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sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Inversão de valores - Bandidos, os novos heróis - Gazeta do Povo

Vozes - Luís Ernesto Lacombe

Local repleto de “vítimas da sociedade”, a julgar pelo discurso de jornalistas, acadêmicos, políticos de esquerda e até juízes.| Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

 

É uma revolução, e o padrão é quase sempre o mesmo.  
Os bandidos de verdade são vítimas, serão inocentados e poderão até virar heróis.  
Não importa que sejam traficantes, sequestradores, assassinos, assaltantes, corruptos, lavadores de dinheiro. São os revolucionários que determinam as leis que valem, mesmo que não existam, e as leis que não valem. Tudo, tudo mesmo, será usado para uma inversão de papéis sem preocupação com disfarces. Bandido passa a ser inocente, merecedor de todo apoio e toda consideração. Inocente passa a ser bandido, e sobre ele o mundo desabará.
 
Somos o país da impunidade. Os bandidos de verdade, quando descobertos, têm audiência de custódia, em que se presume a violência policial.  
Eles podem aguardar o trânsito em julgado, para impedir o erro em série de vários juízes. Eles têm uma infinidade de benefícios: progressão de regime, visita íntima, auxílio-reclusão, saidinhas. 
Não precisam nem comprovar a origem lícita do dinheiro com que pagam os honorários dos advogados de defesa. 
São todos vítimas da sociedade, a eles, de alguma forma, foi omitido o “atendimento às suas necessidades básicas existenciais”. Assim, a prática de crimes reais fica praticamente autorizada.

    Os bandidos e os protetores de bandidos estão no poder. Bandido passa a ser inocente, merecedor de todo apoio e toda consideração. Inocente passa a ser bandido, e sobre ele o mundo desabará

No Supremo há ministros que consideram que o “o grande problema do Brasil não é o crime, mas o fato de haver gente demais na cadeia”
No Supremo há ministros preocupados com as mortes de bandidos em operações policiais. 
É melhor deixar os criminosos em paz, o “trabalho” deles parece quase honesto. 
Eles são as vítimas, mesmo que façam uma comunidade inteira refém de suas barbaridades, mesmo que matem policiais. 
Traficante internacional pode ser solto, senador flagrado com dinheiro na cueca pode voltar ao parlamento. 
Quando interessa, condução coercitiva, delação premiada e sentenças anuladas, prescrição de denúncias, de ações, investigações e inquéritos.
 
Os bandidos e os protetores de bandidos estão no poder. No meio acadêmico, defendendo teses absurdas: “combater os criminosos é reprimir a população pobre”; “bandidos exercem papel de protetores sociais”; “o crime organizado reduz a criminalidade”... Na imprensa, com manchetes igualmente estapafúrdias: “PMs não promovem a segurança pública no Brasil, mas o terror”; “Jovem morre em troca de tiros com a polícia”; “22 mortos e 7 feridos pela polícia. Nenhum policial morto”... Na cultura, com discursos assim: “Todo juiz deveria conhecer as cadeias para as quais manda as pessoas”... 
E eu poderia dizer que todo juiz deveria conhecer os cemitérios e os hospitais nos quais estão as vítimas dos criminosos
Todo juiz deveria visitar as famílias das vítimas, as vítimas de verdade.
 
A política não mudou, continua tomada por bandidos.  
Comunistas e socialistas foram contra a lei para facilitar o confisco e a venda de bens de traficantes. A quem vende drogas é bom garantir o direito de propriedade... Comunistas e socialistas foram contra todas as medidas de combate ao crime organizado propostas no projeto de lei anticrime, foram contra a ideia de dobrar a pena para corruptos que desviaram recursos durante a pandemia. 
E quem pediu ao Supremo que suspendesse as operações policiais em favelas do Rio? Comunistas e socialistas.
 
A revolução está em curso. O que se impõe é o avesso, as injustiças, o caminho errado, o precipício. Como já disse um ministro do Supremo, “todos os demônios se liberaram”. E, como está tudo trocado, está tudo invertido, os demônios que ele enxerga, claro, não são demônios... 
Tentam ensacar o mal no bem e o bem no mal. 
Enganam quem quer ser enganado, para a felicidade dos bandidos, espalhados por todo canto, acima da impunidade, os bandidos, as vítimas de sempre e, agora, os novos heróis.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Luís Ernesto Lacombe,  colunista - Gazeta do Povo - VOZES


segunda-feira, 11 de abril de 2022

O DESTINO DOS TRAIDORES - Gazeta do Povo

[Tudo indica que se houvesse a tragédia do Luladrão - o criminoso 'descondenado, não foi  inocentado -  ser eleito presidente o Brasil ficaria em pior condições do que os  Estados Unidos sob  Biden - o grau de senilidade do cachaceiro petista supera o de Biden.]

CACHAÇA E MACONHA: UMA MISTURA DA PORRA!

 

Rodrigo Constantino

Era um herói nacional e foi convidado para tocar um dos mais importantes ministérios. Fez um trabalho bom, mas resolveu sair no meio da pandemia, atirando. Prometeu um batom na cueca, mas a Polícia Federal nada encontrou. Passou a dar entrevistas para veículos de comunicação opositores do governo, e se uniu a um deles, o mais sensacionalista. Lançou sua candidatura criando uma falsa equivalência entre o ladrão que prendeu e o ex-chefe. Definha no novo partido, sem espaço para sair candidato a presidente. Sergio Moro tem um destino melancólico.

Chapa BolsoDoria. Não era uma via de mão dupla, mas sim João Doria [outro Iscariotes]  pegando carona no fenômeno bolsonarista. Foi eleito. Logo depois decidiu que queria mesmo é a cadeira de Bolsonaro, e passou a ser um traidor, não só do governo federal, pedindo para o ministro Paulo Guedes sair junto de Sergio Moro, mas da nação, impondo lockdowns absurdos e torcendo pelo pior.  
Resultado: Doria amarga uma intenção ridícula de voto, e vai ter de se esforçar para ficar à frente do desconhecido candidato do Novo. Essa semana foi para a Bahia e acabou sendo recebido por cerca de… três pessoas do povo, fora uma banda oficial. Constrangedor demais…
 
O pitbull bolsonarista. Ele subia nos palanques ao lado do candidato Bolsonaro e fazia discursos enfáticos contra a esquerda. Era uma atuação, nos mesmos moldes de seus filmes pornográficos. 
Alexandre Frota enganou alguns bolsonaristas, mas sempre foi um oportunista. Tão logo vislumbrou uma oportunidade do outro lado, pulou a cerca e chorou com Doria. Era um tucano agora. E já está flertando com o socialista Marcelo Freixo até. Não deve ser candidato a nada, pois não vence nem para síndico do prédio.

A musa da direita. Ela subia em tudo que é carro de som, pois não pode ver um holofote. Da imprensa para a política, foi uma das deputadas mais votadas. Um milhão de brasileiros acreditaram nela, em sua honestidade, seus valores conservadores. Mas Joice Hasselmann era mesmo uma plagiadora pelo visto, nada mais. Copiava os outros, e quando se deu conta de que tinha mais espaço colada em Moro e nos tucanos, passou a ser opositora ferrenha de Bolsonaro. Não deve sair candidata, pois não venceria nem para musa de Várzea.

Ele foi tratado como uma espécie de primeiro-ministro, um estadista competente e responsável, o verdadeiro gestor da nação. A imprensa chegou a colocar a reforma previdenciária em sua conta, ignorando que Bolsonaro foi o grande responsável pela reforma que economizou o dobro daquela proposta por Temer
Um deputado medíocre, eleito com pouco mais de 70 mil votos por conta do sobrenome, que virou presidente da Câmara por agir como despachante de grupos de interesse. Tão logo Rodrigo Maia saiu do cargo, já deixou claro que era um sabotador disfarçado, um opositor boicotando a agenda reformista do governo. Colou em Doria e não vai disputar eleição, pois não venceria nem para vereador.

A lista continua. Temos vários outros nomes que se mostraram oportunistas, com projetos pessoais de poder, nada mais. Todos eles têm algo em comum: estão politicamente mortos.

Rodrigo Constantino, colunista - Gazeta do Povo - VOZES


sábado, 30 de outubro de 2021

Reportagem de VEJA mostra como seis funcionárias do gabinete do senador Alcolumbre foram usadas num esquema de rachadinha

Blog Matheus Leitão 

O destino de Alcolumbre após denúncia assombrosa

Poucos vezes nos últimos tempos se viu uma apuração tão redonda como a capa de VEJA desta semana sobre o senador Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

 

 Senador Davi Alcolumbre: rachadinha - Leopoldo Silva/Agência Senado

[senador, a coisa está feia para o senhor e vai piorar... aguarde o desenrolar das investigações.]

A reportagem de Hugo Marques mostra como seis funcionárias do gabinete do senador foram usadas num esquema de rachadinha, tão conhecido pelo filho Zero Um do presidente, Flávio Bolsonaro.[atualizando: até o presente momento NADA FOI PROVADO contra o senador Flavio Bolsonaro - imprensa e órgãos de investigação ciscam, ciscam, mas nada encontram.]

A revelação é escandalosa, especialmente porque as mulheres estão declarando publicamente a fraude que pode chegar a R$2 milhões em desvios dos cofres públicos. Por anos, diz a reportagem, o senador ficou com salários de seis assessoras do gabinete. Elas abriam conta no banco, entregavam o cartão e recebiam apenas parte do dinheiro.

A  Procuradoria-Geral da República vai analisar as suspeitas de rachadinha, assim como o Tribunal de Contas da União (TCU). Mas como fica a situação política de Alcolumbre.  Se a Casa punir Alcolumbre, a situação de outros adeptos da prática de roubo de salário dos funcionários terá de ficar mais grave, tanto no Senado, quanto na Câmara.

O fato é que, com um pouco de seriedade na política, ainda mais pelo fato de a rachadinha ter ocorrido no atual mandato, a cassação era certa. Mas, pelo histórico corporativista, e por haver uma bancada da rachadinha já no parlamento, a história pode acabar engavetada.

O Senado da República tem um histórico de corporativismo absurdo. Os conselhos de ética do parlamento são, como se sabe em Brasília, uma vergonha. Nem parlamentar com dinheiro na cueca perde o mandato. O do Senado, então, consegue ser o pior, e raramente serve para alguma coisa.

É o Brasil e os muitos caminhos da impunidade.

Blog Matheus Leitão - Revista VEJA


quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Que “forças ocultas” convenceram o governo a comprar a vacina chinesa? - Sérgio Alves de Oliveira

Sem dúvida está causando cada vez mais “nojo” a política governamental sobre as   diretrizes adotadas na  prevenção e combate à “praga” do novo coronavirus, ”made” na China. Até “ontem”, a opinião pública dominante e o próprio governo asseguravam  que seria mais confiável comprar alguma vacina contra o Covid-19 produzida no  laboratório do “inferno”, do que aquela “made” na China , com as bênçãos de Xi Jinping.

Mas bastou  o Governador de São Paulo, João Doria, fazer um vôo relâmpago a Brasília, para oferecer ao Governo  a tal vacina, da qual é o “embaixador”, que imediata e “milagrosamente” toda a conversa mudou.
Comparava-se até agora  a tal vacina chinesaCoronaVac” aos envelopes de origem clandestina recebidos de lá por brasileiros, pelos correios, contendo “misteriosas” sementes, que muitos suspeitam conter algum elemento de  contaminação humana, animal, ou vegetal, ou seja, resumidamente, ”bioterrorismo”.
[Tudo sobre o coronavírus é na base do palpite e aqui vai um: tornar a 'coronavac' uma das opções de vacina a  ser comprada pelo Brasil não é muito misterioso = NÃO TEM NENHUMA VACINA DISPONÍVEL e a saída é comprar a primeira a ser disponibilizada. 
E, parece, notem bem, parece que a 'CoronaVac pode ser a primeira. 
As outras que estavam  adiantadas deram uma travada - tem uma delas que complicou na fase 3 devido o número de voluntários que se infectaram é inferior ao mínimo necessário = deixando dúvidas se poucos se infectaram por ser a vacina eficaz ou por não terem se contaminado por outras razões? 
Parece que a solução no caso será infectar de modo proposital os voluntários = surge uma questão ética.]

Mas enquanto  todos esperavam que Doria fosse  corrido a “relho” de Brasília, para surpresa e “impacto” geral, o Governador paulista acabou assinando um convênio com o Ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo ,”representando” (?) o Governo Federal (União),”aprovado” (em reunião virtual) pelos governadores, a fim de que o Governo Federal “banque” pelo Sistema Único de Saúde-SUS, 46 milhões de doses da vacina chinesa “CoronaVac”.  Foi feita alguma licitação? Ou a compra foi nas “coxas”?

De uma coisa a gente pode ter certeza. É evidente que ninguém andou levando dinheiro na “cueca” para facilitar essa aprovação surpreendente e “relâmpago”. Isso porque estaria se tratando de  uma operação de muita “grana” para o respectivo “convencimento” caber dentro da  cueca. Seria suficiente como justificativa dessa compra às pressas as palavras do Presidente do Instituto Butantã, no sentido  de que a CoronaVac seria o “imunizante contra o Covid-19 mais seguro em teste atualmente no Brasil”? E a vacina imunizante da “Oxford” ?

Uma coisa é certa: que tem boi na linha por aí, tem !!!

Sérgio Alves de Oliveira - Advogado e Sociólogo


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Dinheiro nas nádegas, a pátria no coração - Fernando Gabeira

In Blog

domingo, 18 de outubro de 2020

Alcolumbre garante impunidade de senador com dinheiro na cueca

Empenhado em se reeleger presidente do Senado, embora a Constituição não permita, David Alcolumbre (AP) garantiu a diversos interlocutores que dará em nada o pedido dos partidos Rede e Cidadania para que seja cassado o mandato do senador Chico Rodrigues (RR), flagrado em sua casa com cerca de 30 mil reais em dinheiro vivo, parte dos quais dentro da cueca.

Alcolumbre e Rodrigues pertencem ao mesmo partido, o DEM, cujo presidente, ACM Neto, prefeito de Salvador, mal se mexeu para punir seu correligionário. Considera que o partido não pode dar-se ao luxo de expulsar um senador dos seus quadros. O preferível seria que ele se licenciasse temporariamente, dando lugar ao suplente, que por sinal é seu filho. Ficaria tudo em casa.

O ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, afastou Rodrigues do cargo por 90 dias. Em sessão prevista para a próxima semana, o plenário do tribunal confirmará ou não a decisão de Barroso. O mais provável é que confirme. Mas a última palavra a respeito será dada pelo plenário do Senado. Aí entra Alcolumbre que trabalha em favor de Rodrigues.

Ele espera enterrar o assunto em plenário, evitando que seja examinado no Conselho de Ética que não se reúne desde o início da pandemia do coronavírus. Rodrigues é um dos membros do Conselho. Alcolumbre e a maioria dos seus colegas admitem que o caso desgasta ainda mais a imagem do Senado, mas que depois acabará esquecido. E segue o baile.

Se você não gosta de política e pouco liga para essas coisas, não se preocupe: outros gostam, entendem e votam em seu nome.

Blog do Noblat - Ricardo Noblat, jornalista - VEJA


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Polêmicas no STF - A que ponto chegamos. Onde acabaremos? - Merval Pereira

O GLOBO

Dinheiro sujo

O presidente Bolsonaro, que alardeava que em seu governo não havia corrupção, teve que abrir mão de seu vice-líder Chico Rodrigues, com quem dizia ter “quase uma relação estável”.   O presidente do STF, ministro Luis Fux, teve ontem ratificada sua decisão de suspender o habeas corpus que seu colega Marco Aurélio Mello dera ao traficante André do Rap, em prisão preventiva. O que para Marco Aurélio desmoralizou o Supremo, para Fux a cassação salvou o tribunal da desmoralização.  Mesmo os que se incomodaram com a possibilidade de o presidente do Supremo cassar decisão de um colega, admitiram que a medida foi acertada devido à urgência do caso e à periculosidade do condenado.  

Nos dois casos o Legislativo está envolvido. No habeas corpus, o ministro Marco Aurélio obedeceu à letra fria da lei, sem levar em conta outros critérios para apenas constatar que a prisão não fora reafirmada após 90 dias, como manda o artigo 316 introduzido no Código de Processo Penal (CPP) pelo Congresso através do pacote anticrime.  Ao final do julgamento, ficou definido que a soltura dos presos depois de 90 dias sem revisão da prisão preventiva não é automática, como interpretou Marco Aurélio. O juiz de primeira instância que decretou a prisão terá que ser consultado sobre se as razões da prisão continuam válidas. Com isso, mantém-se a sentido benéfico da lei, que é o de impedir que presos sem acusação formal ou sem julgamento apodreçam nas prisões. Mas impede-se que criminosos do colarinho branco e grandes traficantes se beneficiem do artigo para fugir, como aconteceu com André do Rap.

O próximo passo será definir se presos condenados em segunda instância não necessitam de uma revisão, como era o caso do traficante. Essa alteração, proposta pelos ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso, teve o apoio do presidente Fux, mas o ministro Ricardo Lewandowski se opôs, argumentando que cada caso tem que ser analisado individualmente, e lembrando que o Supremo já mudou a jurisprudência sobre a prisão em segunda instância, permitindo que os condenados recorram até o trânsito em julgado.  

O caso do senador Chico Rodrigues, do DEM, tem sabor de farsa ao repetir tragédia já ocorrida durante o mensalão com um assessor do deputado federal petista José Guimarães, preso com dólares na cueca. Desta vez o esconderijo foi mais além da cueca, uma situação tão escatológica que obrigou o ministro Barroso a pedir à Polícia Federal que guardasse num cofre “em absoluto sigilo”, pois, “Consoante informado pela autoridade policial, o registro exibe demasiadamente a intimidade do investigado. (...) Se comprovada a culpabilidade, estará justificada a sua punição, mas não sua desnecessária humilhação pública”.  

O ministro do STF não aceitou o pedido de prisão feito pela Polícia Federal, mas determinou o afastamento do senador por 90 dias, prorrogáveis por mais 90. Agora caberá ao Senado decidir se acata a decisão do ministro. Ficam então Câmara e Senado com questões éticas em suspenso.  A deputada federal Flordelis, acusada de um crime hediondo juntamente com vários filhos seus, anda com tornozeleira eletrônica, mas não vai presa porque tem imunidade parlamentar. A Câmara não consegue reunir seu Conselho de Ética para cassar seu mandato, num movimento corporativista vergonhoso.  

Agora o Senado terá que encarar mais esse problema ético.
Não há prova mais definitiva de quebra do decoro como a que o senador Chico Rodrigues deu.  A maior prova de que o dinheiro que tentou esconder no seu íntimo é ilegal é que ele declarou à Justiça Eleitoral em 2018 que tinha em casa cerca de R$ 500 mil em dinheiro vivo.  Esse caso tem o agravante de ser consequência de verbas extras para combate à Covid-19 que o presidente Davi Alcolumbre conseguiu com o Palácio do Planalto para pavimentar o apoio à sua reeleição, até o momento ilegal. [lembrando sempre que o mesmo Alcolumbre recorreu ao Poder Judiciário, contra decisão de primeira instância da Justiça Federal que determinava que os recursos dos Fundos Eleitoral e Partidário fossem utilizados no combate à covid-19.

Alcolumbre ganhou o recurso e os recursos, acima de R$ 3.000.000,000,00 (TRÊS  BILHÕES DE REAIS), foram liberados para a finalidade original daqueles fundos, sendo proibida a utilização no combate à pandemia.

O valor citado seria suficiente para pagar CINCO MILHÕES de auxilio-emergencial no valor de R$ 600,00, cada parcela.]

A que ponto chegamos. Onde acabaremos?  

Merval Pereira, jornalista - O Globo


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Deputado petista dos dólares na cueca - irmão do condenado Zé Genoíno - é o novo líder do governo Dilma

Deputado que teve assessor preso com dinheiro na cueca é o novo líder do governo Dilma

Henrique Fontana cai por causa da eleição de Eduardo Cunha; José Guimarães quer "recompor pontes" com todos os partidos da base

Dois dias depois da eleição do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara, o líder do governo na Casa, deputado Henrique Fontana (PT-RS) admitiu, nesta terça-feira, que perdeu as condições políticas para continuar nessa função. Ele foi substituído pelo deputado José Guimarães (PT-SP), que teve um assessor preso com dinheiro na cueca, em 2005.  — Eu atuei muito pela eleição do Arlindo (Chinaglia). Eu entendi que a função de líder do governo demanda conversas diárias, às vezes duas, três vezes por dia, com o presidente da Casa. E eu entendi que a circunstância política atual indica que o meu não é o melhor nome para esse momento, a partir da vitória do presidente Eduardo Cunha. Eu sei que fiz uma escolha, eu fui para o centro do esforço para eleger o Arlindo — afirmou Fontana, em entrevista coletiva. Fontana mergulhou na campanha derrotada do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara e se indispôs com Cunha, que acabou eleito com folga. 

Com a indicação de José Guimarães, Dilma pretende compensar a corrente majoritária do PT, a ‘Construindo um Novo Brasil’, que perdeu espaço no ministério. Henrique Fontana faz parte da corrente ‘Mensagem ao Partido’. José Guimarães disse que fará esforços para "recompor as pontes" procurando todos os partidos originalmente da base aliada. Segundo ele, a eleição da Câmara é "página virada" que tem como missão recompor a base, com respeito e diálogo entre os partidos que apoiam a presidente Dilma Rousseff.  — Minha disposição é estender a mão. Trabalhar com humildade, espírito público e diálogo. Teremos uma ano duro, difícil, temos que ter muita solidariedade dos partidos da base. O tamanho da base será determinado pelas condições políticas. Quanto maior, melhor — disse Guimarães.

Segundo o novo líder, Eduardo Cunha já deu sinais de abertura ao diálogo com o governo e minimizou a votação da PEC do Orçamento Impositivo. — O orçamento impositivo já estava dado. Vamos conviver com isso — acrescentou Guimarães.

O novo líder do governo disse que não ouviu petistas defendendo a saída do ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) e que não pretende "liderar o governo olhando pelo retrovisor". Irmão do ex-presidente nacional do PT José Genoino, José Guimarães ganhou notoriedade com a prisão do seu assessor José Adalberto Vieira da Silva com US$100 mil encontrados na cueca, no aeroporto de São Paulo. Ele também foi acusado de quebra de decoro por ter recebido R$250 mil do mensalão, Mas foi absolvido do processo de cassação por 23 votos contra 16 pelo plenário da Assembléia Legislativa.

O Ministério Público Federal apontou o deputado como o beneficiário do dinheiro apreendido. Além do dinheiro na cueca, o assessor do deputado carregava R$209 mil numa mala. Na ocasião o MPF concluiu que o dinheiro era propina paga pelo consórcio Sistema de Transmissão do Nordeste (STN) para obter facilidades no recebimento de um empréstimo de R$300 milhões do Banco do Nordeste do Brasil, para a construção de uma linha de transmissão de energia elétrica ligando as cidades de Teresina (PI) a capital cearense.

Fonte: O Globo