verdadeira autonomia, vista como submetida a interesses partidários, e não republicanos – e isso é evidentemente péssimo para o país”. A impressão é exatamente essa.
 
 
Conteúdo editado por:  Jocelaine Santos
 
 J. R. Guzzo, colunista - O Estado de S. Paulo


quarta-feira, 16 de agosto de 2023

O Brasil voltou… e o apagão também! - Rodrigo Constantino

Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

O amor venceu e o Brasil voltou! Junto, trouxe o velho e conhecido apagão. Um "gabinete de crise" foi criado, pois é preciso mostrar que algo está sendo feito. 
Mas a realidade está às claras (ou melhor, no escuro): vários estados ficaram horas sem luz.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que uma ocorrência na rede de operação do Sistema Interligado Nacional interrompeu o fornecimento de 16 mil megawatts (MW) de carga em Estados do Norte e Nordeste do Brasil, afetando também Estados do Sudeste.

Acontece... Se fosse só isso, não haveria motivo para pânico. 
Mas não é só isso. Nem de perto. A economia travou, "pisou no freio" no segundo trimestre, segundo cálculo do Banco Central. O Ibovespa experimentou dez quedas consecutivas, algo que não acontecia desde a década de 1980.  
"Ninguém come Ibovespa", podem voltar a repetir os petistas que até ontem vibravam com a aparente tranquilidade dos mercados.

A Petrobras, que vai voltar a investir em projetos ideológicos e corruptos e não mais priorizar dividendos aos acionistas, anunciou aumento de preço na refinaria. A gasolina terá uma alta de 16,2%.  
No caso do diesel, o preço médio subirá R$ 0,78 por litro, de R$ 3,02 para R$ 3,80, um aumento de 25,8%. Machuca o bolso, claro, mas é com amor...
 
Dava para continuar mostrando indicadores preocupantes da economia por um bom tempo, ou falar do prognóstico nada alvissareiro do que vem por aí. E isso seria "apenas" o lado econômico, aquele que pega no bolso de quem esperava chuva de picanha. 
Pois ainda é preciso falar do autoritarismo, da corrupção, do esgarçamento moral, da bandidolatria, da tarefa hercúlea de criar filhos com bússola moral numa nação em que o crime compensa etc.
 
Quando observamos o que se passa no Brasil é irresistível o sentimento de que essa gente merece o que está por vir. Fato: quem fez o L merece mesmo se ferrar, pois estupidez deveria ter um limite
Ninguém pode fingir que não sabia quem era Lula e o que pretendia o seu PT. Mas dureza é ferrar com o restante do povo junto, com a turma patriota que sabia muito bem o que significava a "volta do ladrão à cena do crime".
 
Não dá para desejar o pior nunca, nem por pragmatismo para prejudicar o desgoverno, nem pelo fator pedagógico dos eleitores idiotas, nem mesmo pelo desejo de vingança para com tucanos abestalhados
O povo não merece tal sofrimento. É por isso que temos sempre de torcer pelo melhor.
 
E o avanço da direita liberal na Argentina pode significar uma luz de esperança em meio a este apagão comunista. 
A esquerda destrói tudo, mas enquanto não for "game over" como em Cuba, na Venezuela ou na Nicarágua, podemos ter a esperança de reverter o quadro.
É verdade que na Argentina o voto é impresso, e que não há um Alejandro de Moraes no comando de todo o processo eleitoral. 
 Não obstante, sonhar não custa nada. 
Se los hermanos poderão dar um ponta pé nos lulistas deles, então os brasileiros também serão capazes de fazer isso em breve. O apagão, moral acima de tudo, há de passar um dia...


Rodrigo Constantino, colunista -  Gazeta do Povo


quinta-feira, 12 de maio de 2022

Narrativas da oposição desabam uma a uma - Gazeta do Povo

Rodrigo Constantino

Já disse antes e repito: a esquerda precisa da amnésia popular para sobreviver. O esquerdismo seduz gente desatenta, sem boa memória. O truque da esquerda é viver de narrativa em narrativa, sem qualquer compromisso com a realidade, com os fatos, sem um pingo de honestidade intelectual para admitir seus erros no passado recente.

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A CPI da Covid foi uma prova disso. A oposição lulista, que montou ali seu palanque eleitoral e foi tratada pela mídia militante como gente séria e imparcial, puxava da cartola uma narrativa atrás da outra. Tentaram colocar a pecha de anticiência no governo, mas novos estudos mostraram a ineficácia dos lockdowns pregados por esses radicais autoritários. Tentaram colar a imagem de corrupção, mas foi em vão, enquanto o Covidão, abafado pela CPI circense, levou a mais operações policiais no Nordeste. E tentaram vender a ideia de negligência criminosa dos gestores, mas era tudo falácia:  Cada discurso eleitoreiro produzido por figuras como Renan Calheiros, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues, todos hoje assumidamente aliados de Lula, foi por água abaixo com o tempo. Não obstante, não há qualquer constrangimento, qualquer tentativa séria de travar um debate construtivo. A esquerda vive disso: pura demagogia.

Tanto que hoje deputadas "sérias" e "moderadas" como Tabata Amaral responsabilizam o governo federal pelo aumento do analfabetismo e a queda do salário mínimo, como se nem tivesse acontecido uma pandemia, ou ainda pior, uma reação insana a essa pandemia que foi defendida justamente por essa turma esquerdista, e condenada por Bolsonaro.

Uma alternativa ao investimento público é o sistema de vouchers, em que o cidadão usa o crédito dado pelo governo para escolher um fornecedor privado, como escola, creche ou mesmo hospital.

O que a Igreja Católica acha do “católico” Biden ser a favor do aborto

A esquerda é mesmo muito cara de pau. Acusam os outros do que são e fazem. É o caso do lance da campanha antecipada. Lula pede abertamente voto, assim como a decadente cantora Daniela Mercury, que tinha milhares e milhares de motivos para estar naquele palanque, e nada acontece. Mas acusam Bolsonaro de fazer campanha antecipada por andar de moto com apoiadores, algo que ele tem feito desde o começo do seu governo!

Para ser um típico esquerdista, repito, é preciso abandonar qualquer resquício de memória e de honestidade intelectual. É só assim que alguém pode, por exemplo, cair na ladainha ridícula de um Lula de "centro". O esforço de colocar Alckmin ao lado serve justamente para esse intuito enganador, mas não tem tido sucesso. Se Alckmin é que passa a cantar o hino comunista, então o truque já falhou na largada. Tanto que o PT não conseguiu enganar nem o Estadão tucano, cujo editorial de hoje rechaça a narrativa do Lula centrista: A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva está estruturada em dois eixos retóricos: a ideia de que sob os governos petistas os brasileiros eram felizes e não sabiam e a de que Lula se move rumo ao centro para construir uma frente ampla apta a “salvar a democracia”. [...] Por décadas o lulopetismo foi o maior responsável por excitar a atmosfera do “nós” contra “eles” que asfixiou o pluralismo democrático e criou as condições para que Jair Bolsonaro alavancasse seu projeto de poder. [...] A história do PT sempre foi a tentativa de desmoralizar a direita como “inimiga do povo” e de submeter a esquerda ao seu projeto de poder. Não há nada que permita duvidar de que essa atitude se mantém. [...] Lula foi à feira e encontrou um “chuchu” barato para enganar os incautos. Alckmin, outrora adepto da cartilha liberal, agora aplaude até a Internacional Socialista. Mas quantos passos Lula deu rumo às ideias centristas supostamente representadas por Alckmin, como a responsabilidade fiscal ou a abertura de mercado? Nenhum. Prova disso é que, além dos partidos de sempre, como PCdoB, PSOL e PSB, nenhuma outra legenda ou líder de centro aderiu à sua “frente ampla”. Todos os esforços marqueteiros para mesclar o verde e amarelo ao vermelho ou ocultar o histórico de atentados do PT à economia e à democracia não disfarçarão o fato de que a tal “frente ampla” nada mais é que o velho bloco do “eu sozinho” de Lula.

Até que quando o Estadão deixa sua obsessão antibolsonarista de lado por um segundo consegue produzir algo decente. É preciso ser muito trouxa para acreditar no Lula moderado. Até porque o próprio ex-presidiário tem feito as ameaças abertamente, quando fala fora do script, deixando transparecer sua real essência autoritária e radical. É mais uma narrativa falsa da esquerda que não sobrevive ao teste do tempo. Uma a uma, as narrativas esquerdistas vão desabando, seja para demonizar o governo atual, seja para apagar o passado petista...

Rodrigo Constantino, colunista - Gazeta do Povo - VOZES

 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Gleisi, Wagner, o rabino Hilel e o “esconde ou exibe” Haddad. Presidente do PT leva paradoxo ao ridículo e expõe juízo perigoso em um artigo

O PT se manifesta de dois modos na imprensa nesta terça. Na Folha, Gleisi Hoffmann assina um artigo em que, vá lá, afirma o trivial e o esperado enquanto o TSE não declara a inelegibilidade de Lula: o PT vai até o fim e coisa e tal; é ele o candidato; não vamos desistir etc. Levado o texto na ponta do lápis, temos o paradoxo a serviço do ridículo. Já chego lá. A outra voz é a de Jaques Wagner. Judeu, o ex-governador da Bahia e agora candidato ao Senado deve ter se lembrado de ecos de rabino Hilel, o Ancião: “Se não eu por mim, quem por mim? Se eu for só por mim, quem sou eu? Se não for agora, quando?” Traduzo a minha citação adaptada: se Lula não lutar por si, quem lutará? Se Lula lutar só por si, quem é Lula? Se não se começar a divulgar o nome de Fernando Haddad agora, quando?

Há, visivelmente, duas posturas em curso. Gleisi, obedecendo às ordens do chefão, está entre aqueles que gostariam de esconder Haddad ou de limitar a sua fala à condição de mero porta-voz do “verdadeiro candidato”. E há os que entendem, como Wagner que sempre se mostrou mais realista nesse processo; ele defendia a aliança com Ciro Gomes —, que a estratégia de substituição tem de ser posta em prática já. Os petistas que se entendam. Problema deles. Para quem olha de fora, no entanto, como é o meu caso, resta um julgamento: uma atitude é basicamente irracional, assentada no pensamento mágico, e a outra reconhece os limites da realidade. Antes que volte a esse ponto, uma observação sobre o texto de Gleisi.

A presidente do PT torna ilegítima, em seu artigo, até mesmo uma eventual eleição de Haddad. Escreve a preclara: “Se [as instâncias judiciais] negarem esse caminho [candidatura de Lula] à nação, estarão assumindo as responsabilidades e consequências por fraudar a soberania do voto.”

Logo, mesmo a eventual eleição de Haddad será, segundo a senadora, uma fraude. Caso venha a vencer e caso tenha início um movimento para derrubá-lo, ainda que por vias ilegais e ilegítimas, esta Varoa de Plutarco diria: “Estão derrubando um presidente ilegítimo”.
No PT d’antanho, um artigo como esse passaria por várias mãos, até sair no jornal. Nestes tempos de racionamento da dialética do esclarecimento, Gleisi deve ter escrito o artigo sozinha, se é que me entendem.

O racional e o racional Wagner não está propondo nada de muito difícil, nada que Gleisi não possa entender. Ele defende que o nome de Haddad passe, desde já, a ser oferecido como alternativa ao eleitorado lulista, ao eleitorado mais amplamente petista e ainda ao mais amplamente indefinido. O que a legenda tem a perder? Se a Justiça for sensível aos argumentos do PT, Lula será sagrado candidato, sai da cadeia, elege-se presidente e pronto! A mecânica celeste do petismo volta ao seu lugar. Caso, no entanto, o partido seja malsucedido, aquele que aguarda no banco já entra com algum apoio da torcida. Objetivamente, perde-se o quê? É o racional.

Mas parte do PT é presa da suposição mística, estúpida, irracional mesmo, de que basta afirmar que Lula será o candidato até o fim para que ele seja candidato… até o fim.
Gleisi fala genericamente em “precedentes” da Justiça Eleitoral, que não se aplicam ao caso. E insiste que o petista foi condenado sem provas — foi mesmo! —; que se aplicou um andamento de exceção a seu processo — é verdade; que o julgamento no TRF-4 teve a cara de um concerto, de um arranjo. E eu também acho. Mas e daí?

Será que essa argumentação será eficiente para que o TSE declare a sua elegibilidade? O que ela pretende? Que a corte eleitoral seja empregada como instância revisora do julgamento do TRF-4? Gleisi pretende que a Justiça Eleitoral atue como instância superior do processo penal? Vamos convir: quanto mais se insiste na mistura desses dois domínios, mais o aparelho judiciário se encarregará de fazer a distinção entre eles.  Não é por outra razão que a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo, fez nesta segunda uma candente defesa da Lei da Ficha Limpa, que seria, segundo ela, um primor. Trata-se, na verdade, de um monstrengo, que contou, no entanto, com o apoio das esquerdas, do PT em particular, e de Lula, que a sancionou sem vetos. É um tanto ridículo que uma ministra da corte constitucional decida fazer a defesa de uma lei em particular. Ao optar por esse procedimento, resolve fazer política, não é? É claro que está se referindo, ainda que indiretamente, a Lula. Como já o fez Luiz Fux, ainda na presidência do TSE. A nova comandante do tribunal, Rosa Weber, é outra entusiasta dessa estrovenga legal.

Ainda que assim não fosse, que diferença faria? A lei está aí.  O paradoxo que conduz ao ridículo na argumentação de Gleisi parte do princípio de que uma conspiração político-judicial operou para tirar Lula da eleição. Digamos, por hipótese, que tenha existido. Faz sentido, então, esperar que esse mesmo aparelho devolva a elegibilidade a Lula, juntando, assim, aos exotismos passados mais um, a saber: o desrespeito à Lei da Ficha Limpa?
Nada, por óbvio, faz sentido na argumentação de Gleisi.
E, como se nota, ela flerta abertamente com o perigo ao considerar, por princípio, ilegítima uma eleição sem Lula. Ilegítimo, pois, nessa perspectiva, seria o vencedor desse certamente — mesmo, segundo as suas palavras, que seja um petista.

Blog do Reinaldo Azevedo

 

segunda-feira, 23 de março de 2015

O que vale para Toffoli, vale para Zavascki e também Janot



Sempre aprendi na experiência da justiça, que o juiz que está preso à amizade, ou é ligado a determinada agremiação, tendo sido advogado dele, devia para bem de sua consciência e a da coletividade, dar-se por suspeito. É o caso do Ministro Toffolli. Não é bondade, é obrigação de Magistrado. Nenhum colega percebeu sua suspeição, para julgar o caso da Lava-Jatos. O que talvez me faça cego, surdo e mudo. Ou o instrumento de suspeição foi suprimido do código e eu não sei. Se na anterior instância, cabe recurso. Na superior, o julgador resolve por sua conta e é fato consumado. Até a astúcia do governo é fato consumado. E a Petrobras ainda não abriu todas as suas entranhas. Há algo podre no reino da Dinamarca.

O Ministro Toffolli, petista reconhecido, ex-advogado do PT, defensor de Dirceu, no Mensalão incrivelmente não se deu por suspeito. Depois foi colocado a dedo, como Presidente do Supremo Tribunal Eleitoral, para o decisório das eleições e ninguém pareceu se dar conta, nem seus confrades, quando é evidente a sua suspeição. Porque ninguém se arreda de seu passado. Nem o passado se arreda do presente. E o que repete e se repete não é acaso, é objetivo e este governo não é confiável. E nada do que diz, cumpre. Quer apenas permanecer no poder.

Tal Ministro não contente em dirigir as eleições, e era a pessoa menos indicada, com sua vinculação com o partido vencedor, lulista convicto, após entrevista com Dilma, que evita o contato humano, a não ser para seu interesse, entrevista estranha, apresenta-se como o novo juiz dos casos da Lava-Jatos. Será que não repara a reação geral? Será que o Supremo não está se dando conta disso, ou tudo é permitido? Até quando abusará de nossa paciência? Quem julgará os julgadores? Só a imprensa percebeu essa sinuosa manobra. E não é mais aceitável num país dito democrático e num tempo de suspeita, estando Dilma entre os nomes do desastre

Lutei contra a ditadura militar e não aceito a ditadura do PT, nem sua manipulação (vejam os condenados do Mensalão ou estão em casa, ou estão liberados) e não admite a alternância do poder. Pelas manifestações o povo não suporta mais Dilma e se impõe o remédio legal, que é o impeachment. E todos entendem, desde as pessoas nas ruas, que o que acontece no país não é democracia, é o abuso de alguns sobre todos. Mas a vergonha, o roubo, a vilania, a manipulação, a inflação, o encargo sobre os direitos trabalhistas não podem permanecer.

Falei de um Ministro que já serviu antes o governo e agora se oferece para julgar a Lava-jato. Ninguém pode levantar nada sobre a dignidade pessoal dele, nem cabe, mas a suspeita vem das circunstâncias que o cercam, das ligações com o PT conhecidas por todos, da insistência de julgar processos que deviam, no mínimo,  afastá-lo do julgamento, por que ninguém , também ele, não está acima de qualquer suspeita, com tendência, como vimos no Mensalão: absolutória. E onde também, absurdamente, não se deu por suspeito. E não será dará nunca por suspeito, por mais suspeito que seja? 

Ou estamos brincando de justiça, como brincamos de eleição, quando falta a imparcialidade que é apanágio do julgador, mesmo que ele o diga que a tem, mas como afirmava Ortega y Gasset – “o homem existe com suas circunstâncias”. E o País não pode estar cego diante de tais manobras. O julgador está sujeito ao temperamento, ao mundo que o cerca, aos amores e desamores, tosses, intempéries, mal humor... coisas humanas. E o tal Ministro ofereceu-se por vontade a tal desígnio. Diz o Padre Vieira: ”Quem julga com o entendimento, pode julgar bem e pode julgar mal: quem julga com a vontade nunca pode julgar bem”. E nem creio que o faça. Por suspeito, ainda que faça de conta que não seja, o Brasil sabe todo que o é.

Por: @Carlos Nejar é da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Filosofia.

Site: A Verdade Sufocada

sexta-feira, 6 de março de 2015

Paralisação dos rodoviários (em verdade, baderneiros) deixa 500.000 passageiros sem ônibus



A parcialidade do governo com os baderneiros é mais descarada possível. Quando os grevistas não são da corja petista, lulista ou cutista – caso dos caminhoneiros – o governo age com toda energia.
Usa tropa de choque, multa o Sindicato por dia parado, usa as multas de trânsito para identificar e punir os integrantes do movimento.

Quando a paralisação envolve integrantes de organizações terroristas ligadas ao desgoverno a ordem é correr frouxo – caso dos rodoviários = baderneiros -  que com frequência quase diária paralisam o transporte público rodoviário, prejudicando milhares e milhares de passageiros.

Podem parar toda a cidade, a hora que quiserem, sem que sofram nenhuma sanção. E, devemos ter em conta que é uma categoria que exerce um serviço público essencial que não pode ser paralisado sem cumprir todas as normas exigidas em lei.

Sem salários, rodoviários da Marechal e da Pioneira fazem paralisação
A interrupção do serviço deixa mais de 1.100 ônibus sem circular e afeta ao menos 13 regiões do Distrito Federal.

Os brasilienses que dependem do transporte público voltam a enfrentar transtornos nesta manhã de sexta-feira (6/3) com a paralisação de duas empresas de ônibus: Marechal e Pioneira. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, os trabalhadores reclamam novamente o atraso no pagamento dos salários, que deveria ter sido realizado nessa quinta-feira (6/2). A interrupção do serviço deixa mais de 1, 1 mil ônibus sem circular e afeta ao menos 500 mil usuários do transporte em 13 regiões do Distrito Federal.

A paralisação interrompe o transporte público em São Sebastião, Itapoã, Paranoá, Varjão, Park Way, Gama, Santa Maria, Ceilândia, Águas Claras, Vicente Pires, Taguatinga, Samambaia e Recanto das Emas.