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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

EUA cobram resultados concretos de Israel na proteção de civis em Gaza

Em visita a Tel Aviv, conselheiro de segurança nacional, Jake Sullivan, diz que enxerga 'intenção' de Israel para evitar mortes entre a população palestina

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, afirmou nesta sexta-feira, 15, que embora os Estados Unidos enxerguem a “intenção” de Israel em proteger a população da Faixa de Gaza em meio à guerra contra o grupo terrorista palestino Hamas, ainda não viram “resultados” concretos das medidas adotadas pelo exército israelense para evitar mortes de civis.

Em visita a Tel Aviv, Sullivan reiterou o apoio americano à causa israelense durante uma coletiva de imprensa, em meio a críticas veladas. Na véspera, a autoridade da Casa Branca se encontrou com o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu. “Israel seleciona seus alvos e tenta distinguir ataques que atingem o Hamas e aqueles que podem tirar a vida de civis inocentes”, afirmou a repórteres. “Israel tem a intenção de garantir que está traçando essas distinções de forma clara e sustentável. Queremos ver resultados à altura disso”, alfinetou.

+ EUA: metade das bombas que Israel lança em Gaza é ‘sem rumo’

Fardo e responsabilidade
No sutil tom de crítica,
já um pouco diferente do apoio total e completo que proferiram os Estados Unidos no início da guerra, o conselheiro de segurança nacional americano reiterou que terroristas do Hamas se escondem entre os civis, criando um “fardo incrível” para as Forças de Defesa de Israel (FDI), mas enfatizou que isso não justifica a morte de pessoas inocentes.

“Agora, esse fardo não diminui a responsabilidade das FDI de agir de uma forma que distinga alvos terroristas e pessoas inocentes, nem de tomar todas as precauções para proteger os civis e minimizar a perda de vidas”, acrescentou Sullivan.

+ Exército de Israel pune soldados por ‘violarem código de conduta’

“Também não diminui o fardo, a propósito, de garantir que assistência humanitária flua em quantidades suficientes para que o povo palestino tenha acesso a alimentos, água, medicamentos e saneamento”, disse ele, acrescentando que seu governo transmitiu essas mensagens “de forma bastante clara” a Netanyahu.

Autoridade Palestina
Também nesta sexta, Sullivan viajará para a Cisjordânia, território palestino parcialmente ocupado por assentamentos judeus. Lá, deve reunir-se com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Ramallah.
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Na mesma coletiva, o conselheiro da Casa Branca afirmou que a Autoridade Palestina, responsável pela administração da Faixa de Gaza até 2006 – quando foi expulsa pelo Hamas – precisa ser “renovada e revitalizada” para que possa voltar a governar o território após o fim da guerra.

+ Israel cancela viagem de chefe de inteligência da Mossad ao Catar

Caberá aos líderes da Autoridade Palestina trabalhar nos tipos de medidas que precisam tomar para reformar e atualizar a autoridade para a situação que enfrentamos hoje”, disse Sullivan, acrescentando que que o controle, a administração e a segurança de Gaza deveriam passar para os palestinos, algo que vai contra declarações anteriores de Netanyahu, que defende que Israel fique responsável pelo enclave após o conflito terminar.


Mundo - Revista VEJA

 


sábado, 9 de dezembro de 2023

Lula perde chance ao não ir à posse de Milei - Alexandre Garcia

Vozes - Gazeta do Povo 

Brasil e Argentina 

Domingo é dia de manifestações políticas nos dois principais países da América do Sul. No Brasil, em várias capitais; 
- na Argentina, em Buenos Aires, com a posse do novo presidente, Javier Milei. 
Estarão lá o ex-presidente Jair Bolsonaro e governadores como Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ronaldo Caiado (Goiás) e Jorginho Mello (Santa Catarina). 
Lamentavelmente, quem não vai estar presente é o presidente do Brasil, do principal país do Mercosul, que tem a Argentina como seu principal parceiro comercial na área – em todo o mundo, a Argentina é o terceiro parceiro comercial do Brasil, com muitos interesses em comum.
 
Seria um voo rápido de Brasília, não é como ir a Dubai
Em três horas e meia, no máximo, já se chega a Buenos Aires. Lula poderia marcar presença e voltar no mesmo dia. Mas não vai mandar nem mesmo o vice-presidente Geraldo Alckmin; no lugar está indo o ministro de Relações Exteriores, é uma representação, digamos, menor. 
que é o temor de vaias, enquanto Bolsonaro seria ovacionado pela multidão de partidários de Milei, que é muito parecido com Bolsonaro e muito diferente de Lula. De qualquer forma, seria uma oportunidade de demonstrar grandeza.[complicado se demonstrar o que não se possui.]
 
Outra oportunidade que está sendo oferecida a Lula – e cavalo encilhado não passa duas vezes – é a questão da Venezuela com a Guiana. 
Lula é quem tem mais possibilidades de demover Nicolás Maduro. 
Não há como imaginar o tamanho de uma guerra que vai literalmente envolver um estado brasileiro, Roraima. Não falo dessa “teoria da passagem”, em que eu não acredito, porque Venezuela e Guiana têm 500 quilômetros de fronteira terrestre, seca, ninguém precisaria passar por território brasileiro. 
Seria a grande oportunidade de Lula aparecer como pacificador, mas pelo jeito a pacificação virá dos Estados Unidos, que estão fazendo manobras na Guiana, avisando, dissuadindo Maduro, que por sua vez está imitando outro ditador, Marcos Pérez Jiménez. 
Em 1958, ele anunciou – exatamente como Maduro – que invadiria a Guiana para recuperar Essequibo, mas foi deposto por causa disso. 
Os militares venezuelanos não quiseram guerra e o depuseram.  
Outro ditador, o argentino Galtieri, inventou uma guerra com a Inglaterra, invadindo as Malvinas ou Falklands, foi derrotado e deposto, acabando com o ciclo militar na Argentina. Este é um argumento que Lula poderia usar com Maduro. Aliás, em 2006 Hugo Chávez botou uma estrela a mais na bandeira da Venezuela, representando Essequibo, e agora Maduro colocou a região no mapa da Venezuela. Na burocracia está tudo pronto, já está no mapa.
 
A lógica estranha de quem defende criminoso nas ruas
Uma prova de que o Brasil está maluco: a agência noticiosa oficial brasileira entrevistou um pesquisador e ele disse que quanto mais preso houve, mais crime tem. Não dá para entender
O sujeito que assassinou a argentina em Búzios estava com 15 anos de condenação por estupro e roubo, já tinha seis passagens na polícia, e estava solto! 
Ele tinha sido preso em regime fechado e depois foi para o semiaberto. Esse é o Brasil
E há quem se queixe quando as pessoas se armam para se proteger... é todo dia invasão de terra, invasão de prédio, quebra-quebra; alguém quer se vingar, vai lá e joga pedra, quebra o bar, quebra a loja.  
O país está ficando sem lei e o Estado não está cumprindo seu papel – o Estado não, que Estado é uma abstração: são os agentes do Estado.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Alexandre Garcia, colunista - Gazeta do Povo - VOZES

 

 

domingo, 5 de março de 2023

Teoria sobre origem da Covid em laboratório chinês é considerada “mais provável” por agência dos EUA - Gazeta do Povo

Wall Street Journal

Ideias

Covid-19 foi declarada pandemia pela OMS em março de 2020
Covid-19 foi declarada pandemia pela OMS em março de 2020| Foto: Pixabay

O Departamento de Energia do governo dos Estados Unidos considera que a pandemia de Covid-19 "muito provavelmente" surgiu de um incidente em um laboratório na China.  
A informação foi divulgada neste domingo pelo jornal americano Wall Street Journal (WSJ) e é baseada em um documento confidencial de inteligência que foi entregue recentemente à Casa Branca e a membros do Congresso.

De acordo com o WSJ, embora o Departamento de Energia tenha feito suas conclusões com "pouca confiança", o documento marca uma mudança de posicionamento da agência, que anteriormente estava indecisa sobre a origem do novo coronavírus. As novas informações que levaram o departamento a mudar sua conclusão não foram expostas.

O Departamento de Energia não é o primeiro órgão do governo americano a dar credibilidade à teoria de que o vírus da Covid-19 vazou de um laboratório em Wuhan, na China. Em 2021, um relatório do FBI já indicava "convicção moderada" sobre esta visão.

Outras agências do governo americano, porém, ainda julgam que a pandemia foi provavelmente o resultado de uma transmissão natural entre um animal silvestre e um humano.

Comentando a reportagem do WSJ, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse, porém, que não há "respostas definitivas" sobre a origem do vírus causador da pandemia de Covid-19. “Se obtivermos mais informações, iremos compartilhá-las com o Congresso e com o povo americano. Mas, agora, não há uma resposta definitiva que surgiu da inteligência sobre esta questão”, disse Sullivan em entrevista à CNN.

O conselheiro da Casa Branca afirmou ainda que há "diferentes pontos de vista" sobre a questão das origens da Covid-19 e destacou que alguns deles “simplesmente não têm informações suficientes para se ter certeza”.

Mundo - Gazeta do Povo 


domingo, 12 de fevereiro de 2023

Relatório Otálvora: o Brasil sob o controle do Grupo de Puebla

 
 Para os fins do Departamento de Estado, não há missão diplomática venezuelana nos Estados Unidos.
 
Relatório Otálvora - Edgar Otálvora
11 Fevereiro 2023 - @ecotalvora
Diario las Americas


Lula da Silva chegou a Washington no dia 09FEV2023 convidado por Joe Biden para realizar uma reunião de trabalho para reatar as relações entre os dois países após o virtual congelamento causado pela distância imposta simultaneamente por Biden e Jair Bolsonaro. 
Para Lula, foi a oportunidade de mostrar sua volta por cima ao cenário mundial, enquanto para Biden foi sua forma de ratificar a linha de não enfrentamento e cooperação condicional com os governos de esquerda que proliferam no Continente.

O brasileiro voltou a visitar a Casa Branca, onde já havia sido convidado por George W. Bush e Barack Obama. E, mais uma vez, Lula se apresentou como o interlocutor virtual entre os Estados Unidos e os governos de esquerda da América Latina, papel que os “meninos” de Biden acreditaram, sem sucesso, que o argentino Alberto Fernández poderia desempenhar.

Além disso, Lula trouxe para a mesa de Biden temas como mudanças climáticas, racismo, defesa da democracia contra ataques da direita radical e a guerra na Ucrânia com a qual buscou harmonia com a atual Casa Branca. Lula chegou aos EUA depois de anunciar em Brasília a ideia de promover um grupo de países que servem de intermediários entre a Ucrânia e a Rússia para negociar a paz, proposta que não teria sido comprada pelos anfitriões em Washington. A posição “neutra” do Brasil diante da invasão russa da Ucrânia, estabelecida por Bolsonaro e continuada por Lula, não agrada à diplomacia norte-americana. De fato, no comunicado conjunto emitido por Biden e Lula, os negociadores americanos exigiram uma linguagem que não deixa dúvidas sobre a culpabilidade da Rússia na “violação da integridade territorial da Ucrânia”.

A visita de Lula a Washington não causou o impacto esperado pelo brasileiro. O apoio financeiro que Lula buscou para um fundo de preservação da Amazônia mal restou como uma promessa de Biden de buscar recursos no Congresso. 
A declaração conjunta é uma lista de propósitos genéricos em matéria ambiental, comercial, de “trabalhar em conjunto para fortalecer as instituições democráticas” e “coordenar em temas como inclusão social e direitos trabalhistas, igualdade de gênero, equidade e justiça racial, e proteção da direitos das pessoas LGBTQI+”. Nenhuma declaração expressa sobre os governos ditatoriais do continente foi feita durante a reunião.

Por certo. Chamou a atenção a ausência da primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, quando o marido recebeu o casal presidencial brasileiro. [Jill Biden estivesse presente, com certeza não teria gostado da cena mostrada abaixo.]


CONFIRA ABAIXO: 

Uma coisa que me chama muito a atenção são as expressões faciais e corporais. A inclinação de Janja oferecendo o seio ao discreto toque no braço de Biden, mostra que o poder é um excelente afrodisíaco. Lula que se cuide. Garanto que mulher alguma que se preze não faz isso.

Para que não restassem dúvidas sobre as tendências políticas de Lula, antes de comparecer à sua nomeação na Casa Branca, o brasileiro, que estava hospedado na presidencial Blair House, realizou duas atividades nas quais manteve encontros com figuras da esquerda radical do Partido Democrata . O primeiro a chegar à residência presidencial “Blair House” foi o senador Bernie Sanders que, após deixar o encontro, falou à imprensa e afirmou que com Lula pretende “fortalecer as bases democráticas não só no Brasil e nos Estados Unidos, mas em todo o o mundo“. Sanders equiparou Donald Trump a Jair Bolsonaro, chamando-os de “extremistas de direita”.

Depois de conversar com Sanders, Lula já tinha certeza de que atacar Jair Bolsonaro antes de Biden lhe renderia a simpatia do inquilino da Casa Branca
 Durante a sessão de fotos no Salão Oval, diante da imprensa, antes da reunião de trabalho, Lula da Silva reclamou com Biden sobre seu antecessor Bolsonaro: “O senhor sabe, senhor presidente, que o Brasil se marginalizou por quatro anos. O ex-presidente não gostava de manter relações internacionais com nenhum país. Seu mundo começava e terminava com notícias falsas, de manhã, à tarde e à noite. Parece que ele desprezava as relações internacionais “… Biden o interrompe e diz “Parece familiar” e riu. Lula tornou fácil para Biden atacar Trump.
 
(...)  

O Grupo de Puebla , organização continental de esquerda criada em 2019, [para substituir o Foro de S.Paulo]  colocou vários de seus membros fundadores em cargos de destaque no novo governo brasileiro.

Lula da Silva participou da fundação do Grupo, à revelia, da confortável sala onde cumpria pena por corrupção. Com sua chegada à Presidência da República no dia 01JAN2023, o Grupo de Puebla conta com membros e associados  à frente dos governos da Argentina, Chile, Bolívia, Brasil, Colômbia e México, além de fazer parte da aliança governamental na Espanha.

(...)

Os membros fundadores do Grupo de Puebla assumiram o controle do aparato econômico-financeiro do Estado brasileiro. Fernando Haddad, que foi ministro da Educação de Lula por sete anos e candidato à presidência em 2018 devido à impossibilidade de libertar o preso Lula, agora é ministro da Fazenda. Da definição da política econômica ao controle de todo o aparato financeiro do Estado, incluindo a importante rede de bancos públicos, está agora nas mãos do economista Haddad.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, braço financeiro do Brasil para o financiamento de empresas, que foi usado massivamente pelos governos do PT para beneficiar construtoras brasileiras e governos estrangeiros de esquerda, também foi colocado sob o controle direto do Grupo de Puebla. O economista Aloizio Mercadante, fundador do PT em 1980 e do Grupo Puebla, foi nomeado presidente do BNDES. Mercadante é, juntamente com o colombiano Ernesto Samper Pizano, um dos quatro membros do “Conselho Político” do Grupo Puebla.

(...)

Evo Morales está promovendo a derrubada de seu colega de partido e presidente da Bolívia, Luis Arce Catacora. Vários dirigentes do MAS deram conta, nas últimas semanas, das instruções dadas por Morales em várias reuniões partidárias para que seus militantes realizem ações de protesto contra o governo de Arce. Morales, que aspirava a atuar como uma espécie de co-governante, mantém uma luta interna pelo controle do partido. Do governo surgiu uma “ala renovadora” encabeçada pelo vice-presidente David Choquehuanca que pretende afastar a liderança de Morales. Choquehuanca foi ministro das Relações Exteriores do governo Morales e atuou como secretário-geral do grupo de governos castro-chavistas ALBA.

Morales pretende impedir a reeleição de Arce ou a nomeação de Choquehuanca para as eleições presidenciais do distante 2025. Morales já foi visto em 09FEV2023 com uma camisa que anuncia uma nova presidência no período 2025-2030.

O confronto entre Morales e Arce começa a criar atritos dentro da aliança continental castro-chavista.

 Em DefesaNet, leia MATÉRIA COMPLETA


sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Criança muda de gênero e se torna modelo trans

Cristyan Costa

Noella McMaher, uma criança de 10 anos que nasceu do sexo masculino, fez transição de gênero aos 4 anos. “Sempre sentiu-se uma menina”, disse Dee McMaher, 35 anos, mãe de Noella, mulher biológica, mas que se identifica como uma pessoa “não binária”, ou seja, nem homem nem mulher.

Noella McMaher submeteu-se a tratamento em clínica 

 A trans mirim Noella McMaher desfila em Nova Iorque | Foto: Reprodução/Instagram

A trans mirim Noella McMaher desfila em Nova Iorque | Foto: Reprodução/Instagram

Agora, Noella tornou-se uma “modelo trans”, porque, nesta semana, desfilou para a NYFW vestindo roupas da marca Trans Clothing. O evento ocorreu em Nova Iorque e ganhou as manchetes dos principais jornais dos Estados Unidos.[ABSURDO!!! UMA aberração !!! antes que queiram nos processar por FOBIA, supomos que no caso seria transfobia, NÃO TEMOS NENHUMA FOBIA, NENHUM PRECONCEITO  às opções que, de tão numerosas, formam uma palavra: "LGTBQUIABO".
Apenas é inconcebível, insustentável, imaginar uma criança de 10 anos possua discernimento para assunto tão complexo. 
Tem caso de cinquentões, e cinquentonas, que só discernem sobre o tema quando chegam aos 60, beirando os 70. 
A matéria abaixo deixa claro que Chloe Cole, iniciou o processo aos 13 anos e aos 17 arrependeu-se alegando que não entendia nada das decisões médicas.]

Em entrevista ao jornal norte-americano New York Post, Dee garantiu que Noella nunca foi forçada a ser uma menina e que foi criada normalmente. “Nem saberíamos como incentivar esse tipo de feminilidade”, disse. Assim como Dee, o “pai” de Noella é uma mulher biológica que se considera alguém não binário.

Segundo os pais, a “modelo trans” nunca gostou de usar roupas de menino. Dessa forma, levaram Noella a uma clínica onde passou por uma transição de gênero “até se tornar uma garotinha”. Aos 16, Noella fará a remoção do pênis.

Ex-trans se arrepende de mudar de gênero
A adolescência de Chloe Cole, 17 anos, foi bastante agitada. Aos 13, ela realizou uma transição hormonal para elevar seu nível de testosterona. Dois anos depois, foi além e removeu os seios, para se tornar um menino.

“Eu não entendia nenhuma das decisões médicas que estava tomando”, disse a adolescente, durante uma audiência no Parlamento da Flórida, em julho, ao se manifestar a favor de um projeto de lei (PL) que impede a vigência do programa Florida Medicaid, da Casa Branca. A iniciativa federal propõe pagar por intervenções médicas para “disforia de gênero”.

Chloe passou a ser contra a transição de gênero quando se deu conta da ausência das mamas. “Por não ter mais os seios, não serei capaz de amamentar meus futuros filhos”, lamentou, ao mencionar que os médicos a informaram de um maior risco de ter câncer, por causa dos tratamentos hormonais.

Leia também: “O dogma trans tomou conta das escolas”, artigo de Joanna Williams publicado na Edição 115 da Revista Oeste 

Cristyan Costa - Revista Oeste


quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Temporada de caça às bruxas - Ana Paula Henkel

Revista Oeste

Estamos vendo a divisão entre os que estão dispostos a usar o poder do Estado para silenciar seus oponentes e os que estão preocupados com a liberdade e o império das leis

Foram quatro ininterruptos anos de uma perseguição histórica. Desde a campanha presidencial, Donald Trump vem sendo caçado pelos democratas como nunca se viu com qualquer outro presidente. 
E falo isso com muita tranquilidade, o bufão laranja não era meu candidato favorito nas primárias republicanas em 2016. Em novembro daquele ano, confesso que não estava animada com o desfecho da eleição presidencial. A corrida para a Casa Branca, entre Donald Trump e Hillary Clinton, ficou marcada como uma corrida de dois nomes ruins para os norte-americanos. 

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos | Foto: Evan El-Amin/Shutterstock
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos | Foto: Evan El-Amin/Shutterstock

Mas Donald Trump me surpreendeu com a sua administração. E acredito ter surpreendido muita gente que comprou a embalagem, e não o conteúdo. É verdade que o conteúdo só pôde ser conhecido, de fato, depois de vê-lo por algum tempo no Salão Oval. Mas, rapaz… que conteúdo. Não vou me estender aqui desmiuçando as políticas dos quatro anos de Trump na Casa Branca, há vários artigos honestos na internet sobre esse período, mas hoje atesto sem vergonha (e também com vergonha por não ter apostado que ele seria um bom “CEO da América”!) que os Estados Unidos estariam em lençóis muito piores se o malvadão do século não tivesse entrado na rota dos norte-americanos como Commander in Chief.

Pois bem, mesmo depois de uma conturbada e ainda cheia de mistérios — eleição presidencial em 2020, os democratas voltaram ao poder. Além da Presidência, eles retomaram também a Câmara e o Senado. Bufão fora da Casa Branca, vamos tocar nossa agenda radical e jogar Trump no esquecimento! Certo? Errado. Donald Trump continua fazendo estragos no caminho político dos democratas até hoje.


A volta do malcriado do Twitter
O movimento MAGA (Make America Great Again), iniciado por Trump em 2016, parece estar mais forte do que nunca, e isso pode ser medido pelos resultados de eleições locais nos Estados. Desde 2021, os republicanos vêm tomando territórios importantes do tabuleiro político norte-americano, como o governo do Estado da Virgínia e quase todos os cargos eletivos importantes, região que votava com os democratas havia muitos anos. No caminho das eleições de midterms agora em novembro, Trump continua incomodando democratas e até republicanos que torcem o nariz para ele. Depois da rodada do último fim de semana para as cadeiras da Câmara e do Senado, dos 187 candidatos apoiados por Trump dentro das primárias do partido republicano, 173 saíram vitoriosos e 14 foram derrotados. Um impressionante aproveitamento de 93% em suas indicações.
 
Mas há muito mais nesse caminho, além das eleições de midterms, que apavora os democratas. Diante de tamanho engajamento — mesmo com toda a demonização de sua figura política durante os quatro anos na Casa Branca —, Trump ameaça com uma cartada que pode ser devastadora para o partido do senil Joe Biden, hoje sem nenhum legado ou herdeiro político com porte presidencial: sua volta a Washington e ao Salão Oval em 2024. Trump sofreu algumas tentativas de impeachment enquanto presidente, e pelas razões mais ridículas que os norte-americanos poderiam ver. 
Um processo até passou na Câmara, mas foi derrubado no Senado. 
Mais um plano de impeachment, um seguro arquitetado por Nancy Pelosi usando o 6 de janeiro, foi colocado em prática para evitar a volta do malcriado do Twitter e se iniciou logo após sua saída da Presidência, mas também não obteve sucesso. 
Nesta semana, mais uma tentativa de impedir que o 45º presidente dos Estados Unidos se torne o 47º presidente de sua história entrou em curso
 
(...)

Os agentes ocuparam e vasculharam a casa inteira, incluindo o guarda-roupa da ex-primeira-dama Melania Trump. A incursão do FBI à casa do ex-presidente Donald Trump algo nunca visto na história dos Estados Unidos pode energizar ainda mais os eleitores republicanos que não esqueceram que Hillary Clinton excluiu 33 mil e-mails de quando era secretária de Estado e ganhou apenas um tapinha na mão. Em 2016, o então diretor do FBI, James Comey, anunciou que a candidata Hillary Clinton era culpada de destruir os e-mails — um provável crime relacionado ao seu mandato como secretária de Estado. No entanto, ele praticamente prometeu que ela não seria processada devido ao seu status de candidata presidencial.

Um número crescente de republicanos e independentes (e brasileiros) percebe que, se quiserem realizar alguma coisa na próxima vez que estiverem na Casa Branca (e no Planalto), terão de reformar o serviço público e a política

 (...)

Durante décadas, o serviço federal tornou-se cada vez mais um bastião para os democratas progressistas (leia-se regressistas).  

Absolutamente todos os estudos mostram que seus membros estão quase uniformemente à esquerda. Para dar apenas um exemplo, em 2016, 95% dos burocratas federais que fizeram doações registradas para um candidato na eleição presidencial doaram para Hillary Clinton. O controle dos democratas sobre a lealdade dos burocratas significa que esses funcionários podem atrapalhar e até parar qualquer tentativa dos conservadores de implementar políticas de que não gostam. 
Isso foi particularmente problemático para um presidente como Trump, que não queria jogar pelas regras convencionais estabelecidas pelos sociais-democratas em Washington e establishment que também inclui republicanos como Mitt Romney e Liz Cheney. 
Os presidentes podem fazer 4 mil nomeações políticas para cargos do governo, com cerca de 1,2 mil delas sujeitas à confirmação do Senado. Mas 50 mil burocratas têm autoridade para tomar decisões sobre questões políticas, e isso implode a lisura de um sistema justo de dentro para fora.

Um ato político
Há menos de 90 dias de uma eleição de meio de mandato, e com a possibilidade de os republicanos retomarem ambas Casas legislativas (a Câmara com um “banho de sangue”, como dizem os analistas), o evento em Mar-a-Lago fica caracterizado não apenas como um ataque, mas um ato político. 
Para Adam Geller, especialista em pesquisas internas para o Partido Republicano, o ataque e a maneira como foi orquestrado e relatado dão aos eleitores republicanos e indecisos um choque que essencialmente respingará nas eleições de midterms e talvez além: “Não há dúvida de que os republicanos e o presidente Trump podem aproveitar isso para seu benefício político até 2024”. 
Para a estrategista democrata Carly Cooperman, Trump, com razão, transformará isso em uma oportunidade política: “Ele está reunindo sua base e alimentando seus apoiadores. Isso se encaixa perfeitamente com o que ele gosta de argumentar sobre o exagero do governo. Se isso não for nada muito sério, o evento realmente ajudará sua estratégia.”

O cenário político para 2022 na América está se definindo rapidamente. O Partido Democrata deverá sofrer perdas históricas em novembro. Donald Trump estava prestes a anunciar sua candidatura presidencial para a corrida de 2024. No último domingo em Dallas, Texas, ele falou por quase duas horas no encerramento do CPAC, evento conservador norte-americano, e mostrou que em muitas pesquisas continua sendo o republicano favorito para a indicação — e bem à frente do atual presidente Joe Biden em uma suposta revanche em 2024.

Assim como no Brasil, uma atual republiqueta devido ao ativismo porco de membros judiciário e do atual STF, o deep state” pode ser de enorme ajuda para os democratas, que buscam de maneira radical transformar o governo e a economia para se adequarem à sua agenda ideológica de extrema esquerda sem a presença de membros do Congresso. Os republicanos (assim como milhões de brasileiros) que querem drenar o pântano de Washington (e de Brasília) hoje se deparam com um serviço público não eleito, ativista e irresponsável que atua como um quarto Poder extraconstitucional do governo, e com veto efetivo sobre as políticas dos políticos eleitos.

(...)

 A União Soviética possuía “leis de direitos” que garantiam a “liberdade de expressão e direitos iguais”. 
 E os bolcheviques assassinaram seus adversários políticos e enviaram seus dissidentes aos gulags
Lavrentiy Beria, o chefe da polícia secreta mais implacável e mais antigo no reinado de terror de Joseph Stalin na Rússia e na Europa Oriental, se gabava de poder provar uma conduta criminosa contra qualquer pessoa, até mesmo um inocente: “Mostre-me o homem e eu lhe mostrarei o crime”. Essa era a infame ostentação de Beria.
 
O que nos mantém funcionando, mesmo com todos os defeitos detectados em nossas leis, diferentemente dos bolcheviques, é que nossas Constituições separaram os Poderes para impedir uma união partidária em torno de apenas um.  
Eleições têm consequências. As espinhas dorsais das eleições no Brasil, em outubro, e nos Estados Unidos, em novembro, nunca estiveram tão próximas e talvez nunca foram tão importantes não apenas para as Américas, mas para o Ocidente.
 
Revista Oeste - MATÉRIA COMPLETA
 

Leia também “As verdades inconvenientes de Jordan Peterson”

Ana Paula Henkel, colunista - Revista Oeste

 

domingo, 24 de julho de 2022

Coleção de gafes de Biden coloca idade do presidente dos EUA em discussão - Folha de S. Pauloo/UOL

 Nas últimas semanas, democrata caiu de bicicleta, errou leitura de teleprompter e disse ter câncer 

"É por isso que eu e muitas pessoas com quem cresci tem câncer", disse o presidente Joe Biden, no meio de um discurso sobre a crise climática, na quarta (20). Pouco depois, já havia questionamentos nas redes: o presidente admitiu que está com câncer? Foi um ato falho? Ou só mais uma confusão feita por ele? 
 A Casa Branca logo esclareceu que o democrata falava sobre o passado: ele teve câncer de pele há alguns anos, já curado, e não está mais com a doença. Mas a história viralizou e chegou aos programas de TV. "Joe Biden chocou o mundo ao anunciar, sem aviso algum, que tem uma doença potencialmente fatal", disse Tucker Carlson, no canal Fox News, na quinta (21). "Tem sido uma semana difícil. Na quarta, câncer. Na quinta, coronavírus. Amanhã será a varíola dos macacos", ironizou o apresentador conservador, misturando as informações reais --o presidente americano contraiu Covid-- com o falso alerta de câncer.

Desde a campanha de 2020, republicanos puxados por Donald Trump caracterizam Biden, 79, como senil e confuso, ou seja, inapto ao cargo. Assim, gafes e falhas do democrata viram munição para reforçar essa narrativa, num ambiente de desinformação no qual a distância entre fatos e distorções é cada vez menor.

Nas últimas semanas, Biden registrou escorregões em ao menos outras duas oportunidades. No dia 18 de junho, um sábado ensolarado, o presidente saiu para pedalar. Ao ver um grupo de pessoas, desacelerou e, ao tentar parar a bicicleta de vez para falar com elas, desequilibrou-se e caiu em frente às câmeras. A queda fez muitas pessoas postarem fotos e vídeos caindo de forma parecida, com a hashtag #Bidening.

Em 8 de julho, Biden fez um discurso na Casa Branca sobre o direito ao aborto. Ao ler um teleprompter, disse: "Fim da frase. Repita a linha", uma orientação que obviamente não era para ser dita em voz alta. 

Assim como no caso do câncer já curado, a Casa Branca teve de correr para corrigir declarações fortes do presidente, como quando foi à Polônia e disse que o líder russo, Vladimir Putin, "não pode continuar no poder". No Japão, prometeu uma resposta militar à China no caso de uma invasão à ilha de Taiwan.

Há também situações deturpadas. Em um vídeo, o presidente aparece, após um discurso, estendendo a mão para cumprimentar uma pessoa --mas não há alguém ali. A gravação, na verdade, é fruto de edição de um registro do democrata na Carolina do Norte, num palco com apoiadores. Vídeos de outros ângulos mostram Biden estendendo a mão para saudar a plateia --ele repetiu o gesto em outras direções.

Durante a viagem a Israel, há duas semanas, a situação se repetiu: ele termina o discurso e aponta para a cadeira onde iria se sentar, mas um corte rápido gera a impressão de que ele tenta cumprimentar o vazio.Em outro vídeo, nem edição há. Capturada a certa distância, a cena exibe Biden homenageando um veterano de guerra com a Medalha de Honra. Na narrativa falsa, em vez de o presidente colocar a láurea no peito do ex-militar, ele teria colocado ao contrário, nas costas. Fotos desmentem o suposto erro.

A oposição busca associar as falhas à idade de Biden, o presidente mais velho a assumir o país em um primeiro mandato. Ele fará 80 anos em novembro e não descarta concorrer à reeleição em 2024. Caso reeleito, pode terminar o segundo mandato aos 86. Pesquisa publicada no início de julho pelo New York Times com o Siena College mostra que, para 33% dos eleitores democratas, a idade é a principal razão para preferir um outro candidato daqui a dois anos. O desempenho no cargo vem em seguida, com 32%. 

 Pior: 94% dos democratas com menos de 30 anos dizem querer outro nome para disputar a Presidência, sinal de que a preocupação não está só no campo da saúde, mas abarca também a renovação do partido.

Defensores também lembram que ele foi gago quando jovem, o que o faz cometer alguns erros ao falar, e que, ao longo da carreira política, o líder americano ganhou fama de cometer gafes por dizer coisas sem pensar. Em um comício em 2008, por exemplo, pediu a um senador cadeirante que se levantasse.

José Eduardo Pompeu, doutor em neurologia e professor da USP, lembra que a perda de agilidade e de capacidades físicas é natural conforme a pessoa envelhece. "Não há fórmula mágica para impedir essas perdas, mas elas podem ser reduzidas. E cada pessoa envelhece de um jeito. Tem idosos de 60 anos já muito debilitados, e outros perto dos cem que continuam bastante ativos", afirma. "Isso depende de muitos fatores: genética, alimentação e como a pessoa se comportou ao longo de toda a vida."

Ele explica que uma das formas de avaliar se a velhice está comprometendo as atividades é a ocorrência de problemas frequentes: caso as quedas, falhas de memória ou de fala se tornarem corriqueiras, é um sinal de alerta. "Também é importante analisar o contexto das falhas. Biden estava pedalando, algo que exige grande coordenação motora, e de repente parou para falar com as pessoas e responder perguntas. Isso pode ter gerado uma sobrecarga cognitiva naquele momento, que levou à queda", diz Pompeu. 

Embora a agenda cheia e o excesso de tarefas possam gerar estresse e mais falhas, as atividades da Presidência podem ajudar a retardar o envelhecimento. "A maior proteção contra as perdas relacionadas ao envelhecimento é o engajamento ativo com a vida, como o envolvimento social e a atividade física."

A Casa Branca divulga os resultados dos exames anuais do presidente. O último relatório, de novembro, aponta que o democrata "permanece apto para o dever, plenamente capaz de executar todas as suas responsabilidades sem qualquer exceção ou adaptação". O documento registra que Biden tem uma tosse seca corriqueira ao falar por longos períodos e que isso ocorre há anos e deve ser consequência de refluxo gástrico. O democrata faz tratamento para arritmia cardíaca, controle do colesterol, artrite e alergias. Segundo o documento, Biden não bebe nem fuma e se exercita ao menos cinco vezes por semana.

Seja como for, a coleção de gafes acaba imprimindo ao democrata a imagem de homem velho. Pesquisa de junho realizada pelo Centro de Estudos da Política Americana, ligado à Universidade Harvard, mostrou que 60% dos americanos têm dúvidas sobre a aptidão de Biden para o cargo. Na outra ponta, 40% afirmam acreditar que ele está mentalmente apto para servir como presidente dos EUA. Em maio, eram 48%.

Em outro tópico, 64% responderam que Biden está mostrando que é muito velho para ser presidente, contra 36% que o enxergam como apto para o cargo. Nos dois casos, cerca de um terço dos democratas entrevistados concorda com a opção desabonadora para Biden, prenunciando um caminho difícil para a reeleição e, mais urgente, o risco de que sua imagem seja um fardo nas eleições de novembro.

Para coroar a semana em que disse por engano ter câncer, Biden recebeu o diagnóstico de Covid na última quinta (21). Já vacinado com duas doses de reforço, o presidente teve apenas sintomas leves da doença e, no último boletim, neste domingo, apresentava dor de garganta como incômodo principal. 

Gafes recentes de Biden

18.jun
Queda de bicicleta
O presidente caiu de bicicleta ao tentar parar para falar com um grupo de pessoas. Mas seu pé ficou preso no pedal, e ele caiu para o lado junto. Não foi preciso ir ao médico depois da queda. 
 
8.jul
'Repita a linha'
Ao discursar sobre o direito ao aborto com ajuda de um teleprompter, Biden leu: "Fim da frase. Repita a linha", trecho que na verdade era uma orientação, não parte do texto para ser lido em voz alta. 
 
20.jul
Câncer
Em um discurso sobre a crise climática, Biden disse que cresceu em uma área onde havia poluição. "É por isso que eu e muitas pessoas com quem cresci tem câncer", afirmou. A Casa Branca disse depois que o comentário se referia a um câncer de pele ocorrido no passado e que o presidente não tem a doença hoje.
 

 Mundo - Folha de S. Paulo/UOL

 

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Biden quer Lula, por isso se arrisca a falar sobre nosso sistema eleitoral - Gazeta do Povo

Vozes - J.R. Guzzo

O governo dos Estados Unidos acaba de declarar, neste momento em que o presidente Jair Bolsonaro tanto fala das suas dúvidas sobre a segurança do sistema eletrônico a ser utilizado na eleição presidencial, que chegou à conclusão exatamente contrária. 
O sistema, avisou a Casa Branca, não tem falhas, como juram os ministros do STF que vão cuidar da votação e da apuração dos votos; - os americanos garantem que as eleições brasileiras serão um modelo de limpeza para o mundo. 
 

                             Foto: EFE/EPA/MICHAEL REYNOLDS

O presidente Joe Biden deve saber o que está falando. Ele tem a seu serviço a CIA, o FBI, a NASA e sabe Deus o que mais; seus sistemas de informação são os mais avançados que existem sobre a face da Terra. Mas só pode dizer o que disse porque é Bolsonaro quem está na presidência do Brasil. Se as queixas em relação ao sistema eleitoral viessem de algum outro candidato – Lula, por exemplo – o mundo político brasileiro estaria vindo abaixo neste momento.  “Intervenção inaceitável em questões internas do Brasil”, estaria protestando o PT, a esquerda e mais tudo o que existe em nosso Brasil “progressista” e nos seus subúrbios. 
“Agressão à soberania brasileira”, “tentativa clara de intervir no resultado da eleição”, etc. etc. etc. – é melhor nem imaginar o tamanho da indignação e da ira santa que iriam desabar sobre todos se os americanos, por um minuto que fosse, dissessem uma sílaba de contestação a algum dos mandamentos de Lula. 
Mas, para sorte da paz, concórdia e amizade entre os povos, os Estados Unidos de hoje têm um governo de “esquerda”, que combate o “fascismo”, luta pela “igualdade” e defende a causa operária.  
Biden gosta de Lula, do PT e do STF. 
Pode, então, dizer o que bem entende sobre o Brasil, as eleições e o que mais vier – qual seria o problema?

    É melhor nem imaginar o tamanho da indignação e da ira santa que iriam desabar sobre todos se os americanos, por um minuto que fosse, dissessem uma sílaba de contestação a algum dos mandamentos de Lula

É curioso, hoje em dia, que os amigos reais dos Estados Unidos sejam tratados como inimigos pelo governo americano – e os inimigos como amigos. 
Há no mundo de hoje poucos presidentes tão a favor dos Estados Unidos como Bolsonaro - a favor da liberdade econômica, dos valores da democracia americana, do estilo de vida da América e de tudo o mais que tem a ver com o conservadorismo, o capitalismo e a ideia de “ocidente”
Mas ele, por ser amigo dos Estados Unidos, é um inimigo para a Casa Branca. Para ser amigo do governo americano, hoje, é preciso fazer o contrário: ser um inimigo dos Estados Unidos. 
Lula é inimigo há 40 anos - e continuará a ser, por tudo o que promete em sua campanha eleitoral. 
Ele diz que a miséria de Cuba é culpa dos Estados Unidos. 
Diz que a miséria da Venezuela é culpa dos Estados Unidos. 
Diz que a guerra da Ucrânia é culpa dos Estados Unidos. 
Pense num problema qualquer do mundo, da fome na África ao aquecimento da calota polar – para Lula, a culpa é dos Estados Unidos. É isso tudo, pelo jeito, que faz dele o mais querido do presidente Biden.

J. R. Guzzo, colunista - Gazeta do Povo - VOZES


terça-feira, 28 de junho de 2022

Biden e a bandeira do orgulho gay - Revista Oeste

Frank Furedi

Joe Biden | Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock
Joe Biden | Foto: Montagem Revista Oeste/Shutterstock
 
Desde que foi eleito presidente dos Estados Unidos, Joe Biden tem se ocupado de promover sua missão, que é converter o mundo a aceitar seus valores woke. Para a elite cultural norte-americana que está impondo os valores associados à política cultural identitária, isso se tornou uma espécie de missão.

É por isso que, no começo deste mês, a Embaixada dos Estados Unidos no Vaticano decidiu hastear a bandeira do orgulho LGBTQIA+ do lado de fora do prédio. Isso foi celebrado num tuíte.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos dá uma grande importância simbólica ao hasteamento da bandeira do orgulho LGBTQIA+. Às vezes, parece que, para a administração Biden, essa bandeira é mais importante que a bandeira dos Estados Unidos. Por quê?  
Porque ela agrega mais valor moral à celebração do lobby LGBTQIA+ do que a afirmação de uma bandeira que simboliza apenas a nação norte-americana.
Hastear a bandeira do orgulho LGBTQIA+ em frente à Embaixada dos Estados Unidos no Vaticano é visto pelo Departamento de Estado como um ato de sinalização de virtude especialmente significativo. Dessa forma, a Embaixada dos Estados Unidos busca comunicar para o papado a importância de levar a sério sua perspectiva sobre a sexualidade humana. 
Do ponto de vista dos imperialistas culturais que habitam o Departamento de Estado dos EUA, o catolicismo e outras instituições religiosas precisam abrir mão de suas visões tradicionais sobre sexualidade humana e abraçar a visão de mundo do lobby LGBTQIA+. [A Bíblia
Sagrada contém vários livros em que a aqui chamada sexualidade humana é condenada. Um exemplo:
Outra lista enumera:
"Também nos escritos dos Apóstolos se formulam catálogos de pecados, sobretudo em São Paulo. A lista mais completa e impressionante encontra-se na Carta aos Romanos (cf. 1, 24-32), onde achamos denunciado, de maneira muito especial, o nefando pecado da união homossexual entre homens ou entre mulheres (cf. 1, 26-28). Outra lista enumera:Nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus (1Cor 6, 9-10). “Com tais indivíduos nem sequer deveis comer… Tirai o perverso de vosso meio” (1Cor 5, 11.13). Clique aqui, MATÉRIA COMPLETA ]
 
Anjos e demônios
Vale notar que a bandeira do orgulho não desafia apenas a postura do Vaticano em relação à sexualidade, mas também a base de sua teologia. De acordo com os ensinamentos cristãos, longe de ser uma virtude, o “orgulho” é considerado um pecado. Ele vê o orgulho como um pecado, porque só encontra prazer no que o destaca. Santo Agostinho comentou que “o orgulho transformou anjos em demônios”, e muitos teólogos argumentaram que o orgulho representa o primeiro passo ou o começo do pecado.

Não é preciso aceitar os ensinamentos da Igreja sobre o orgulho. No entanto, é possível imaginar que a sensibilidade diplomática em relação às opiniões e aos sentimentos das pessoas que habitam o Vaticano inibiria a embaixada norte-americana de desafiar publicamente a perspectiva religiosa e cultural de seu anfitrião.

Acontece que a administração Biden não é conhecida por sua diplomacia sutil. [por isso é que seu Governo só cresce em duas coisas: o índice crescente de reprovação ao seu governo e, infelizmente, o número crescente de ucranianos mortos na guerra que o dorminhoco garante que Zelensky a Ucrânia ganharia.] Ao contrário, ela quer que as pessoas em toda parte aprendam a viver de acordo com os seus valores.  
Uma das primeiras iniciativas de política externa de Biden foi enviar ao Departamento de Estado um memorando “para garantir que a diplomacia e a assistência estrangeira dos Estados Unidos promovam e protejam os direitos humanos das pessoas LGBTQIA+”. Biden descreveu isso como um dos “nossos valores mais caros”.  
O presidente dos EUA e sua equipe entendem que a maioria das pessoas do mundo não necessariamente concorda com ele nem com essa questão. Por exemplo, é improvável que para milhões de sul-americanos a política identitária LGBTQIA+ seja seu “valor mais caro”. Mesmo assim, a política externa norte-americana está determinada a garantir que sociedades do mundo todo subscrevam aos “valores mais caros” de Biden.

Cruzada woke

Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, foi colocado no comando da cruzada global woke dos Estados Unidos. No início de 2021, Blinken anunciou que as embaixadas e os consulados dos EUA no mundo todo podiam hastear a bandeira do orgulho LGBTQIA+ no mesmo mastro que a bandeira dos Estados Unidos durante a “Temporada do Orgulho LGBTQIA+”. Em junho de 2021, uns dois meses antes da humilhante retirada norte-americana do Afeganistão, a Embaixada dos EUA em Cabul hasteou a bandeira do arco-íris. [a bem chamada humilhante retirada dos Estados Unidos foi um momento adequado para ser hastear a bandeira em questão - naquela ocasião o dorminhoco presidente americano acertou = cada derrota dos Estados Unidos e/ou da imagem americana ocorre quando Biden toma uma decisão. Percebam que logo após empossado o democrata assinou ordem executiva facilitando o aborto, agora a Suprema Corte, acertadamente, lhe deu uma rasteira.]
 
Seu Twitter afirmou:
“O mês de junho é conhecido como o Mês do Orgulho (LGBTQIA+). Os Estados Unidos respeitam a dignidade e a igualdade das pessoas LGBTQIA+ e celebram suas contribuições para a sociedade. Seguimos comprometidos com a defesa dos direitos humanos das minorias, incluídos LGBTQIA+”.

Evidentemente, era mais importante para Washington hastear essa bandeira em Cabul do que elaborar uma estratégia de retirada organizada para o Afeganistão. Parecia que as pessoas que trabalham na Embaixada dos Estados Unidos em Cabul eram ideólogos woke, em vez de diplomatas versados em geopolítica.

É só uma questão de tempo até que o Brasil se torne um alvo da cruzada imperialista woke de Washington. O país já está na mira do soft power dos Estados Unidos

Em junho de 2021, o Departamento de Estado anunciou que, liderados por Washington, “20 países copatrocinaram seu primeiro evento paralelo sobre os direitos humanos de mulheres transgênero, destacando a violência e as barreiras estruturais, legais e interseccionais enfrentadas por mulheres trans ‘racializadas’”. Ele também causou impacto ao celebrar o Dia Internacional dos Pronomes, no começo de outubro. Por meio do blog Share American, o departamento incentivou o público a “compartilhar seus pronomes”, incluindo “ze/zir/zirs”, além de se vangloriar da introdução recente do prefixo “Mx” (algo como “Sx.”) nos formulários de contato da Casa Branca.

É só uma questão de tempo até que o Brasil se torne um alvo da cruzada imperialista woke de Washington. O país já está na mira do soft power dos Estados Unidos. As organizações de mídia norte-americanas, como a Netflix, desejam transformar as crianças brasileiras em jovens ansiosos obcecados com seu gênero e sua identidade
Sem dúvida o Brasil precisa ter boas relações geopolíticas com os Estados Unidos. 
Mas, se o país quiser preservar sua soberania e seu modo de vida, é preciso resistir às tentativas dos guerreiros da cultura woke norte-americana de impor sua ideologia no Brasil.

Leia também “A ‘Nova Ordem Mundial’ de Biden”

Frank Furedi, colunista - Revista Oeste

 

domingo, 19 de junho de 2022

A nova histeria da esquerda - Revista Oeste

Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock

Quando se trata de obter notícias sobre governo e política, existem diferenças ideológicas gritantes nas fontes de informação que os norte-americanos usam. Em uma pesquisa antes da histórica eleição presidencial norte-americana de 2016, quando, inesperadamente, Donald Trump ganhou o tíquete para sentar no Salão Oval na Casa Branca, os entrevistados foram perguntados a qual meio de comunicação eles recorriam com maior frequência para notícias sobre governo e política. As menções mais frequentes eram duas redes a cabo: CNN e Fox News. De lá para cá, as diferenças ideológicas se tornaram mais acirradas, a confiança em uma única fonte aumentou e a polarização política foi anabolizada.

Aqueles com valores políticos conservadores são orientados em torno de um único meio a Fox News — em grau muito maior do que em qualquer outro grupo ideológico. Numa pesquisa de 2014, quase metade daqueles dos conservadores nomeou a Fox como sua principal fonte para questões políticas. 
Os canais de rádio ocuparam o segundo lugar, com Dennis Prager, Sebastian Gorka e Larry Elder. O hoje famoso âncora da Fox News, Sean Hannity, ganhou seu próprio show no canal de televisão depois do sucesso absoluto de seus programas no rádio. À esquerda, as opções são variadas, com CNN, NPR, MSNBC e New York Times no topo da lista.
 
O viés ideológico é uma das grandes preocupações de todos os norte-americanos com relação à mídia. 
A maioria deles, contudo, acredita que o viés esquerdista é predominante e pernicioso. 
De acordo com uma pesquisa Gallup de 2017, feita logo depois da vitória de Trump sobre Hillary, 64% dos norte-americanos acreditavam que a mídia favorecia o Partido Democrata — em comparação com 22% que disseram acreditar que favorecia o Partido Republicano. A consternação com o viés esquerdista na grande mídia é desenfreada, abrindo caminho para comentários de especialistas políticos e acadêmicos sobre o atual estado da imprensa.

Mas, em uma era em que as redes sociais desempenham um papel importante na desconstrução de falácias e roteiros ensaiados por alguns veículos, para onde correr quando o assunto é apenas notícias, sem viés ideológico nem distorções?

Pedágios ideológicos
No Brasil, sabemos que o solo é árido e a terra quase seca quando o assunto passa a ser fontes conservadoras de notícias, que apresentam os fatos como eles são e depois debruçam-se em análises sérias, doa a quem doer.  
Durante muito tempo, os brasileiros foram acostumados a engolir sem muitos questionamentos o que o Jornal Nacional colocava na mesa. Hoje, diante de milhões de agências checadoras nas palmas de nossas mãos, não é difícil entender por que o outrora consagrado programa se tornou obsoleto. 
Seu antigo poder de mudarou manter — opiniões dos telespectadores não existe mais. A influência de grandes grupos na decisão de um voto, como Globo e CNN, atualmente é quase nula. A torcida engoliu as opiniões sérias, e a velha imprensa se tornou apenas mais um partido político de oposição ao atual governo.

Mas o preço chega para esse ativismo tosco em que “fascistas e nazistas” passeiam pelo Brasil e pelos Estados Unidos com as bandeiras de seus países e “a democracia está a um passo da destruição”. Nos Estados Unidos, por exemplo, depois de apenas um mês no ar, um movimento surpreendeu os mundos da mídia e da tecnologia. A Warner Bros. Discovery encerrou todas as operações da CNN+ depois de um investimento astronômico no canal para assinantes. A paralisação dos serviços depois de tão pouco tempo foi um fim ignominioso para uma operação na qual a CNN investiu centenas de milhões de dólares.

Enquanto no Brasil há pouquíssimas fontes para esse jornalismo factual, nos Estados Unidos as coisas são um pouco diferentes

O canal entrou em colapso apenas dois dias depois que a Netflix divulgou um declínio trimestral nas assinaturas pela primeira vez em uma década, um possível sinal de alerta para grandes empresas de mídia que se juntam ao campo cada vez mais lotado de serviços de streaming aliados a vieses políticos ou agendas ideológicas. O fim abrupto da CNN+, bem como a projeção da Netflix de que perderá mais 2 milhões de assinantes nos próximos três meses, levantou questões sobre quantas pessoas estão dispostas a pagar por vários serviços de streaming, bem como quão lucrativas essas empresas podem se tornar nos próximos anos pagando todos os possíveis e imaginários pedágios ideológicos existentes no planeta.

Vale o fato
Quando um juiz conservador é nomeado para a Suprema Corte dos Estados Unidos, os detratores gostam de dizer que ele é “conservador” demais, com posições retrógradas e ultrapassadas. 
Na verdade, juízes conservadores na América são conhecidos por um único ponto: seguir à risca a Constituição e a letra fria das leis.        Para o juiz norte-americano Antonin Scalia, um magistrado deve apenas aplicar a lei, jamais legislar ou atuar sem ser provocado. 
Nomeado pelo quadragésimo presidente norte-americano, Ronald Reagan, Scalia serviu à Suprema Corte dos Estados Unidos de 1986 até pouco antes da sua morte, em 2016. Era considerado um dos pilares jurídicos e intelectuais do originalismo e textualismo na defesa da Constituição dos Estados Unidos. Ou seja, vale o que está escrito. Sem ativismo, sem política. Como deveria ser também com o jornalismo. Vale o fato.

Enquanto no Brasil há pouquíssimas fontes para esse jornalismo factual, e aqui expresso minha honra em poder fazer parte de duas dessas fontes nossa Revista Oeste e o programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan —, nos Estados Unidos as coisas são um pouco diferentes. É claro que não é difícil encontrar facilmente conteúdo conservador on-line, mas pode ser difícil encontrar fontes que forneçam informações confiáveis. Algumas publicações são simplesmente destinadas a chamar sua atenção e dar cliques, enquanto outras são dedicadas a realmente educá-lo sobre tópicos relevantes.

A National Review continua sendo o principal destino do pensamento conservador e é um dos principais sites de informações sobre política externa. A revista foi fundada pelo autor William F. Buckley Jr., em 1955, e, desde a sua fundação, tem desempenhado um papel significativo no desenvolvimento do conservadorismo nos Estados Unidos, ajudando a definir suas fronteiras e promovendo fusões, enquanto se estabelece como voz de liderança na direita norte-americana.

O The Blaze, site do experiente jornalista Glenn Beck, apresenta notícias de última hora, comentários exclusivos e outros conteúdos independentes criados e entregues em formato de revista de notícias, muitas vezes acompanhados de vídeos. Esta publicação se orgulha de ser patriótica e objetiva.

O Red State, originalmente fundado por Erik Erickson, oferece artigos de opinião conservadores exclusivos e únicos em um formato de estilo blog. O conhecido grupo organiza uma reunião todos os anos. Políticos e aspirantes a candidatos presidenciais costumam participar para tentar convencer os conservadores a votar neles.

Uma combinação de notícias e opiniões, o LifeSiteNews.com cobre regularmente tópicos como família, fé e liberdade. Esta publicação não se esquiva de falar sobre as questões da eutanásia, pesquisa com células-tronco, bioética e aborto e é conhecida por destacar ativistas pró-vida em todo o país. As histórias também estão disponíveis em boletins diários.

O The Federalist se concentra em três temas principais: cultura, política e religião. Esta publicação produz um conteúdo único e mais objetivo do que um site de notícias comum e, embora ainda de tendência conservadora, segue a linha “Scalia”. Facts fisrt.

Embora o blog American Thinker não o surpreenda com gráficos, vídeos chamativos ou um lado multimídia apelador, ele o surpreenderá com muito conteúdo de opinião conservadora. O American Thinker publica informações exclusivas que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar, geralmente de norte-americanos com antecedentes políticos impressionantes, uma opinião e um teclado. Esta publicação também convida os leitores a participarem de discussões sérias.

Fundado em 2012, o Washington Free Beacon oferece uma ampla variedade de conteúdo novo que inclui jornalismo investigativo exclusivo e sátira mordaz. Embora o veículo ofereça regularmente informações sólidas e risos, ele se aproxima mais do jornalismo opinativo.

O The Daily Wire é um site de notícias fundado em 2015 pelo comentarista político Ben Shapiro. Hoje já é a segunda editora mais popular no Facebook e produz podcasts como The Ben Shapiro Show. Muitas histórias do Daily Wire visitam o jornalismo de organizações de notícias tradicionais do passado, ao mesmo tempo em que adicionam opiniões conservadoras embasadas em princípios do conservadorismo norte-americano. As “agências checadoras” de fatos disseram que algumas histórias compartilhadas pelo veículo não podem ser verificadas e que o Daily Wire muitas vezes deturpa os fatos para promover uma visão partidária. Se as agências de checagem estão incomodadas, é sinal de que estão no caminho certo.

Outro campeão de brigas com as tais “agências de checagem” é o Daily Caller, fundado por Tucker Carlson, campeão absoluto de audiência na Fox News. Aliás, os números de seu programa diário, Tucker Carlson Tonight, já são há algum tempo inatingíveis para qualquer concorrente, seja na TV a cabo, seja na TV aberta no horário. Depois de Tucker levantar US$ 3 milhões em financiamento, o site Daily Caller nasceu, em 2010, como uma “resposta conservadora ao The Huffington Post, apresentando seções em uma ampla gama de assuntos além da política.

Em uma entrevista de 2010 com a Columbia Journalism Review, Tucker Carlson descreveu o público potencial do The Daily Caller como “aqueles que desconfiam das organizações de notícias convencionais”. Carlson disse que a cobertura de eventos políticos importantes o surpreendia sempre por sua estupidez.

Não são apenas os partidos de oposição ao atual governo no Brasil — incluindo o STF que vivem de panfletagem e ativismo
A velha imprensa, hoje completamente descaracterizada e que se ajoelhou às turbas ideológicas, também abusa da cartilha que prega que tudo é racismo, fascismo, homofobia, opressão, misoginia. Páginas de militância cega para a implementação de doutrinas extremas e perigosas, empurradas por meio de cancelamentos e coações psicológicas.

O que então está por trás dessa nova histeria da esquerda sobre o suposto fim iminente da democracia? Na verdade, é bastante simples. A esquerda espera perder o poder nos próximos anos, tanto pela forma como o conquistou e o usou, quanto por causa de suas agendas radicais, que, de fato, nunca tiveram apoio público.

Leia também “América indomável”

Ana Paula Henkel,  colunista - Revista Oeste