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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Monitoramento das mídias sociais revela alto engajamento dos conservadores

Acompanhar o Carnaval virou uma experiência bastante peculiar com os comentários ao vivo nas redes sociais. E neste ano não foi apenas pelos memes no Twitter e pelas fantasias engraçadas no Instagram, mas sim pelas discussões acaloradas sobre o conteúdo político de algumas escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Enquanto os blogs de esquerda reclamavam do 2º lugar da Paraíso do Tuiuti – denunciando o que seria um novo “golpe” contra a escola, que trouxe críticas ao governo Temer –, a página do Facebook do Movimento Brasil Livre (MBL) lembrava que os carnavalescos que chamaram a reforma trabalhista de “nova escravidão” só empregam três pessoas em regime celetista.

Essa última informação não saiu em lugar algum nos principais veículos de imprensa, mas teve ampla repercussão na ala mais liberal da direita na internet, em seus veículos próprios. Esse, porém, não foi o único assunto da movimentada Quarta-Feira de Cinzas: em outro canto da direitosfera, viralizava um vídeo de uma enorme carreata pró-Bolsonaro em Quixadá, no Ceará. Outro braço, com o apoio de articulistas conservadores, compartilhava um vídeo de “polonesas contra o feminismo”.


LINHA DURA Vídeos, depoimentos e posts contra “bandidagem e pessoal dos direitos humanos” atraem seguidores para Jair Bolsonaro (Foto: Leonardo Benassatto/Reuters)

Desde que comecei a monitorar as discussões sobre política nas redes sociais, em janeiro de 2017, me surpreendeu não apenas a predominância das páginas mais à direita no espectro político no topo do ranking de engajamento no Facebook, como também a relativa diversidade de pautas – e ocasional discordância – entre elas.

Isso não deveria ser surpresa, já que reconhecemos e estudamos a pluralidade dentro da esquerda, de sindicalistas a ecologistas – mas não é incomum ver “a direita” sendo agrupada de maneira mais ou menos amorfa, sem muita nuance, entre analistas políticos brasileiros. Ao falar do “avanço do conservadorismo”, por exemplo, Dilma Rousseff coloca Donald Trump, o prefeito João Doria e o presidenciável Jair Bolsonaro no mesmo balaio. Para a filósofa Marcia Tiburi, nomes como Kim Kataguiri, do MBL, e Alexandre Frota, ator que virou ativista, representam a mesma coisa – um novo “fascismo”. Perde-se a nuance, perde-se inteligência sobre o que se passa na cabeça de uma vasta parcela da população brasileira, que é bastante barulhenta on-line.

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