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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Vergonha alheia - Merval Pereira

O Globo

Estádios viram hospitais

A falta dos hospitais que não fizemos 

“Não se faz Copa do Mundo com hospitais”, disse Ronaldo Fenômeno, rebatendo as críticas sobre os gastos para a realização campeonato mundial de futebol no Brasil em 2014. Também o então presidente Lula foi na mesma linha, declarando que ser contra a Copa por causa dos hospitais seria “um retrocesso danado”.
[o péssimo hábito que existe de atribuir a jogadores de futebol que se destacam nos campos capacidade pensante (alguns conseguem pensar, una poucos) insiste no Brasil.
Um dos poucos que conseguiu,  e consegue, pensar  é o Pelé, quando cunhou aquela famosa frase: 'o povo brasileiro não sabe votar' - frase tão correta que quando elegeu, reelegeu, coisas como o ex-presidente condenado e a engarrafadora de vento, o povo brasileiro confirmou a famosa conclusão do Rei Pelé.]

Também deixamos de construir hospitais enquanto nos vangloriávamos de termos vencido a concorrência para realizar as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. Sabemos hoje que nas duas competições houve fraude na disputa pela indicação, e o Brasil ganhou as duas com a ação de atravessadores e lobistas, brasileiros e estrangeiros, comprando os votos de delegados.

A Copa do Mundo de futebol deixou na nossa memória uma vexaminosa derrota por 7 a 1 para a Alemanha, que acabou sendo a campeã. Mas deixou também inúmeros elefantes brancos construídos a preços superfaturados, que geraram diversos processos criminais por corrupção. Inclusive o Itaquerão, onde se realizou a abertura da Copa, em São Paulo, e o Maracanã, palco da final. O Itaquerão, aliás, foi denunciado pela Odebrecht como tendo sido construído por pressão do então presidente Lula, torcedor fanático do Corinthians.

Pelo Brasil, estão espalhadas diversas arenas esportivas que se transformaram em problemas para os governadores dos 12 Estados em que foram construídas, a maioria deles sem torcidas capazes de enche-los em jogos do campeonato local. Aliás, o Brasil teve 12 sedes, e não 8, por pressão do presidente Lula e da CBF, para agradar politicamente alguns estados. Hoje, ironicamente, vários deles estão transformados em hospitais para o enfrentamento da crise do Covid-19: em São Paulo, o Pacaembú será um hospital administrado pelo Albert Einstein, e o Itaquerão possivelmente será usado também.

Em Fortaleza, o estádio Presidente Vargas terá 204 leitos, que podem ser transformados em UTIs. Em Brasília, o Mané Garrincha, que até pouco sobrevivia comprando o mando de campo de times com grandes torcidas, como o Flamengo, agora virou hospital. O Nilton Santos, no Rio, a Arena da Baixada, no Paraná, o da Ilha do Retiro, em Pernambuco, todos estão se transformando em hospitais para receber os infectados pelo Covid-19.

Coube à então presidente Dilma, que fora reeleita em 2014, abrir a Copa do Mundo. Como acontecera um ano antes, em 2013, na abertura da Copa das Confederações, a presidente foi vaiada assim que seu nome foi anunciado pelos alto-falantes, e ela nem pôde falar. Reflexos da insatisfação que reuniu, em 2013, as maiores manifestações contra Dilma nas ruas do país, eventos que deram início à derrocada da presidente até o impeachment em agosto de 2016. Os panelaços foram indicador preciso da crescente insatisfação do povo contra a presidente Dilma Rousseff, mas o processo de desgaste político foi lento e aconteceu concomitantemente ao crescimento das investigações da Operação Lava-Jato, que colocou o PT diante de provas irrefutáveis do maior esquema de corrupção já descoberto no país.   

Junto com a trágica realidade que enfrenta de ter que transformar arenas esportivas em hospitais, fenômeno que de resto acontece em diversos países pela gravidade da pandemia, o presidente Bolsonaro continua fazendo bolsonarices, revivendo o Febeapá do inesquecível Stanislaw Ponte Preta. Na época, durante a ditadura, era o Festival de Besteiras que Assola o País. Hoje seria o Festival de Bolsonarices que Assola o País.

Após ter feito um discurso equilibrado e ponderado na terça-feira, voltou ao seu normal ao divulgar um vídeo fake sobre uma suposta falta de mercadorias na Ceasa de Belo Horizonte, para forçar uma mudança na política de isolamento horizontal. Os bolsonaristas gostam de opor a suposta falta de corrupção em seu governo ao perigo que representaria o PT de volta ao poder. Como se fossemos obrigados sempre a escolher o menos ruim entre os dois. Trocamos a corrupção financeira em larga escala pela corrupção dos hábitos e costumes nacionais, ambas provocando a deterioração da democracia brasileira.

Merval Pereira, jornalista - O Globo


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Lula no Itaquerão: entra em campo o Amigo da Odebrecht

Os parteiros do estádio do Corinthians sabiam que aquilo daria muito dinheiro por fora. Não imaginavam que também poderia dar cadeia

 

Em 3 de setembro de 2011, três meses depois do início da construção do novo estádio do Corinthians, Lula estacionou o palanque ambulante em Itaquera para uma discurseira ao lado de Andrés Sanchez, então presidente do clube e hoje deputado federal pelo PT paulista. O trecho em que celebra a parceria com a Odebrecht ajuda a entender por que, além dos mimos milionários ofertados pelos chefões da empresa, ganhou do departamento de propinas o codinome Amigo.

“Eu quero agradecer, sobretudo, ao doutor Emílio Odebrecht, presidente do conselho da Odebrecht…”, entra em campo o camelô de empreiteira aos 57 segundos do vídeo. (Também de microfone em punho, Andrés Sanchez se volta para um ponto fora do alcance da câmera e pede que o chefão venha para a frente do palco: “Doutor Emílio… doutor Emílio”, diz, reforçando o convite com chamados gestuais. Safo, o dono do dinheiro continua longe da telinha).

Enquanto Sanchez tenta transformar a dupla em trinca, o comício segue seu curso: “… e o Marcelo, presidente do grupo Odebrecht, porque foram duas pessoas que começaram a construir essa obra ainda sem um contrato assinado”, confessa Lula. “Eles já tão trabalhando há noventa dias e o contrato foi assinado hoje, numa demonstração… numa demonstração de que o Corinthians vai construir um estádio”.

(E numa demonstração de que os craques da tapeação se julgavam condenados à eterna impunidade, reafirma o desprezo por documentos indispensáveis. Mais que um discurso, aquilo é um aviso perturbador: há outro vale-tudo em gestação. Os parteiros do Itaquerão sabiam desde sempre que obras sem contrato dão muito dinheiro “não-contabilizado”. Só cinco anos mais tarde saberiam que essas vigarices bilionárias também dão cadeia).

O ex-presidente retoma o falatório fantasiado de alma viva mais pura do país: “Nós temos que fiscalizar, Andrés, o estádio… pedir apoio da imprensa pra que este estádio seja construído da melhor maneira possível, da maneira mais honesta possível, pelo preço mais justo possível”, promete o intermediário de suspeitíssimos financiamentos do BNDES. “Porque nós precisamos provar que o Corinthians é um time de pobre, mas é um time de dignidade”.

Ninguém precisava provar que são incontáveis os corintianos pobres e dignos. [esticando um pouco a corda: o que só existe pela metade também é incontável; corintiano pobre - ou curintiano como diz o filho de Garanhuns - sabemos que existem... digno é outra coisa..... dignidade não combina com certas opções...  e só...] Faltava provar o que agora é evidente até para os bebês de colo: Lula não figura entre eles. [nem entre os pobres, os honestos e os dignos.] A Fiel queria ver o time ganhar numa casa nova. Lula queria ganhar a parte que lhe cabia naquele latifúndio. Ele nunca deu as caras 

Fonte: Coluna do Augusto Nunes - VEJA
 
 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Estádios de futebol não são locais para 'bicha'

Homofobia, o ponto "negativo" no show da seleção 

[as aspas no termo negativo, são de responsabilidade do Blog Prontidão Total e expressam o veemente repúdio do Blog à presença de homossexuais jogando em clubes e seleções de futebol.]

Nem “olê olê olê olê, Tite Tite” nem “o campeão voltou”. O grito que mais se ouviu na Arena Corinthians na vitória do Brasil contra o Paraguai por 3 a 0 foi o de “bicha”. A cada vez que o goleiro Anthony Silva batia na bola em um tiro de meta, a ofensa vinha de todo o estádio, em um dos raros momentos em que a torcida se manifestava em uníssono na noite desta terça-feira. A absurda situação ainda aparecia nos momentos em que o sistema de som do Itaquerão pedia para pararem as manifestações e os 44.378 pagantes respondiam com fortes vaias.

A tradição não nasceu no Brasil – foi copiada dos mexicanos, que há muitos anos gritam ‘puto‘ (o equivalente, em espanhol) aos goleiros adversários -, mas tem sido constante em jogos de clubes e da seleção, e já prejudicou a equipe de Tite. Na partida contra a Colômbia, em setembro de 2016, os gritos homofóbicos da torcida foram uma constante. A Fifa reagiu e multou a CBF em 20.000 francos suíços (cerca de 72.000 reais). O episódio se repetiu um mês depois na goleada por 5 a 0 sobre a Bolívia, em Natal, e houve nova punição, agora de 25.000 francos suíços (83.000 reais).

Muitos argumentam que este tipo de manifestação homofóbica “faz parte da cultura do futebol” e não deve ser interpretada como discriminação. Seria apenas mera e inocente “provocação”, como outros gritos e xingamentos corriqueiros nas arquibancadas. Há quem diga que o futebol está ficando chato – como se isso fosse o que dá emoção ao esporte.

Fatma Samoura, mulher, negra e muçulmana, atual secretária-geral da Fifa, também ex-funcionária da ONU, luta pela igualdade de condições das pessoas e nunca escondeu que já sofreu todo o tipo de preconceito  e de discriminação. Ela sempre diz que a Fifa terá tolerância zero para qualquer tipo de preconceito nos estádios e as multas para o Brasil e outras seleções provam isso. As punições financeiras já se mostraram ineficazes e talvez fosse o momento de a entidade pensar em alternativas. [sugestão: criem times de futebol cujo elenco seja exclusivamente de homossexuais; errado é pretender tornar obrigatório aos torcedores do futebol tradicional, do verdadeiro futebol, assistirem gays e assemelhados jogando o valoroso esporte bretão.] Já passou da hora de estádios de futebol se tornarem lugares tolerantes, amigáveis e de celebração ao esporte. [aos que querem transformar os estádios de futebol em 'casas de tolerância' que passem a frequentar espetáculos de balé.] Gritos homofóbicos não contribuem em nada para isso.

Fonte: Conteúdo de Placar
 

 

 

 

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Arena do Corinthians foi presente para Lula, diz Emílio Odebrecht

Em acordo de delação, patriarca da família disse que estádio foi uma retribuição pelo crescimento dos contratos da empresa durante as gestões petistas

A Lava Jato deve chegar logo ao estádio do Corinthians, o Itaquerão. Reportagem da Folha de S.Paulo deste domingo informa que Emílio Odebrecht, presidente do conselho de administração do grupo que leva seu nome, teria afirmado, em acordo de delação premiada, que a arena foi uma espécie de “presente” ao ex-presidente Lula, torcedor corintiano. 

O agrado, segundo Emílio, foi uma retribuição à suposta ajuda do petista à empreiteira baiana nos oito anos em que Lula comandou o país, de 2003 a 2010. Sob governos do PT, de 2003 a 2015, o faturamento do grupo Odebrecht foi multiplicado por sete: passou de 17,3 bilhões para 132 bilhões de reais. O tal acordo de Emílio Odebrecht com a Lava Jato ainda está em fase de negociação. Além dele, outras 80 pessoas ligadas à empresa devem colaborar com a força-tarefa.

O ex-presidente do Corinthians e deputado federal pelo PT, Andrés Sanchez, divulgou nota negando as informações da reportagem. No texto, ele diz o seguinte : “Alguém, por mais mal informado que seja, afirmar que o estádio foi um presente para quem quer que seja, quando a Arena Corinthians custou R$ 985 milhões mais juros do empréstimo, é no mínimo não ser razoável em sua forma de pensar”.

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Corinthians pagou R$ 500 mil a filho de Lula. Ninguém sabe por quê!

A cada enxadada, uma minhoca! Corinthians pagou R$ 500 mil a filho de Lula. Ninguém sabe por quê!

Luís Cláudio, já investigado na Operação Zelotes, teria prestado serviços na área de marketing, mas diretor da área à época diz desconhecer. Pagamento coincide com construção do Itaquerão, que teve dinheiro público: do BNDES!

Que coisa! A cada enxadada, uma minhoca!

Acreditem: num dado momento, Luiz Inácio Lula da Silva e seu partido reuniram mesmo as condições objetivas para mudar muita coisa no país. A Fortuna lhes sorriu. Mas as personagens estavam erradas, e o enredo era falso. O que eles tinham em mente não era bom.  Ao contrário: era péssimo. Os velhos vícios da política foram postos a serviço dos novos, introduzidos pelo petismo, e os novos garantiram a sobrevivência do velho. E chegamos, então, a este ponto.

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Olhem aí… Mais uma. Entre 2011 e 2013, informa a Folha, Luís Cláudio Lula da Silva, o rebento mais novo do Babalorixá de Banânia, recebeu cerca de R$ 500 mil do Corinthians sem ter feito nenhum trabalho que se conheça. Nada! Até aí, perguntará alguém, o que é que tem? Para todos os efeitos, o Corinthians é um ente que pertence à esfera do direito privado. Se quer dar dinheiro para o filho de Lula, problema dos sócios… Pois é. Assim seria se assim fosse.
O período dos pagamentos coincide com a construção do estádio do clube, o Itaquerão (de 2011 a 2014), que saiu pela bagatela de mais de R$ 1,2 bilhão. E daí? Daí que o BNDES, de maneira inexplicável até hoje, financiou nada menos de R$ 400 milhões da obra.
Que coisa! Lembram-se do irmão mais velho de Luís Claúdio, o Fábio Luís, vulgo Lulinha? Era monitor de jardim zoológico e virou próspero empresário logo no segundo ano do governo do pai. A Telemar comprou 30% de sua Gamecorp por R$ 5 milhões. Também a empresa de telefonia tinha dinheiro do… BNDES.
Mas Luís Cláudio trabalhou? É claro que, dadas as circunstâncias, com dinheiro público atochado no Itaquerão, o filho do ex-presidente jamais deveria ter sido contratado. Mas vamos dar uma chance: ao menos ele trabalhou? Eis o busílis.
A exemplo do seu “job” para a empresa de lobby Marcondes & Mautoni, não se sabe que diabos fez o filho de Lula para o Corinthians. Não há registro. A Folha ouviu Luis Paulo Rosenberg, economista e responsável pelo marketing do clube de 2007 a 2012, e mais oito pessoas da área. Ninguém nunca ouviu falar do trabalho do rapaz: “Não me lembro de nenhuma tarefa que ele tenha sido convocado para desenvolver ou que ele tenha realizado algo”, afirma Rosenberg.
Informa a Folha: “Foi Andrés Sanchez, hoje deputado federal pelo PT e na época presidente do Corinthians, quem garantiu tanto a entrada de Luis Cláudio na equipe quanto sua volta ao time como empresário. Sanchez disse que o filho de Lula foi contratado a pedido do técnico. ‘O Mano [Menezes] pediu ele como auxiliar.’ A versão não é confirmada pela assessoria do treinador, que afirmou ter sido ‘uma indicação do clube à área física e que o treinador aceitou’.”
Entenderam?
Sanches nega que tenha havido alguma irregularidade e diz ter documentos para provar. Vamos ver quais. Ele próprio já admitiu a interferência de Lula para facilitar a construção do Itaquerão. Falou nestes termos: “É óbvio que um presidente, conselheiro do Corinthians, amigo meu, em muitas coisas que eu demoraria um mês para ser atendido, eu fui atendido no dia seguinte”.
Claro, é tudo muito óbvio, não é mesmo?
Bem, a Polícia Federal investiga agora as relações de Luís Cláudio com o Corinthians, dada a dinheirama recebida no período em que o estádio era construído, com uma boa parcela de dinheiro público.
A petezada e a esquerda, claro!, acham isso muito… normal.

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

 

 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

- Chefia, o Oswaldinho “cristovou”?



Como sabem todos os que leem esta coluna, Bagá é ciclotímico. Vai da euforia à depressão de uma rodada pra outra, intercaladas, naturalmente, por ataques de fúria avassaladora, no período posterior às derrotas. E como, nos últimos jogos, elas têm sido bem constantes (foram cinco, sem seis rodadas!) dá pra imaginar o humor da fera, quando a encontrei, ontem, espantando pardais a urros, na Praça General Osório.

Bramindo, com fúria, o formidando crioulo fuzilou, tão logo me viu atravessar a rua Jangadeiros: - Chefia, o Oswaldinho “cristovou”?

E agora? Dizer o que? Após um começo estupendo, com seis vitórias em seis jogos, o Flamengo de Oswaldo já perdeu cinco das últimas seis partidas. E, pode-se dizer, deu adeus às chances de conquistar uma vaga na Libertadores, possibilidade aberta, exatamente, pela surpreendente sequência de triunfos, depois que o novo treinador substituiu Cristóvão: - Calma, Bagá! A coisa parece ter desandado, mas é preciso paciência e confiança,  pois o Oswaldo tem condições de fazer um bom trabalho no ano que vem – argumentei.

Pra que? Minha tentativa de acalmar a besta-fera só fez enfurece-la ainda mais: - Como esse elenco molambento e baladeiro? Nem que seja mágico. Treinamos 10 dias pra levar duas lambadas seguidas, chefia. Também, quando o time alinhou pra ouvir o hino, antes do jogo com o Inter e eu vi, lado a lado, César Martins, Canteros, Márcio Araújo e Pará, percebi logo o que viria pela frente. É muito perna-de-pau junto. Esses quatro têm que comandar a “barca” de dispensas no fim do ano. São horrorosos. Jogando com eles, simplesmente, não dá pra sonhar com um time que preste.

Apesar de meu espírito pacifista. Estava ficando difícil discordar do gigante de ébano. E ele, sem me dar tempo de pensar, prosseguiu sua cantilena: - No duro, no duro, deveriam ficar apenas o Guerrero, o Jorge e o Emerson, que aliás precisa ser colocado nos eixos pra deixar de tomar cartão amarelo em todos os jogos. O resto, vou te dizer, é fraco. Claro, tem alguns, como o Éverton, o Allan Patrick, o Paulinho, o Cirino, o Samir, talvez o Gabriel e mais um ou outro que, se estiverem bem acompanhados e entenderem que futebol é pra ser levado a sério e não vivido na gandaia, podem até ficar no grupo. Mas se for pra continuar no bagaço, como vários deles andam, melhor botar todos na rua! – rosnou.

Bagá anda inconformado, também, com o critério de contratações do Mais Querido: - Quem é que escolhe os jogadores que vão ser contratados? O Stevie Wonder ou o Ray Charles? Porque o cara é cego, chefia. O Nenê estava dando sopa no mercado e preferiram o Ederson, que é mais um camisa dez de enfermaria! O que faz o Rodrigo Caetano nessa hora? Não é função dele mapear bem o mercado e apontar as melhores escolhas? É muita bola fora!

Com a provável reeleição de Bandeira de Mello (que está disparado em todas as pesquisas), o furibundo torcedor espera que a escolha do futuro vice-presidente de futebol seja especialmente bem feita:  - O tal do Biscotto pode ser gente boa e coisa e tal, mas não tem cacife pra segurar esse foguete. O Mengo precisa de um cara forte, que bata de frente com os adversários, seja do ramo e conheça bem as manhas e manias dos jogadores. Um Domingo Bosco moderno. Senão é engolido por eles, como tem acontecido com todos os que passaram por lá nos últimos três anos.

Como eu já nem argumentava, diante das palavras enraivecidas, mas prenhes de razão, Bagá resolveu se despedir, dando a sua fórmula de transformar o pesadelo em sonho, na próxima rodada: - Chefia, não vamos pra “Liberta”, mas podemos, pelo menos, nos despedir com dignidade, carimbando a faixa do Timão, lá dentro de Itaquera, né? Já pensou, que beleza? Um a zero, gol do Guerrero! Ia ser uma despedida e tanto. Depois, podia dar férias pra todo mundo, avisando a maior parte desses perebas que nem precisavam voltar no ano que vem. Mengôôôô!

E lá se foi o ciclope, balançando a pança e rindo da própria piada, por acreditar que, apesar dos pesares, o Flamengo é até capaz de aprontar diante do virtual campeão brasileiro. Sonhar, não custa nada, não é Bagá?

Fonte: Blog do Renato Mauricio Prado

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O Grilo Falante de Lula



Nem Pinóquio teve uma ajuda tão generosa. Mas Pinóquio não tinha um BNDES, só um Gepeto
O palestrante Luiz Inácio da Silva é um sujeito de sorte. Antes de se consagrar com suas palestras internacionais, ele passou pela Presidência da República, onde não ganhava tão bem. Mas tinha bons amigos, especialmente na empreiteira Odebrecht, que lhe sopravam o que dizer nas reuniões com outros chefes de Estado. Os recados eram passados ao futuro palestrante, então presidente, sob o título “ajuda memória” – ou seja, os empreiteiros estavam ajudando o presidente a se lembrar de coisas úteis, uma espécie de transplante de consciência. A Odebrecht era o Grilo Falante de Lula.

Nem Pinóquio teve uma ajuda-memória tão generosa. A de Lula se transformou em negócios de bilhões de reais – mas é bem verdade que Pinóquio não tinha um BNDES, só um Gepeto. É uma desvantagem considerável, especialmente porque Gepeto não fazia operações secretas, ao que se saiba. “O PR fez o lobby”, escreveu o então ministro da Indústria e do Comércio aos amigos da Odebrecht, respondendo à cobrança da empreiteira sobre a defesa de seus interesses pelo PR Lula junto ao PR da Namíbia. Essa e outras ajudas-­memórias valiosas, reveladas pelo jornal O Globo, não tiveram nada de mais. Segundo todos os envolvidos, isso é normal.

A normalidade é tanta que a parceria foi profissionalizada. Quando Luiz Inácio terminou seu estágio como PR, foi contratado pela Odebrecht como palestrante. Nada mais justo. Com a quantidade de ajuda-­memória que ele recebera da empresa durante oito anos, haveria de ter muita coisa para contar pelo mundo. Foi uma história bonita. Lula soltinho, sem a agenda operária de PR, viajando pelos países nas asas do lobista da Odebrecht, fazendo brotar obras monumentais por aí e mandando Dilma e o BNDES bancá-las, enquanto botava para dentro cachês astronômicos como palestrante contratado da empresa ganhadora das obras. Normal.

A parceria também funcionou no Brasil, claro, com belos projetos como o estádio do Corinthians – que uniu seu time do coração com a sua empreiteira idem. Num drible desconcertante dos titãs, o Morumbi foi desclassificado para a Copa de 2014 e brotou em seu lugar o Itaquerão, por R$ 1 bilhão. Como não dava para Gepeto fazer a mágica, o Pinóquio PR chamou o bom e velho BNDES para operar mais esse milagre. Após alguns anos fazendo os bilhões escorrerem dos cofres públicos para parcerias interessantes como essas – incluindo as obras completas da Petrobras –, o palestrante e seu partido levaram o Brasil à breca. Ainda hoje, em meio à mais terrível crise das últimas décadas, que derrubou o aval para investimento no Brasil e fará dele um país mais pobre, a opinião pública se pergunta: como foi que isso aconteceu?

Graças a essa pergunta abilolada, o esquema parasitário que tomou de assalto o Estado brasileiro ainda permanece, incrivelmente, sediado no Palácio do Planalto. O tráfico de influência como meio de privatização de recursos públicos – através de parcerias, consultorias, convênios, mensalões e pixulecos mais ou menos desavergonhados – foi institucionalizado, de cabo a rabo, no governo petista. Lula, o palestrante, é investigado pelo Ministério Público por tráfico de influência internacional. O Brasil se surpreende porque quer: esse é o modus operandi de todos os companheiros que já caíram em desgraçaVaccari, Delúbio, Erenice, Palocci, Dirceu, Valério, Youssef, Duque, Vargas, João Paulo, Rosemary... Faltou alguém? Ou melhor: sobrou alguém?

Marcelo Odebrecht recomendou que Lula ressaltasse o papel de “pacificador e líder regional” do presidente de Angola. E assim foi feito. Deu para entender? O dono da empresa e cliente do governo era quase um adido cultural do presidente. Se o Brasil não consegue ver promiscuidade (ou seria obscenidade?) nesse enredo, melhor botar o Sergio Moro em cana e liberar o pixuleco.

Acaba de ser arquivado o inquérito contra Lula no mensalão. No auge do escândalo com a Odebrecht e demais envolvidas no petrolão, o PT bate seu próprio recorde de cinismo advogando a proibição das doações eleitorais de empresas. Pixuleco nunca mais. Ajuda-memória ao gigante: ou abre os olhos agora ou não verá as pegadas companheiras sendo mais uma vez apagadas. Aí os inocentes profissionais estarão prontos para o próximo golpe. 

Fonte: Guilherme Fiuza – Revista Época