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sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Livro de Brilhante Ustra foi usado para embasar palestra que seria dada por Ernesto Araújo - Bela Megale



O Globo








Um grupo diplomatas do Itamaraty recebeu o livro “A Verdade Sufocada”, do ex-chefe do DOI-CODI, Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado por tortura na ditadura militar, para embasar uma apresentação que estavam preparando para o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, fazer a países estrangeiros. [registre-se que a condenação por tortura do coronel  Carlos Alberto Brilhante Ustra, não foi confirmada em segunda instância, não tendo nenhum valor jurídico.]

Há cerca de três meses, o chanceler falaria sobre o Foro de São Paulo, uma reunião de partidos de esquerda e centro-esquerda da América Latina, ao Grupo de Lima, fórum de articulação política criado para acompanhar e crise na Venezuela.

A orientação dada diretamente pelo assessor de Araújo à área encarregada de preparar a palestra era se basear no livro de Ustra para mostrar a história da esquerda no Brasil. A palestra ficou pronta, mas acabou não acontecendo, segundo integrantes do Itamaraty. No entanto, o ministro foi bem sucedido no seu esforço para emplacar, no comunicado emitido pelo Grupo de Lima, em julho, uma manifestação de rejeição ao Foro de São Paulo.  

Por mais de uma vez, o presidente Jair Bolsonaro já se referiu a Ustra como “herói nacional”. Ontem, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse que o livro do torturador traz a verdade sobre a atuação da esquerda na ditadura militar.

Bela Megale - Blog em O Globo
 
 

sábado, 4 de maio de 2019

Venezuela: aposta em Cuba é uma lufada de ar



Num instante em que o chanceler brasileiro Ernesto Araújo ensinava a novos diplomatas em Brasília que diplomacia se faz com "sangue nas veias", seus colegas do Grupo de Lima injetaram sangue-frio nas negociações para a resolução pacífica da crise na Venezuela. A carta de Cuba entrou formalmente no baralho. Pode resultar em nada. Entretanto, privar-se dessa aposta não seria apenas um erro, mas uma burrice.

Produziu-se uma guinada. O grupo se descola momentaneamente de Washington, onde estão os arqui-inimigos de Nicolás Maduro. Encosta-se em Havana, onde se encontram os amigos mais fraternos do ditador. O objetivo é, claramente, o de instalar no incêndio venezuelano uma porta de emergência. Cruzando-a, Maduro seria conduzido em segurança para Cuba com seus familiares e sequazes. Integram o Grupo de Lima: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela (representada por um preposto de Juan Guaidó, que lidera a oposição a Maduro). Além de tentar atrair Cuba para a trincheira da solução diplomática, decidiu-se solicitar uma reunião de emergência com o Grupo Internacional de Contatos da Venezuela.

Criado há três meses por iniciativa da União Europeia, o 'Contatos' é majoritariamente composto por países europeus: Alemanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido. Mas tem um puxadinho latino-americano, pois inclui Bolívia, Equador, Uruguai e Costa Rica. O grupo notabiliza-se por defender eleições livres como solução para a encrenca venezuelana, sem especificar quem se encarregaria de organizar o pleito. A reunião dos grupos pode ocorrer já no início da semana, na Costa Rica, país que integra os dois colegiados. Ao embaralhar as cartas, incluindo no jogo Cuba e os países do 'Contatos', o Grupo de Lima como que renova o ar no porão das negociações em torno da Venezuela. Sai a bruma ideológica. Entra uma lufada de pragmatismo.

Ironicamente, as novas apostas reforçam o papel secundário desempenhado pelo Brasil. Sob Jair Bolsonaro, Cuba vem sendo tratada com os pés desde o alvorecer do novo governo, quando o capitão mandou embora os médicos cubanos do extinto programa Mais Médicos. Quanto ao Grupo de 'Contatos com a Venezuela', o chanceler Ernesto Araújo já afirmou que "não é uma iniciativa útil". Resta agora saber que utilidade pretende ter o Brasil nos novos desdobramentos da crise. As orientações recebidas por Araújo no início da semana, em sua visita a Washington, estão com o prazo de validade vencido.  De resto, vai-se descobrir nos próximos dias qual é o tamanho da fenda que oposicionista Juan Guaidó diz ter aberto nas forças armadas venezuelanas. Se a rachadura atingiu o alto comando, Maduro pode se sentir tentado a incluir a carta de Cuba também no seu baralho. Se os generais que sustentam o ditador enxergarem alguma perspectiva de manter os privilégios e a impunidade, a crise continuará pendurada nas manchetes por mais tempo.




 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Pobre Venezuela

A eventual prisão de Juan Guaidó pode ter consequências mais graves do que as anteriores devido ao rol de países que o apoiam

A crise na Venezuela está mais próxima do agravamento do que da distensão. Na terça-feira passada, a Assembleia Constituinte, controlada pelo ditador Nicolás Maduro, acolheu um pedido do Tribunal Supremo de Justiça, apêndice chavista no Poder Judiciário, e cassou a imunidade parlamentar de Juan Guaidó. A medida abre caminho para a prisão do autoproclamado presidente constitucional do país.

Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, órgão do Poder Legislativo composto por deputados legitimamente eleitos, foi reconhecido há três meses como presidente de jure da Venezuela por países que compõem o Grupo de Lima, incluindo Brasil, Estados Unidos e União Europeia. No final de fevereiro, Guaidó iniciou uma série de viagens em busca de apoio político e ajuda humanitária para seu país. O périplo incluiu Brasil, Colômbia, Paraguai, Equador e Argentina. Sua mulher, Fabiana Rosales, foi recebida pelo presidente norte-americano, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca no final do mês passado.

Para o Tribunal Supremo de Justiça, Guaidó teria violado uma proibição de se ausentar da Venezuela, entre outras “ilegalidades”. O presidente interino, obviamente, diz não reconhecer o interdito. A Corte é a mesma que deu ares de legalidade ao simulacro de eleição realizado em maio do ano passado, do qual Nicolás Maduro saiu vitorioso. Fortes indícios de fraude e ausência de candidatos oposicionistas naquele pleito foram duas das razões que levaram mais de 50 nações a não reconhecerem o resultado das urnas.

A prisão de líderes opositores é uma prática corriqueira do regime de Nicolás Maduro. Antonio Ledezma, Henrique Capriles e Leopoldo López que o digam. A eventual prisão de Juan Guaidó, no entanto, pode ter consequências mais graves do que as anteriores porque não se sabe quais seriam as reações de alguns países que compõem o expressivo rol de nações que o apoiam, em especial os Estados Unidos.
Em toda oportunidade que tem, o presidente Donald Trump faz questão de dizer que uma intervenção militar na Venezuela é “uma das cartas sobre a mesa”. Trata-se de um cenário improvável, mas, em se tratando de Trump, a apreensão é compreensível. Juan Guaidó, ao menos em público, mantém-se firme na articulação pela queda de Nicolás Maduro e posterior convocação de nova eleição. “Nada irá nos deter. Não vamos parar por medo de ameaças”, disse.

Sejam quais forem a gravidade e a extensão dos desdobramentos de uma abrupta retirada de Juan Guaidó do panorama político da Venezuela, uma coisa é certa: o povo venezuelano continuará sofrendo com as severas consequências da maior crise humanitária da América do Sul em muitas décadas.  Ontem, a organização não governamental Human Rights Watch divulgou um relatório em que classifica a situação na Venezuela como “emergência humanitária complexa”. É um termo técnico que justificaria a intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU) no país. De fato, a entidade pede que a ONU dê uma “resposta forte” à crise humanitária pela escassez de medicamentos e comida no país vizinho.

O relatório foi elaborado em conjunto com especialistas da Universidade Johns Hopkins. De acordo com Shannon Doocy, uma das médicas da universidade americana que trabalharam na elaboração do documento, “o colapso absoluto do sistema de saúde da Venezuela, combinado com a escassez generalizada de alimentos, está exacerbando o calvário que os venezuelanos estão vivendo e colocando mais pessoas em risco”



Ela alerta que, sem a intervenção da ONU, a crise não terá fim e mais vidas serão perdidas. No ano passado, Nicolás Maduro reconheceu, pela primeira vez, que a Venezuela passava por uma crise humanitária e autorizou a entrada de ajuda da ONU no país.


Tudo não passou de mais uma de suas ações diversionistas. Tampouco a ajuda oferecida pelo Brasil e pela Colômbia este ano pôde chegar aos destinatários.




sexta-feira, 1 de março de 2019

Venezuela e Cuba

Agentes cubanos vigiam os militares, suas famílias, e ameaçam os dispostos a abandonar Maduro

O vice-presidente Hamilton Mourão atribui a resistência da cúpula das Forças Armadas venezuelanas, entre outros motivos, a uma ação de agentes cubanos que vigiam os militares, suas famílias, e ameaçam os que pareçam dispostos a abandonar o ditador Nicolás Maduro para aderir ao governo de transição de Guaidó. A revelação foi feita em entrevista para a GloboNews na noite de quarta-feira, e dá uma nova dimensão ao apoio que o governo Bolsonaro vem dando ao governo que se anuncia como o substituto legal de Maduro.
Mourão foi o representante brasileiro na reunião do Grupo de Lima que reiterou seu apoio ao governo de transição e rechaçou a possibilidade de uma intervenção militar com o apoio dos Estados Unidos. Mas a negativa de que o território nacional pudesse servir de ponte para uma invasão militar não significa que os militares brasileiros se recusam a ser parceiros dos americanos nessa luta política para derrubar Maduro. O vice-presidente reafirmou a parceria com os Estados Unidos na defesa da democracia e descartou que o petróleo seja a razão por trás da ação dos americanos na Venezuela. Ele chegou a avaliar que o petróleo já não seja um ativo tão poderoso quanto já foi, estando com os dias contados como principal força de energia do planeta. Mourão relacionou questões ambientais e novas energias alternativas como indicadores de que o petróleo já não vale uma guerra. Ainda mais o petróleo venezuelano, que é muito pesado e necessita ser trabalhado por refinarias especiais.

O general Mourão conhece bem a região amazônica, pois, além de ser filho de um natural da região —ele chega a se identificar como índio—, comandou a região militar do Amazonas. Por isso, sua opinião sobre a obra da linha de transmissão de energia de Tucuruí para Roraima teve peso especial. Pela segunda vez em dois meses de governo, o presidente Bolsonaro convocou o Conselho Nacional de Defesa, formado pelos presidentes dos três Poderes e mais vários ministros, desta vez para conseguir a autorização de construir o linhão que levará energia de Tucuruí para Roraima sem que os índios waimiriatroari, que ocupam uma reserva no traçado da linha, possam impedir a obra, como vem acontecendo desde 2011. A primeira vez foi para decidir a participação do Brasil na ajuda humanitária aos venezuelanos. Os dois temas são conexos. [é presidente Bolsonaro, as coisas estão complicadas;
- a ajuda humanitária as Forças Armadas da Venezuela não aceitam, por determinações de Maduro; 
- a construção do linhão -  que livrará Roraima da dependência energética - os índios (os maiores latifundiários do Brasil) não permitem. 
Faz falta o Conselho de Segurança Nacional, mais ágil e decidido que o atual Conselho de Defesa.
 
Para complicar até uma obra que significa a independência do Brasil em termos energéticos ainda é criticada quando decidem realizar - logo aparece os que acham que a liberação é para favorecer políticos.
No Brasil o interesse de menor importância é o do POVO. Por essas e outras é que os índios, que não são bobos, querem ser uma nação indígena dentro do Brasil e só receberem os bônus.]
 
A ligação entre Manaus e Boa Vista foi considerada como alternativa energética estratégica. Com isso, o governo pode usar uma salvaguarda decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que define que o usufruto dos índios não se sobrepõe, entre outros casos, ao interesse da política de defesa nacional e à exploração de alternativa energética de cunho estratégico. Essa decisão foi tomada no julgamento da reserva indígena Raposa Serra do Sol. O relator, ministro Ayres Brito, hoje aposentado do STF, definiu condições para que a reserva fosse mantida. Mas, preocupado com os interesses nacionais, deixou claro no acórdão que não existem povos indígenas, e sim etnias. Também não existe “território indígena”, uma definição política que não deve ser usada para o usufruto dos indígenas. Ayres Brito insiste também em que não existe “nação indígena”. “Nação, só a brasileira.”
Roraima depende da energia que vem da Venezuela para seu abastecimento, e sofre constantemente de apagões. Quando acontecem, as termelétricas são acionadas, o que transforma a energia de Roraima na mais cara para os brasileiros. Só este ano está previsto um gasto de R$ 600 milhões, que é repartido pelos consumidores de todo o país. Os índios que vivem naquela região consideram que o território em que passará parte do linhão é sagrado, e não se chega a um acordo sobre o tema há oito anos. Há ainda um componente político curioso nessa manobra que permite uma obra importante que se arrasta há muito tempo: um dos maiores interessados na manutenção da termelétrica que abastece Roraima em caso de apagão é o ex-senador Romero Jucá, que teria o controle político e econômico da empresa que ganhou a concessão. Jucá diz que são intrigas regionais, mas o fato é que o assunto foi levantado na reunião do Conselho de Defesa Nacional no Palácio do Planalto.
 
A coluna volta a ser publicada no dia 7. Bom carnaval a todos.
 
Merval Pereira - O Globo 



terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Maduro, larga o osso!

Desde já, avaliação é de que os EUA são o grande vitorioso da queda iminente de Maduro

Os gravíssimos problemas da Venezuela foram afunilando para uma única cara, uma única voz: as do presidente ilegítimo Nicolás Maduro, incapaz de admitir a obviedade de que suas condições de governabilidade se esgotaram e agarrado a uma lasca de poder como cão faminto, quando faminta de fato está a população. Como disse ontem o vice Hamilton Mourão, que participou da reunião do Grupo de Lima, na Colômbia, não existe a possibilidade de intervenção militar e a estratégia é manter uma ação conjunta e a pressão financeira e econômica, até asfixiar o regime. O resto, quem tem de fazer são os próprios venezuelanos.
Depende da opinião pública, das lideranças políticas, do comando do Judiciário e das Forças Armadas do país garantir a deposição do ditador, que impediu a entrada de remédios e alimentos que aliviariam a dor de seu povo e perde os apoios que lhe restam. Maduro é um cadáver político e deve acordar de sua insanidade, antes que um tresloucado transforme a metáfora em realidade. Uma tragédia dessas não está fora do horizonte. Os inimigos e adversários de Maduro não suportam mais sua audácia e podem estar a um passo de “mandar às favas os escrúpulos de consciência”, o que não seria inédito na história do continente. Do outro lado, os ainda aliados dele sabem que não há luz no fim do túnel e podem passar a preferir um Maduro “mártir” a um Maduro podre e fora de si.
Seja como for, por renúncia ou ação institucional, a queda parece iminente e já começa uma outra etapa: a da avaliação de perdas e ganhos. Quem mais lucra são os Estados Unidos, que voltam com tudo para a América do Sul, agora “saneada” dos regimes de esquerda e embalando a direita, como no Brasil. O vice americano, Mike Pence, postou-se ao lado do autoproclamado presidente Juan Guaidó e tornou-se a estrela do Grupo de Lima em Bogotá. Ameaçou os militares venezuelanos – “Vocês serão responsabilizados” – e incitou as outras nações a seguirem o exemplo dos EUA, congelando ativos dos líderes chavistas e da petroleira PDVSA em seus países.
Enquanto Pence brilhava na Colômbia, a subsecretária de Estado para o Hemisfério Sul, Kimberly Breier, desembarcava no Brasil para encontros com o presidente Jair Bolsonaro, o chanceler Ernesto Araújo e... o deputado Eduardo Bolsonaro. Em pauta, a Venezuela. Por que o deputado? Porque ele não é só filho do presidente da República, como também “o cara” da política externa da “nova era”, que sabatina os candidatos a chanceler, bate o martelo no de sua preferência, foi o primeiro enviado do novo governo à Casa Branca. Não satisfeito em meter na cabeça um boné da campanha de reeleição de Donald Trump, Eduardo Bolsonaro acaba de divulgar um vídeo dele próprio apoiando ardorosamente, ao microfone, um muro entre os EUA e os mexicanos.
Seria ótimo saber o que Forças Armadas, os grandes diplomatas, os nacionalistas e os simplesmente de bom senso pensam disso no Brasil. Inclusive o vice Mourão, que teve uma participação devidamente prudente em Bogotá. Aliás, essa é a palavra-chave: prudência.
O Grande Irmão. A colega Renata Cafardo informa que o MEC enviou e-mail a escolas públicas e particulares, exigindo, ops!, recomendando que elas leiam diante da Bandeira, gravem e enviem ao ministério o vídeo da leitura de uma mensagem do ministro Vélez Rodrigues para alunos, professores e funcionários, que termina com o lema bolsonarista: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!” Uso das crianças para fins políticos, seja para que lado for, é o fim da picada.
 
Eliane Cantanhêde - O Estado de S. Paulo
 
 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Militares do Brasil reprovam tom bélico de Guaidó



A ação humanitária de sábado produziu mortos e feridos sem atravessar nenhum saco de comida ou frasco de remédio para dentro da Venezuela. Depois desse fiasco, avaliam os militares brasileiros, o pior que poderia acontecer seria uma escalada belicista como a que começa a se esboçar na retórica de Juan Guaidó, o autoproclamado presidente interino da Venezuela.

Na noite deste domingo (24), o blog ouviu um dos ministros fardados do governo Bolsonaro sobre a hipótese de intervenção militar externa na Venezuela, admitida por Guaidó. O ministro informou que essa carta não consta do baralho do Brasil. Se for mencionada na reunião do Grupo de Lima, marcada para esta segunda-feira, deve ser refugada pelo vice-presidente Hamilton Mourão. Avalia-se que um eventual confronto armado transformaria o Brasil numa espécie de figurante no meio de protagonistas de peso. Ao lado de Juan Guaidó, os Estados Unidos. Na trincheira de Maduro, China e Rússia. O ministro que conversou com o blog recordou que, ao autorizar a participação do Brasil na missão humanitária deflagrada no sábado, Bolsonaro fixara "uma regra de ouro", segundo a qual "nenhum militar ou policial brasileiro poderia cruzar a fronteira com a Venezuela." Caberia aos venezuelanos levar mantimentos e medicamentos para o seu território, lidando com o bloqueio das forças leais a Maduro. [com o devido respeito, esse ministro fardado deveria levar em consideração que as tropas venezuelanas estão efetuando disparos de armas de fogo, com munição letal, contra pessoas e outros alvos em território brasileiro

Os disparos são efetuados do território venezuelano, mas os alvos estão no território do Brasil  - o que caracteriza evidente agressão dos venezuelanos à Soberania do Brasil e que exige um imediato revide.

Qualquer um dos nossos dois leitores há de concordar que se um individuo começa a efetuar disparos contra nossa casa, esteja ele na rua ou em outra casa, temos o DIREITO e o  DEVER de revidar.]

Representante de Bolsonaro no encontro do Grupo de Lima, a realizar-se na Colômbia, Hamilton Mourão levou uma segunda baliza fixada pelo presidente. Se for necessário, o Brasil deixará claro que, em caso de confronto, não permitirá que seu território seja usado como porta de acesso à Venezuela. O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, participará da reunião como observador. No seu esforço para prevalecer sobre Maduro, Guaidó agora fala em "sugerir à comunidade internacional de maneira formal que devemos ter abertas todas as opções". Intervenção militar externa?, perguntou-se a ele. E Guaidó: "Eu quis dizer exatamente isso, que devemos considerar todas as opções".

[Bolsonaro precisa se decidir - ele, presidente da República, e não os filhos - parlamentares.
Que tipo de participação ele deseja para o Brasil na ação contra Venezuela. As balizas tornam desnecessária a presença militar  do Brasil na região - exceto para ações de rotina e característica de tropas estacionadas em fronteiras.

Baliza UM - nenhum militar ou policial brasileiro pode cruzar a fronteira com a Venezuela;
Baliza DOIS -  o  território brasileiro não poderá ser usado para acesso ao território da Venezuela.

Esqueceu o nosso presidente de combinar com Maduro uma terceira baliza: o território do Brasil não poderá ser usado pelas tropas venezuelanas como 'caminho' dos projéteis disparados por aquelas tropas contra alvos em território brasileiro.

Sinceramente, com uma participação dessa natureza o Brasil está bem próximo, se ainda não estiver, da condição de figurante em um conflito que ainda não começou e que por enquanto só envolve as tropas da Venezuela.

O que complica de verdade é que o Brasil entrou na chuva e agora não quer se molhar e fica mal procurar abrigo.

O que resta é se molhar e molhar os venezuelanos - sendo que tudo indica que  se o Brasil exercer o DIREITO e OBRIGAÇÃO de defender sua Soberania, estará sozinho.

A Colômbia apesar de  estar em posição mais beligerante e do fato da Venezuela ter rompido relações diplomáticas, não teve sua Soberania violada - o Brasil não pode dizer o mesmo. ]