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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Defesa do ex-presidente Lula recusa interrogatório por videoconferência

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou, em petição ao juiz Sergio Moro nesta quarta-feira (26), que não concorda com a realização de um interrogatório do petista por videoconferência.  A sugestão havia sido feita na semana passada pelo juiz, que pediu a manifestação da defesa sobre a possibilidade.

Ele marcou um novo interrogatório do petista para o dia 13 de setembro, numa ação que investiga se Lula se beneficiou de R$ 12 milhões em vantagens indevidas, na compra de um terreno que seria destinado ao Instituto Lula pela empreiteira Odebrecht.
Na ocasião, Moro disse que o interrogatório anterior de Lula em Curitiba, em maio, gerou “gastos necessários, mas indesejáveis de recursos públicos”. Foram R$ 110 mil em despesas com um esquema de segurança, montado pela Polícia Militar do Paraná.

‘GASTOS DESNECESSÁRIOS’
Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins argumentaram que a lei assegura ao acusado o direito de ser interrogado presencialmente pelo juiz, e que a realização de videoconferência é “excepcional”.  “Nenhuma alegação de ‘gastos desnecessários’ se mostra juridicamente válida para alterar a regra do interrogatório presencial estabelecida na lei”, afirmaram os defensores.

Segundo eles, o aparato de segurança só foi montado anteriormente por determinação de Moro. Os advogados destacam que Lula prestou outros depoimentos em São Paulo, Brasília e São Bernardo do Campo, sem qualquer intercorrência. Cabe ao juiz, agora, definir se fará o interrogatório pessoalmente ou por videoconferência.

O interrogatório é mais uma etapa do processo penal, quando o réu se manifesta sobre as acusações contra si. Esta é uma das cinco ações a que o ex-presidente responde na Justiça. Há duas semanas, ele foi condenado por Moro sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Fonte: Folha de S. Paulo 

 

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