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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

A tortura e seus defensores - Bernardo Mello Franco

O Globo



Ecos da ditadura

A tortura e seus defensores


“Existem, e não são poucos, os que defendem as torturas”. A frase parece atual, mas foi publicada em dezembro de 1969. Assim começava uma célebre reportagem da revista “Veja” sobre os maus-tratos a presos políticos na ditadura militar. No texto, dois delegados defendiam a prática de espancar suspeitos para obter confissões. “É preciso muito pau em cima deles. Acho que a polícia está certa em agir assim”, afirmou Waldo Fraga. “O que se condena é a dosagem em excesso dessa violência”, disse Eldes Mesquita.

[o Presidente Bolsonaro considerou o interesse maior do Brasil e dos brasileiro e extinguiu um órgão, mantido com recursos públicos em uma Nação com grave crise fiscal, para combater e prevenir o que não existe. 
Lamentvelmente, a  Justiça Federal suspendeu, temporariamente, a medida, situação que certamente será revertida por instância superior e o país não desperdiçará recursos voltados para um órgão inútil.
Qualquer dos ex- terroristas e ex-guerrilheiros sempre vão dizer que foram torturados. No Brasil, por generosidade dos vencedores, essa parte da nossa história foi escrita pelos derrotados e se transformou em estória.]



Os repórteres contaram as histórias de duas vítimas da violência oficial. Chael Schreier, estudante de medicina, militava na luta armada. 
[militar na luta armada significava, e sempre vai significar, ser guerrilheiro ou terrotista e  assaltar bancos, sequestrar pessoas, explodir bombas, assassinar inocentes - sempre seguindo o lema de um dos principais mentores do terrorismo: Carlos Marighella, ideólogo do terror que no seu livro 'Minimanual do Guerrilheiro', estimula o assassinato de inocentes, já que para ele - e os que militavem na luta armada -  o importante era o cadáver.
Ao acessar o link você saberá mais sobre Marighella e terá acesso a trechos originais do livro linkado.]
Preso no Rio, levou tantos golpes na barriga que sofreu uma hemorragia interna e morreu na Vila Militar, aos 23 anos. “Ele apanhou como um cavalo”, contou um primo que viu o corpo no cemitério.



O dentista José Luís Andrade Maciel não tinha ligações políticas, mas foi confundido com um dos assassinos do capitão americano Charles Chandler. Detido em São Paulo, passou oito dias na solitária, vigiado por policiais que não o deixavam dormir. Saiu anêmico, passou a sofrer crises nervosas e foi internado numa clínica psiquiátrica. Perdeu os clientes e o consultório. “Eles estragaram nossa vida”, disse sua mulher, que estava grávida.



Na época em que a reportagem foi publicada, a censura impedia que a imprensa relatasse o que acontecia nos porões. Para surpresa geral, o general Emílio Garrastazu Medici se declarou contrário à tortura após assumir a Presidência.



Era jogo de cena, mas a “Veja” aproveitou a brecha para tratar do tema proibido.



Cinco décadas depois, o Brasil ainda convive com personagens que desprezam os direitos humanos e tratam torturadores como heróis. [antes de condenar o presidente Bolsonaro, procure  saber quem foi um dos militares por ele enaltecido - a quem nos juntamos na valorização, reconhecimento de um Herói  - e acessem o site A Verdade Sufocada, e/ou procurem ler: A Verdade Sufocada e Rompendo o silêncio - ambos do coronel Brilhante Ustra e leitura obrigatória de quem realmente quer conhecer a verdade.] Em 2019, eles ganharam poder e passaram das palavras à ação. O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto para desmontar o Mecanismo Nacional de Combate e Prevenção à Tortura. A medida está suspensa temporariamente por decisão da Justiça Federal.



A coluna volta no dia 5. Feliz Ano Novo.

Bernardo Mello Franco, jornalista - Coluna em O Globo 


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